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BESPONSA INOTUZUMABE OZOGAMICINA 1MG FRASCO

FRASCO Princípio ativo
INOTUZUMABE OZOGAMICINA

BESPONSA INOTUZUMABE OZOGAMICINA 1MG FRASCO O que é Besponsa? Besponsa é um medicamento oncológico de uso hospitalar, fabricado pela Pfizer, apresentado como pó liofilizado em frasco-ampola de 1 mg, destinado ao preparo de uma solução para infusão intravenosa. Trata-se de uma terapia utilizada no contexto da leucemia l…

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BESPONSA INOTUZUMABE OZOGAMICINA 1MG FRASCO

O que é Besponsa?

Besponsa é um medicamento oncológico de uso hospitalar, fabricado pela Pfizer, apresentado como pó liofilizado em frasco-ampola de 1 mg, destinado ao preparo de uma solução para infusão intravenosa. Trata-se de uma terapia utilizada no contexto da leucemia linfoblástica aguda (LLA), um câncer do sangue e da medula óssea que se desenvolve a partir de células imaturas da linhagem linfoide.

Do ponto de vista farmacológico, o produto pertence ao grupo dos chamados conjugados anticorpo-fármaco. Essa categoria reúne medicamentos que combinam um anticorpo monoclonal, capaz de reconhecer uma estrutura específica na superfície de determinadas células, com uma substância citotóxica, ou seja, uma molécula capaz de danificar e destruir células. A ideia desse tipo de construção é direcionar o agente citotóxico preferencialmente para as células que expressam o alvo reconhecido pelo anticorpo.

No Brasil, o medicamento possui registro na Anvisa, é de venda sob prescrição médica e, segundo a bula brasileira, tem uso restrito a estabelecimentos de saúde. Isso significa que o preparo e a administração ocorrem em hospitais ou centros de infusão, sob responsabilidade de uma equipe especializada em hematologia e oncologia.

Este texto reúne informações de caráter educativo, com base em documentos regulatórios públicos, como a informação de produto da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e a bula aprovada pela agência norte-americana FDA. Detalhes como indicações, esquemas de uso e advertências podem variar entre países e entre versões de bula, e a decisão sobre qualquer tratamento cabe exclusivamente ao médico responsável.

Princípio ativo e composição

O princípio ativo de Besponsa é o inotuzumabe ozogamicina. Ele é formado por um anticorpo monoclonal humanizado do tipo IgG4 dirigido contra a proteína CD22, ligado de forma covalente a um derivado da caliqueamicina, uma substância citotóxica de origem natural pertencente ao grupo dos antibióticos antitumorais enediinos.

O CD22 é uma proteína presente na superfície de linfócitos B e de muitas células de leucemia linfoblástica aguda de precursores B. De forma simplificada, o mecanismo descrito nas fontes regulatórias é o seguinte:

  • o componente anticorpo reconhece e se liga ao CD22 na superfície da célula;
  • o complexo formado é internalizado pela célula;
  • dentro da célula, o derivado da caliqueamicina é liberado;
  • essa substância provoca quebras na dupla fita do DNA, levando à parada do ciclo celular e à morte da célula (apoptose).

Cada frasco-ampola contém 1 mg do princípio ativo na forma de pó liofilizado. Segundo a informação de produto europeia, após a reconstituição com 4 mL de água para injetáveis, obtém-se uma solução com concentração de 0,25 mg/mL, que depois é diluída antes da infusão. A bula norte-americana menciona que, embora o frasco contenha 1 mg, o volume extraível após a reconstituição corresponde a 0,9 mg, detalhe técnico relevante para o cálculo feito pela farmácia hospitalar.

Os excipientes listados na informação de produto europeia são sacarose, polissorbato 80, cloreto de sódio e trometamol. O frasco é de vidro âmbar, e a composição exata pode ser confirmada na bula vigente de cada país.

Para que serve Besponsa?

Besponsa é indicado para o tratamento da leucemia linfoblástica aguda de precursores de células B que expressam CD22, em situações de doença recidivada (que voltou após tratamento) ou refratária (que não respondeu adequadamente ao tratamento). A redação exata da indicação varia de acordo com a agência reguladora:

  • Na bula brasileira, a indicação descrita refere-se a adultos com LLA de precursores de células B, CD22 positiva, recidivada ou refratária, em monoterapia.
  • Na União Europeia, a indicação em adultos inclui a monoterapia para LLA de precursores B CD22 positiva recidivada ou refratária; para pacientes com cromossomo Philadelphia positivo (Ph+), é exigida falha prévia de pelo menos um inibidor de tirosina quinase (ITQ).
  • Ainda na União Europeia, a informação de produto atual também contempla crianças a partir de 1 ano de idade em cenários específicos, como primeira recidiva após transplante alogênico de células-tronco hematopoiéticas, primeira recidiva em doença de risco muito alto, segunda recidiva ou posterior e doença refratária.
  • Nos Estados Unidos, a FDA ampliou a indicação em 2024, e a bula passou a abranger pacientes adultos e pediátricos a partir de 1 ano de idade com LLA de precursores B CD22 positiva recidivada ou refratária.

Como as indicações aprovadas podem ser diferentes entre países e se modificam com o tempo, a bula brasileira vigente é a referência para o uso no Brasil. A confirmação da expressão de CD22 nas células leucêmicas e a avaliação do quadro clínico são etapas conduzidas pela equipe médica antes de qualquer decisão terapêutica.

Em muitos casos, esse tipo de terapia é utilizado com o objetivo de alcançar remissão da doença e, eventualmente, permitir que o paciente seja encaminhado a um transplante de células-tronco hematopoiéticas. Os resultados variam de pessoa para pessoa e dependem de múltiplos fatores clínicos.

Como Besponsa é utilizado?

Besponsa é administrado exclusivamente por via intravenosa, em ambiente hospitalar ou em centro de infusão, por profissionais com experiência no tratamento do câncer. O paciente não prepara nem aplica o medicamento em casa. A reconstituição e a diluição do pó são realizadas por profissionais treinados, seguindo técnicas assépticas e normas para manipulação de substâncias citotóxicas.

Esquema descrito nas bulas

Conforme a informação de produto europeia e a bula norte-americana, o tratamento é organizado em ciclos. De modo descritivo, e sem que isso represente orientação individual:

  • o primeiro ciclo costuma ter duração de 3 semanas, com aplicações nos dias 1, 8 e 15;
  • os ciclos seguintes geralmente têm 4 semanas, e a programação das doses pode mudar conforme a resposta obtida;
  • a dose é calculada com base na área de superfície corporal e definida pelo médico;
  • para pacientes que seguirão para transplante, as bulas mencionam, em geral, um número limitado de ciclos; para os demais, a informação europeia cita até 6 ciclos.

Segundo as bulas, a infusão dura aproximadamente 1 hora. A informação europeia indica que, em crianças com peso corporal inferior a 35 kg, o tempo de infusão pode ser ampliado para 1,5 hora. A dose, o número de ciclos e eventuais ajustes, interrupções ou suspensões dependem de exames laboratoriais e da tolerância de cada paciente, e são sempre definidos pelo médico.

Pré-medicação e monitoramento

As bulas recomendam pré-medicação antes de cada dose, geralmente com um corticosteroide, um antitérmico e um anti-histamínico, com o objetivo de reduzir o risco de reações relacionadas à infusão. O paciente costuma ser observado durante a infusão e por pelo menos 1 hora após o término.

Ao longo do tratamento, são habitualmente realizados:

  • hemograma completo antes de cada dose;
  • exames de função hepática, como transaminases, bilirrubina e fosfatase alcalina;
  • eletrocardiograma e dosagem de eletrólitos antes do início e periodicamente;
  • avaliação de sinais de infecção, sangramento e alterações do fígado.

Em pacientes com grande carga tumoral, as bulas mencionam medidas preventivas para a síndrome de lise tumoral, como hidratação e uso de medicamentos que reduzem o ácido úrico, conforme decisão da equipe.

Contraindicações

De acordo com a informação de produto europeia, Besponsa é contraindicado nas seguintes situações:

  • hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer um dos excipientes da fórmula;
  • pacientes com histórico confirmado de doença veno-oclusiva hepática ou síndrome de obstrução sinusoidal grave, ou com esse quadro em curso;
  • pacientes com doença hepática grave em curso, como cirrose, hiperplasia regenerativa nodular ou hepatite ativa.

As contraindicações podem ser apresentadas de maneira diferente em outras bulas. A avaliação sobre a possibilidade de uso em cada situação é feita pelo médico, considerando o histórico completo do paciente.

Advertências e precauções

Besponsa apresenta advertências importantes, e a bula norte-americana inclui um alerta em destaque (advertência em caixa) sobre riscos graves. Os principais pontos descritos nas fontes regulatórias estão resumidos abaixo.

Hepatotoxicidade e doença veno-oclusiva

Foram relatados casos de hepatotoxicidade, incluindo doença veno-oclusiva hepática, também chamada de síndrome de obstrução sinusoidal. Nessa condição, ocorre obstrução de pequenos vasos do fígado, o que pode levar a aumento do fígado, dor abdominal, acúmulo de líquido no abdome, ganho de peso rápido e aumento da bilirrubina. Alguns casos foram graves, com risco de vida ou fatais.

Segundo as bulas, o risco é maior em pacientes que realizam transplante de células-tronco hematopoiéticas após o tratamento, especialmente quando o condicionamento para o transplante envolve dois agentes alquilantes, e em pessoas com idade de 65 anos ou mais ou com bilirrubina elevada antes do tratamento. Por isso, a equipe monitora de perto os exames hepáticos e os sinais clínicos antes, durante e após o tratamento.

Mortalidade após transplante

A advertência em caixa da bula norte-americana também menciona maior mortalidade não relacionada à recidiva da doença após o transplante de células-tronco em pacientes que receberam o medicamento. A informação europeia descreve maior frequência de mortes precoces até o dia 100 após o transplante. Esses dados são considerados pela equipe no planejamento do número de ciclos e do momento do transplante.

Mielossupressão

O tratamento pode reduzir a produção de células do sangue, causando neutropenia, trombocitopenia e anemia. Essas alterações aumentam o risco de infecções, algumas delas graves, e de sangramentos. Hemogramas frequentes permitem que a equipe ajuste o tratamento quando necessário.

Reações relacionadas à infusão

Podem ocorrer reações durante ou logo após a infusão, como febre, calafrios, erupção cutânea ou dificuldade para respirar. A informação europeia relata frequência maior dessas reações na população pediátrica do que em adultos. A pré-medicação e a observação após a infusão fazem parte das medidas descritas nas bulas.

Síndrome de lise tumoral

A destruição rápida de grande número de células leucêmicas pode liberar substâncias no sangue e causar a síndrome de lise tumoral, que pode afetar os rins e o equilíbrio de eletrólitos. O risco é maior em pacientes com alta carga tumoral.

Prolongamento do intervalo QT

Foi observado prolongamento do intervalo QT no eletrocardiograma, uma alteração do ritmo cardíaco. As bulas recomendam eletrocardiograma e dosagem de eletrólitos antes do início e durante o tratamento, com atenção especial a pacientes com histórico de alterações cardíacas ou que usam outros medicamentos que prolongam o QT.

Toxicidade embriofetal e contracepção

Com base no mecanismo de ação e em estudos em animais, o medicamento pode causar dano ao feto. As bulas orientam o uso de método contraceptivo confiável durante o tratamento e:

  • por pelo menos 8 meses após a última dose, para mulheres com potencial de engravidar;
  • por pelo menos 5 meses após a última dose, para homens com parceiras com potencial de engravidar.

A fertilidade também pode ser afetada, e questões sobre preservação da fertilidade podem ser discutidas com a equipe antes do início do tratamento.

Possíveis reações adversas

Como qualquer medicamento, Besponsa pode causar reações adversas, e nem todas as pessoas apresentam os mesmos efeitos. As frequências abaixo baseiam-se nos dados da informação de produto europeia e podem diferir de outras bulas.

Reações muito frequentes

Entre as reações observadas em mais de 10% dos pacientes, as mais relatadas incluem:

  • trombocitopenia (redução de plaquetas);
  • neutropenia (redução de neutrófilos);
  • infecções;
  • anemia;
  • leucopenia (redução de glóbulos brancos);
  • fadiga;
  • hemorragias (sangramentos);
  • febre (pirexia);
  • náusea;
  • dor de cabeça;
  • neutropenia febril;
  • aumento das transaminases e da gama-glutamiltransferase (GGT);
  • aumento da bilirrubina;
  • dor abdominal.

Reações frequentes

Entre as reações relatadas com frequência menor, citam-se linfopenia, diminuição do apetite, síndrome de lise tumoral, aumento do ácido úrico, vômitos, diarreia, estomatite, constipação, ascite, distensão abdominal, aumento da fosfatase alcalina, da amilase e da lipase, reações relacionadas à infusão e prolongamento do intervalo QT. A doença veno-oclusiva hepática também está descrita entre as reações adversas.

Sinais de alerta

Alguns sinais merecem comunicação imediata à equipe de saúde, pois podem indicar complicações graves:

  • ganho de peso rápido, inchaço abdominal, dor no lado direito do abdome ou coloração amarelada da pele e dos olhos;
  • febre, calafrios ou outros sinais de infecção;
  • sangramentos incomuns, manchas roxas na pele, sangue na urina ou nas fezes;
  • falta de ar, chiado, inchaço do rosto ou erupção na pele durante ou após a infusão;
  • palpitações, tontura ou desmaio;
  • diminuição da quantidade de urina, cãibras musculares ou fraqueza intensa.

Interações com medicamentos, alimentos e suplementos

Segundo a informação de produto europeia, não foram realizados estudos formais de interação medicamentosa com Besponsa. Ainda assim, as bulas recomendam cautela com o uso concomitante de medicamentos que prolongam o intervalo QT ou que podem provocar arritmias do tipo torsades de pointes, como alguns antiarrítmicos, certos antibióticos, antifúngicos, antipsicóticos e antieméticos. Nessas situações, a equipe pode optar por monitorar o eletrocardiograma com mais frequência ou avaliar alternativas.

Medicamentos que alteram eletrólitos, como diuréticos, também podem ser relevantes, pois desequilíbrios de potássio e magnésio aumentam o risco de alterações do ritmo cardíaco. Não há interações específicas com alimentos descritas nas fontes consultadas. Quanto a suplementos, fitoterápicos e produtos naturais, a recomendação geral é informar a equipe sobre tudo o que está sendo utilizado, já que alguns podem afetar o fígado, a coagulação ou o ritmo cardíaco.

É importante apresentar à equipe uma lista completa de medicamentos, incluindo os de uso ocasional, para que possíveis interações sejam avaliadas antes de cada ciclo.

Uso em grupos específicos

Gestantes

O medicamento pode causar dano ao feto. A informação europeia afirma que não deve ser usado durante a gravidez, a menos que o benefício potencial para a mãe supere os riscos para o feto. Mulheres com potencial de engravidar costumam realizar teste de gravidez antes do início, e a contracepção deve ser mantida pelos prazos descritos na seção de advertências.

Lactantes

Não se sabe se o medicamento é excretado no leite humano. Tanto a informação europeia quanto a bula norte-americana orientam não amamentar durante o tratamento e por pelo menos 2 meses após a última dose.

Crianças

A informação de produto europeia e a bula norte-americana atuais incluem uso em crianças a partir de 1 ano de idade, em indicações específicas. A bula brasileira consultada descreve a indicação para adultos. Por isso, o uso em crianças no Brasil deve considerar a bula vigente no país e a avaliação do hematologista pediátrico.

Idosos

Segundo a informação europeia, não é necessário ajuste de dose com base apenas na idade. Contudo, pacientes com 65 anos ou mais apresentaram maior risco de doença veno-oclusiva após transplante, o que exige atenção especial da equipe.

Pacientes com problemas renais

A informação europeia indica que não é necessário ajuste de dose em insuficiência renal leve, moderada ou grave. O medicamento não foi estudado em pacientes com doença renal em estágio terminal.

Pacientes com problemas hepáticos

Não é necessário ajuste de dose quando os exames hepáticos estão dentro de limites definidos na bula. Quando a bilirrubina e as transaminases ultrapassam esses limites, a bula orienta a interrupção da administração até a melhora. Pacientes com doença hepática grave em curso não devem usar o medicamento, conforme a informação europeia.

Armazenamento e conservação

O armazenamento e o preparo de Besponsa são de responsabilidade da farmácia hospitalar e da equipe de enfermagem. As bulas descrevem as seguintes condições:

  • frascos fechados devem ser mantidos sob refrigeração, entre 2 °C e 8 °C;
  • o frasco deve ser mantido na embalagem original para proteção contra a luz;
  • o produto não deve ser congelado;
  • após a reconstituição, a solução deve ser usada imediatamente ou conservada sob refrigeração por até 4 horas, segundo a informação europeia;
  • o tempo total entre a reconstituição e o fim da administração é limitado, e a solução diluída deve ser protegida da luz.

Os prazos de estabilidade podem variar entre bulas de diferentes países. O descarte de sobras e materiais utilizados segue normas para resíduos de medicamentos citotóxicos.

Item Informação descrita nas bulas
Forma farmacêutica Pó liofilizado para solução para infusão
Conteúdo do frasco 1 mg
Via de administração Intravenosa, em ambiente de saúde
Temperatura de armazenamento 2 °C a 8 °C, protegido da luz, sem congelar
Fabricante Pfizer

Perguntas frequentes sobre Besponsa

Para que serve Besponsa?

Besponsa é utilizado no tratamento da leucemia linfoblástica aguda de precursores de células B que expressam a proteína CD22, em casos de doença recidivada ou refratária. A indicação exata, incluindo faixas etárias, varia conforme o país e a bula vigente.

Qual é o princípio ativo de Besponsa?

O princípio ativo é o inotuzumabe ozogamicina, um conjugado anticorpo-fármaco formado por um anticorpo anti-CD22 ligado a um derivado da caliqueamicina.

Como Besponsa é aplicado?

O medicamento é reconstituído e diluído por profissionais e administrado por infusão intravenosa em hospital ou centro de infusão, geralmente em cerca de 1 hora, após pré-medicação. O número de doses e ciclos é definido pelo médico.

Besponsa precisa de receita?

Sim. No Brasil, o medicamento é de venda sob prescrição médica e, segundo a bula brasileira, tem uso restrito a estabelecimentos de saúde. A indicação e o acompanhamento são feitos por médico especialista.

Qual é o preço do produto BESPONSA INOTUZUMABE OZOGAMICINA 1MG FRASCO?

O preço pode variar conforme o país, a apresentação, a concentração, o tamanho da embalagem, o estabelecimento e as condições comerciais. Para consultar o valor vigente, verifique farmácias, distribuidores ou canais oficiais autorizados.

Quem não deve usar Besponsa?

Segundo a informação europeia, pessoas com alergia a algum componente da fórmula, com histórico confirmado de doença veno-oclusiva hepática grave ou em curso, ou com doença hepática grave em curso não devem usar o medicamento. A avaliação individual é feita pelo médico.

Quais são os efeitos adversos mais comuns?

Entre os mais relatados estão redução de plaquetas, neutrófilos e glóbulos vermelhos, infecções, cansaço, sangramentos, febre, náusea, dor de cabeça, neutropenia febril, alterações de exames do fígado e dor abdominal.

Besponsa interage com outros medicamentos?

Não foram feitos estudos formais de interação, mas as bulas pedem cautela com medicamentos que prolongam o intervalo QT. Informe à equipe todos os medicamentos, suplementos e fitoterápicos em uso.

Besponsa pode ser usado em crianças?

Na União Europeia e nos Estados Unidos, as bulas atuais incluem crianças a partir de 1 ano em indicações específicas. No Brasil, deve-se considerar a bula vigente e a avaliação do especialista.

Besponsa pode ser usado na gravidez?

O medicamento pode causar dano ao feto e, segundo a informação europeia, não deve ser usado na gravidez, salvo quando o benefício potencial para a mãe superar os riscos. A contracepção é recomendada durante o tratamento e por 8 meses (mulheres) ou 5 meses (homens) após a última dose.

É possível amamentar durante o tratamento?

Não. As bulas orientam não amamentar durante o tratamento e por pelo menos 2 meses após a última dose.

O que fazer se uma aplicação for perdida?

Como o medicamento é aplicado no hospital em datas programadas, caso uma aplicação não ocorra no dia previsto, a orientação é entrar em contato com a equipe responsável, que definirá como reorganizar o calendário. As bulas não trazem orientação específica para doses esquecidas.

O que acontece em caso de superdose?

Segundo a informação europeia, em caso de superdose, o paciente deve ser monitorado quanto a toxicidades hepáticas e hematológicas, e a administração pode ser retomada na dose adequada após a resolução das alterações. Como a aplicação é feita por profissionais, essa situação é manejada pela própria equipe.

Como Besponsa deve ser armazenado?

Os frascos devem ser mantidos refrigerados entre 2 °C e 8 °C, na embalagem original para proteção contra a luz, sem congelar. O armazenamento é feito pela farmácia hospitalar.

Qual é a diferença entre Besponsa e inotuzumabe ozogamicina?

Besponsa é o nome comercial do medicamento fabricado pela Pfizer, enquanto inotuzumabe ozogamicina é o nome do princípio ativo, ou seja, da substância responsável pela ação terapêutica.

Quais são as apresentações disponíveis?

A apresentação descrita neste texto é a de frasco-ampola com 1 mg de pó liofilizado para preparo de solução para infusão intravenosa. A disponibilidade de apresentações pode variar conforme o país.

Considerações finais

Besponsa é um conjugado anticorpo-fármaco anti-CD22 utilizado no tratamento da leucemia linfoblástica aguda de precursores B recidivada ou refratária, conforme as indicações aprovadas em cada país. Seu uso ocorre exclusivamente em ambiente hospitalar, com pré-medicação, monitoramento laboratorial frequente e acompanhamento por equipe especializada.

Os principais riscos descritos nas bulas incluem hepatotoxicidade com doença veno-oclusiva, maior mortalidade não relacionada à recidiva após transplante, mielossupressão, reações à infusão, síndrome de lise tumoral, prolongamento do intervalo QT e toxicidade embriofetal. Por isso, a decisão sobre o tratamento envolve uma avaliação detalhada de benefícios e riscos pelo médico, em diálogo com o paciente e seus familiares.

Dúvidas sobre o tratamento, os exames e os cuidados durante e após os ciclos devem ser esclarecidas com a equipe de hematologia e oncologia responsável.

Fontes consultadas

  1. European Medicines Agency — Besponsa: EPAR Product Information
  2. U.S. Food and Drug Administration — BESPONSA (inotuzumab ozogamicin) Prescribing Information

As informações apresentadas possuem caráter exclusivamente educativo e informativo. Este conteúdo não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação de profissionais de saúde. Consulte sempre um médico ou outro profissional habilitado para obter orientações individualizadas.

Conteúdo revisado pela equipe farmacêutica da Relifarm Medicamentos Informações verificadas por farmacêutico habilitado, conforme a legislação sanitária vigente. Última revisão em .

Fontes consultadas

Dúvidas Frequentes

Quais são os documentos necessários para a importação?
  • Prescrição (receita) e Laudo Médico, redigidos em português, contendo:
    • Nome completo e endereço do paciente
    • Nome comercial e/ou princípio ativo do medicamento
    • Quantidade prescrita
    • Posologia
    • Data de emissão (validade de até 180 dias)
    • Assinatura, carimbo com nome legível e número do CRM do médico responsável
  • Cópia simples do documento de identidade (ou certidão de nascimento, no caso de menores de idade).
  • Cópia simples do CPF do paciente.
  • Comprovante de residência (em nome do paciente ou com vínculo comprovado).
  • Caso o paciente não seja o responsável, também é necessário enviar cópias simples do RG e CPF do responsável legal.
  • Os documentos podem ser enviados por e-mail.
Qual é o prazo de entrega do medicamento?
O processo de importação direta para o paciente leva, em média, 15 a 25 dias úteis, contados a partir do recebimento completo da documentação.

Durante esse período, o pedido passa por fiscalizações e liberações sanitárias no país de origem e no Brasil, garantindo que o medicamento chegue ao paciente com a devida conformidade e qualidade.
O medicamento pode ser tributado?
Medicamentos destinados a pessoa física são isentos de imposto de importação e de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para valores de até US$ 10.000.

Valores acima desse limite estão sujeitos à tributação, que será previamente calculada e informada.
Quais são as formas de pagamento?
Oferecemos as seguintes opções:
  • PIX
  • Depósito em conta
  • Link de pagamento via cartão (sistema seguro)
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O pedido pode ser cancelado somente até o momento em que for despachado pelo fornecedor no país de origem. Após o envio, não é mais possível realizar o cancelamento.

Importante: As legislações da Europa e dos Estados Unidos não permitem a devolução de medicamentos ao laboratório, mesmo em caso de desistência.

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