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MIDODRINE HYDROCHLORIDE (MIDODRINA) 10MG C/100 TABS - RUBICON

Caixa com 100 Tablets Princípio ativo Categorias

Os comprimidos de cloridrato de midodrina (USP) são indicados para o tratamento da hipotensão ortostática sintomática (OH), condição marcada pela queda da pressão arterial ao ficar de pé, causando tontura, fraqueza e instabilidade. O medicamento é fabricado pelo laboratório RUBICON RESEARCH PRIVATE LIMITED. O tratament…

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Descrição

MIDODRINE HYDROCHLORIDE (MIDODRINA) 10MG

Midodrine Hydrochloride é um medicamento cujo princípio ativo é o cloridrato de midodrina, fabricado pela Rubicon Research Private Limited. Trata-se de um agente vasopressor da classe dos agonistas adrenérgicos alfa-1 seletivos, aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) em 1996 como medicamento órfão para o tratamento da hipotensão ortostática sintomática. É apresentado na forma de comprimidos de 2,5 mg, 5 mg e 10 mg para administração oral.

A hipotensão ortostática neurogênica (nOH) é uma condição caracterizada pela queda excessiva da pressão arterial ao assumir a posição ortostática (em pé), resultante de distúrbios do sistema nervoso autônomo. Essa condição pode estar associada à falência autonômica pura, à atrofia de múltiplos sistemas (AMS), à neuropatia autonômica diabética e à doença de Parkinson com disautonomia. Os sintomas incluem tontura, sensação de desmaio iminente, fraqueza, fadiga, visão borrada e síncope ao levantar-se.

A midodrina foi descrita na bula aprovada pela FDA e na Cochrane Database/NCBI como agente terapêutico para o controle sintomático da hipotensão ortostática neurogênica quando medidas não farmacológicas isoladas não são suficientes para o manejo da condição.

Para que serve?

Conforme as indicações aprovadas pela FDA e por agências regulatórias internacionais, o tratamento com esse fármaco está indicado para as seguintes condições:

  • Hipotensão ortostática neurogênica sintomática em pacientes adultos, quando medidas não farmacológicas isoladas não são suficientes
  • Sintomas associados à falência autonômica pura
  • Sintomas associados à atrofia de múltiplos sistemas (AMS)
  • Sintomas associados à neuropatia autonômica diabética
  • Sintomas associados à doença de Parkinson com disautonomia
  • Controle sintomático de tontura, sensação de desmaio iminente e fraqueza ao assumir a posição em pé

O tratamento com esse fármaco não trata a causa subjacente da disautonomia. É utilizado exclusivamente para o controle sintomático da hipotensão ortostática, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida do paciente e permitir atividades em posição ortostática.

Como funciona?

O cloridrato de midodrina atua como pró-fármaco, sendo rapidamente absorvido no trato gastrointestinal e convertido no organismo em desglimidodrina (DMD), seu metabólito ativo, por ação de enzimas séricas e hepáticas. A desglimidodrina estimula diretamente os receptores adrenérgicos alfa-1 da musculatura lisa vascular, promovendo vasoconstrição arteriolar e venosa periférica. Esse mecanismo eleva a pressão arterial sistólica e diastólica, principalmente na posição ortostática.

A meia-vida plasmática da midodrina é de aproximadamente 25 minutos, enquanto a da desglimidodrina é de 3 a 4 horas. O efeito pressor inicia-se em aproximadamente 15 a 30 minutos após a administração oral, com pico de efeito entre 1 e 2 horas. A duração do efeito pressor é de aproximadamente 4 horas, o que determina a necessidade de administração múltiplas vezes ao dia.

O mecanismo de ação da midodrina diferencia-se de outros agentes vasopressores por sua seletividade pelos receptores alfa-1, sem atividade nos receptores beta-adrenérgicos. Isso significa que não estimula diretamente o coração, o que reduz o risco de taquicardia reflexa. No entanto, a elevação da pressão arterial na posição supina (hipertensão supina) é o efeito adverso mais relevante, exigindo que a última dose do dia seja administrada pelo menos 4 horas antes de deitar-se.

Quais são os benefícios observados em estudos científicos?

Ensaios clínicos publicados e revisões sistemáticas demonstraram que a midodrina contribui para o aumento da pressão arterial sistólica em posição ortostática e para a redução de sintomas como tontura e instabilidade postural em pacientes com hipotensão ortostática neurogênica. A base de evidências inclui estudos randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo.

O estudo de Jankovic et al. em 1993, publicado no periódico The Lancet, foi um ensaio clínico duplo-cego e controlado por placebo com 171 pacientes com hipotensão ortostática neurogênica moderada a grave. Os resultados demonstraram que a midodrina é um tratamento eficaz e bem tolerado para a hipotensão ortostática associada à falência autonômica, com aumento significativo da pressão arterial sistólica em posição ortostática. A publicação está disponível no PubMed/NCBI.

O estudo de Smith et al. em 2016, publicado no periódico Clinical Autonomic Research, foi um estudo de fase 4, duplo-cego e controlado por placebo, utilizando a técnica de inclinação (tilt-table test). Os resultados demonstraram que a midodrina eleva significativamente a pressão arterial sistólica em posição ortostática e reduz os sintomas de tontura e sensação de desmaio iminente. A publicação está indexada no PubMed/NCBI.

A revisão sistemática e meta-análise publicada no Journal of General Internal Medicine avaliou a eficácia e segurança da midodrina na hipotensão ortostática. Os resultados demonstraram aumento significativo da pressão arterial sistólica em posição ortostática e melhora dos sintomas globais, embora com risco de hipertensão supina e efeitos adversos urinários. A publicação está disponível no PMC/NCBI.

Os resultados observados variam conforme o perfil clínico do paciente, a causa da disautonomia, a dosagem empregada e o contexto clínico. A literatura científica não estabelece resultados universais, e cada caso deve ser avaliado individualmente pelo profissional de saúde responsável.

Perguntas frequentes

Para que serve a Midodrina?

A Midodrina é utilizada para o controle sintomático da hipotensão ortostática neurogênica em adultos, quando medidas não farmacológicas isoladas não são suficientes. Auxilia na redução de sintomas como tontura, sensação de desmaio iminente e fraqueza ao assumir a posição em pé.

Como funciona o mecanismo de ação?

É convertida em desglimidodrina, seu metabólito ativo, que estimula diretamente os receptores adrenérgicos alfa-1 da musculatura lisa vascular, promovendo vasoconstrição arteriolar e venosa periférica. Isso eleva a pressão arterial sistólica e diastólica na posição ortostática, sem estimular diretamente o coração (sem atividade beta-adrenérgica).

Quem pode utilizar?

Adultos com diagnóstico confirmado de hipotensão ortostática neurogênica sintomática, associada a falência autonômica pura, atrofia de múltiplos sistemas, neuropatia autonômica diabética ou doença de Parkinson com disautonomia. O tratamento deve ser prescrito e acompanhado por médico habilitado.

Existem contraindicações?

Sim. O uso é contraindicado nas seguintes condições:

  • Hipertensão arterial grave
  • Hipertensão supina persistente
  • Doença cardiovascular significativa (doença arterial coronariana ativa, insuficiência cardíaca descompensada)
  • Retenção urinária aguda
  • Feocromocitoma
  • Tireotoxicose
  • Insuficiência renal aguda grave
  • Hipersensibilidade à midodrina ou a qualquer excipiente da formulação
  • Uso concomitante com agonistas alfa-1

Como é administrado?

É administrado por via oral, com ou sem alimentos. A dose inicial recomendada é de 2,5 mg a 10 mg, três vezes ao dia, durante o período diurno. As doses devem ser espaçadas com intervalo de pelo menos 4 horas. A última dose do dia deve ser administrada pelo menos 4 horas antes de deitar-se, para evitar hipertensão supina. A dose deve ser sempre determinada pelo médico responsável.

Necessita acompanhamento médico?

Sim. O tratamento requer acompanhamento médico contínuo, com monitoramento da pressão arterial em diferentes posições (supina, sentada e ortostática), especialmente nos primeiros dias de tratamento. O médico deve avaliar periodicamente a ocorrência de hipertensão supina, efeitos adversos urinários e a necessidade de ajuste de dose.

É aprovado por órgãos regulatórios?

A midodrina é aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) nos Estados Unidos desde 1996, com indicação para o tratamento da hipotensão ortostática sintomática. Foi aprovada por via acelerada (Subpart H) e é descrita na MedlinePlus e em monografias internacionais como agente vasopressor.

Possui alternativas terapêuticas?

Sim. Existem abordagens não farmacológicas e farmacológicas. As medidas não farmacológicas incluem aumento da ingestão hídrica e de sal, uso de meias de compressão abdominal e de membros inferiores, manobras físicas de contracção muscular, elevação da cabeceira da cama e exercícios de adaptação ortostática. As alternativas farmacológicas incluem fludrocortisona (mineralocorticoide que expande o volume plasmático), droxidopa (pró-fármaco de noradrenalina) e cafeína. A escolha da terapia mais adequada depende do perfil clínico do paciente, da causa da disautonomia e da avaliação do médico.

Como deve ser armazenado?

Deve ser armazenado em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C), em local seco, protegido da luz e da umidade. Deve ser mantido na embalagem original até o momento do uso e fora do alcance de crianças.

Qual o preço do medicamento Midodrine Hydrochloride (Midodrina) 10 mg?

O valor deste medicamento pode variar conforme a dosagem, a quantidade de comprimidos na embalagem, o fabricante, o país de origem, a disponibilidade no mercado, a tributação aplicável, a modalidade de aquisição, os custos logísticos envolvidos e a regulamentação vigente. Não é possível informar preços fixos, estimativas ou faixas de valores neste conteúdo. Recomenda-se consultar farmácias autorizadas ou a equipe médica para obter informações atualizadas sobre disponibilidade e custos.

É possível comprar Midodrine Hydrochloride no Brasil?

A disponibilidade no Brasil depende de diversos fatores, incluindo o registro sanitário do produto junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a existência de prescrição médica válida, a observância da regulamentação vigente e a disponibilidade junto aos fornecedores. Em alguns casos, a aquisição pode envolver processos de importação conforme as normas aplicáveis. A compra não deve ocorrer sem orientação e acompanhamento médico adequado.

A Midodrina pode causar hipertensão supina?

Sim. A hipertensão em posição supina é o efeito adverso mais relevante da midodrina. Como o fármaco eleva a pressão arterial, a posição deitada pode resultar em pressão arterial excessivamente elevada, especialmente se a última dose do dia for tomada próxima ao horário de deitar-se. Por esse motivo, a última dose deve ser administrada pelo menos 4 horas antes de deitar-se, e a pressão arterial deve ser monitorada regularmente.

A Midodrina pode causar retenção urinária?

Sim. A midodrina pode causar retenção urinária, especialmente em pacientes com hiperplasia prostática benigna. O paciente deve monitorar a frequência e o volume urinário durante o tratamento. Em caso de dificuldade urinária significativa, o médico deve ser consultado para avaliação e possível ajuste da dose.

A Midodrina interage com outros medicamentos?

Sim. O uso concomitante com outros agentes vasopressores ou simpatomiméticos pode potenciar o efeito pressor e aumentar o risco de hipertensão. O uso concomitante com agonistas alfa-1 é contraindicado. Pacientes que utilizam medicamentos que afetam a pressão arterial (anti-hipertensivos, diuréticos) devem informar o médico, pois pode ser necessário ajuste das doses de ambos os fármacos. O paciente deve informar ao médico todos os medicamentos em uso antes de iniciar o tratamento.

A Midodrina pode ser utilizada por gestantes ou lactantes?

O uso durante a gravidez deve ser avaliado individualmente pelo médico. Não existem estudos adequados e bem controlados com a midodrina em gestantes. O uso durante a lactação não é recomendado, pois não se sabe se a midodrina ou a desglimidodrina são excretadas no leite materno. A gestante ou lactante deve consultar o médico para avaliação individualizada.

A Midodrina pode causar parestesias ou piloereção?

Sim. Efeitos adversos comuns incluem parestesias (formigamento na pele), piloereção (arrepios), prurido no couro cabeludo e sudorese. Esses efeitos estão relacionados à estimulação dos receptores alfa-1 na pele e nos folículos pilosos. São geralmente leves a moderados e dose-dependentes, podendo ser reduzidos com ajuste da dose pelo médico.

Informações importantes de segurança

O uso de midodrina exige cuidados específicos durante todo o período de tratamento. As principais informações de segurança incluem:

  • Uso exclusivo sob prescrição e acompanhamento médico habilitado
  • Contraindicado em pacientes com hipertensão grave, hipertensão supina persistente, feocromocitoma, tireotoxicose e insuficiência renal aguda grave
  • Contraindicado em uso concomitante com agonistas alfa-1
  • Risco de hipertensão em posição supina: a última dose do dia deve ser administrada pelo menos 4 horas antes de deitar-se
  • Monitoramento da pressão arterial em diferentes posições (supina, sentada e ortostática) durante todo o tratamento
  • Risco de retenção urinária, especialmente em pacientes com hiperplasia prostática benigna
  • Pode causar parestesias, piloereção (arrepios), prurido e sudorese
  • Pode causar bradicardia reflexa como resposta à elevação da pressão arterial
  • Pacientes com doenças cardiovasculares, renais ou urinárias prévias devem informar o médico antes de iniciar o tratamento
  • Não interromper ou alterar a dose sem orientação médica
  • Gestantes e lactantes devem consultar o médico antes de utilizar o produto
  • Uso concomitante com outros vasopressores ou simpatomiméticos pode potenciar o efeito pressor
  • Armazenar entre 15°C e 30°C, protegido da luz e da umidade

Qualquer sintoma atípico ou reação adversa durante o tratamento deve ser comunicada imediatamente ao médico responsável para avaliação e conduta adequada.

Fontes consultadas

As informações apresentadas possuem caráter exclusivamente educativo e informativo. Este conteúdo não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação de profissionais de saúde. Consulte sempre um médico ou outro profissional habilitado para obter orientações individualizadas.

Conteúdo revisado pela equipe farmacêutica da Relifarm Medicamentos Informações verificadas por farmacêutico habilitado, conforme a legislação sanitária vigente. Última revisão em .

Fontes consultadas

Dúvidas Frequentes

Quais são os documentos necessários para a importação?
  • Prescrição (receita) e Laudo Médico, redigidos em português, contendo:
    • Nome completo e endereço do paciente
    • Nome comercial e/ou princípio ativo do medicamento
    • Quantidade prescrita
    • Posologia
    • Data de emissão (validade de até 180 dias)
    • Assinatura, carimbo com nome legível e número do CRM do médico responsável
  • Cópia simples do documento de identidade (ou certidão de nascimento, no caso de menores de idade).
  • Cópia simples do CPF do paciente.
  • Comprovante de residência (em nome do paciente ou com vínculo comprovado).
  • Caso o paciente não seja o responsável, também é necessário enviar cópias simples do RG e CPF do responsável legal.
  • Os documentos podem ser enviados por e-mail.
Qual é o prazo de entrega do medicamento?
O processo de importação direta para o paciente leva, em média, 15 a 25 dias úteis, contados a partir do recebimento completo da documentação.

Durante esse período, o pedido passa por fiscalizações e liberações sanitárias no país de origem e no Brasil, garantindo que o medicamento chegue ao paciente com a devida conformidade e qualidade.
O medicamento pode ser tributado?
Medicamentos destinados a pessoa física são isentos de imposto de importação e de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para valores de até US$ 10.000.

Valores acima desse limite estão sujeitos à tributação, que será previamente calculada e informada.
Quais são as formas de pagamento?
Oferecemos as seguintes opções:
  • PIX
  • Depósito em conta
  • Link de pagamento via cartão (sistema seguro)
Como saber o valor do medicamento e do frete?
Após solicitar a cotação, você receberá um e-mail com todas as informações. Para dar continuidade, basta enviar os formulários preenchidos e a documentação solicitada por e-mail.
Quero acompanhar meu pedido. Como faço?
Assim que o medicamento for despachado, você receberá um código de rastreamento, que permite o acompanhamento detalhado de todas as etapas do envio.
Posso cancelar um pedido?
O pedido pode ser cancelado somente até o momento em que for despachado pelo fornecedor no país de origem. Após o envio, não é mais possível realizar o cancelamento.

Importante: As legislações da Europa e dos Estados Unidos não permitem a devolução de medicamentos ao laboratório, mesmo em caso de desistência.

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