ORAP 1MG (PIMOZIDA) 75TABS EUMEDICA
1MG X 75TABS Princípio ativo CategoriasManutenção no tratamento de distúrbios psicóticos. Tratamento adicional para anorexia nervosa e síndromes obsessivas, fóbicas e neuróticas de ansiedade\\r\\n\\r\\n\\r\\n\\r\\n\\r\\n\\r\\n
Solicitar CotaçãoO que é o ORAP 1MG (PIMOZIDA)?
Orap é um medicamento antipsicótico cujo princípio ativo é a pimozida, fabricado pela Eumedica Pharmaceuticals (Bélgica). Trata-se de um antipsicótico da série de difenilbutil-piperidina, aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) como tratamento de reserva para a síndrome de Tourette e utilizado em diversos países para o tratamento de esquizofrenia crônica e outras psicoses. É apresentado na forma de comprimidos de 1 mg e 4 mg para administração oral.
A esquizofrenia crônica é um transtorno mental grave caracterizado por alterações no pensamento, na percepção da realidade, nas emoções e no comportamento. As psicoses hipocondríacas paranóicas são delírios fixos relacionados ao corpo ou à saúde, enquanto as psicoses monossintomáticas envolvem delírios isolados, como as parasitoses delirantes (síndrome de Ekbom). A síndrome de Tourette é um transtorno neuropsiquiátrico caracterizado pela presença de tiques motores e vocais múltiplos com duração superior a um ano.
A pimozida foi aprovada pela FDA em 1984 e é descrita na LiverTox/NCBI Bookshelf como um agente antipsicótico com atividade antagonista dopaminérgica. O fármaco é utilizado em adultos e crianças com mais de 12 anos de idade.
O prolongamento do intervalo QT é o efeito adverso mais grave da pimozida e pode levar a arritmias ventriculares graves, incluindo torção de pontas (torsades de pointes) e morte súbita cardíaca. Um eletrocardiograma (ECG) deve ser realizado antes do início do tratamento e periodicamente durante a terapia. O uso concomitante com medicamentos que prolonguem o QT é contraindicado. O medicamento é de uso exclusivamente sob prescrição médica especializada.
Para que serve?
Conforme as indicações aprovadas pela FDA e pelas agências regulatórias internacionais, o tratamento com esse fármaco está indicado para as seguintes condições:
- Esquizofrenia crônica, para o tratamento de sintomas e prevenção de recaída
- Síndrome de Tourette em pacientes com tiques motores e vocais graves, quando outros tratamentos se mostraram inadequados
- Outras psicoses, especialmente psicoses hipocondríacas paranóicas e monossintomáticas
- Parasitoses delirantes (síndrome de Ekbom), condição na qual o paciente apresenta crença fixa de estar infectado por parasitas
- Tratamento adjunto para anorexia nervosa em casos selecionados, sob supervisão psiquiátrica
- Síndromes obsessivas, fóbicas e neuróticas de ansiedade refratárias, como tratamento adjunto sob supervisão psiquiátrica
O tratamento com esse fármaco não é indicado como terapia de primeira linha para esquizofrenia, sendo reservado para casos em que outros antipsicóticos não foram eficazes ou não foram tolerados.
Como funciona?
A pimozida atua como antagonista dos receptores dopaminérgicos do tipo D2, D3 e D4 no sistema nervoso central. Ao bloquear esses receptores, o fármaco reduz a neurotransmissão dopaminérgica na via mesolímbica, que está associada aos sintomas positivos da esquizofrenia (delírios, alucinações) e aos tiques na síndrome de Tourette. A pimozida também apresenta atividade antagonista nos receptores serotoninérgicos 5-HT2, o que pode contribuir para o efeito terapêutico em psicoses atípicas.
A diferença entre a pimozida e outros antipsicóticos típicos reside na sua seletividade relativa pelos receptores dopaminérgicos e na menor afinidade pelos receptores colinérgicos, adrenérgicos e histaminérgicos. Isso resulta em menor incidência de efeitos colaterais como sedação, hipotensão ortostática e efeitos anticolinérgicos, embora o risco de efeitos extrapiramidais permaneça significativo.
Diferentemente de outros antipsicóticos, a pimozida apresenta também bloqueio dos canais de cálcio cardíacos, o que explica seu potencial de prolongamento do intervalo QT. Esse aspecto é central para o perfil de segurança e exige monitoramento cardiológico rigoroso durante todo o tratamento.
A farmacocinética da pimozida é influenciada pelo metabolismo hepático por meio das enzimas CYP3A4 e CYP2D6 do citocromo P450. A meia-vida plasmática varia de 55 horas (dose única) a 120 a 150 horas (uso crônico), o que reflete acúmulo significativo com administração repetida. Esse perfil farmacocinético exige cautela na titulação da dose e na escolha das doses de manutenção.
Quais são os benefícios observados em estudos científicos?
Ensaios clínicos publicados demonstraram que a pimozida contribui para a redução dos tiques na síndrome de Tourette e para o controle de sintomas positivos na esquizofrenia crônica. A base de evidências inclui estudos randomizados, controlados e de longo prazo.
O estudo de Shapiro et al. em 1989, publicado no periódico Archives of General Psychiatry, foi um estudo controlado que comparou haloperidol, pimozida e placebo no tratamento da síndrome de Gilles de la Tourette. Os resultados demonstraram que a pimozida é eficaz na redução dos tiques motores e vocais, com perfil de efeitos adversos distinto do haloperidol. A publicação está indexada no PubMed/NCBI.
O estudo de Tueth em 1993, publicado no periódico Clinical Neuropharmacology, avaliou os usos clínicos da pimozida. Os resultados demonstraram que a pimozida é eficaz na síndrome de Tourette, na esquizofrenia de manutenção e em alguns transtornos delirantes, especialmente psicoses monossintomáticas. A publicação está indexada no PubMed/NCBI.
A revisão de Roessner et al. em 2011, publicada no periódico European Child and Adolescent Psychiatry, apresentou as diretrizes clínicas europeias para o tratamento da síndrome de Tourette. A pimozida é descrita como uma das opções terapêuticas estabelecidas para a síndrome de Tourette em pacientes refratários. A publicação está indexada no PubMed/NCBI.
Os resultados observados variam conforme o perfil clínico do paciente, o tipo de transtorno tratado, a dosagem empregada e o contexto clínico. A literatura científica não estabelece resultados universais, e cada caso deve ser avaliado individualmente pelo profissional de saúde responsável.
Perguntas frequentes
Para que serve o Orap?
O Orap é utilizado no tratamento de esquizofrenia crônica, síndrome de Tourette com tiques graves, psicoses hipocondríacas paranóicas e monossintomáticas, e parasitoses delirantes. Também pode ser utilizado como tratamento adjunto para anorexia nervosa e síndromes obsessivas refratárias. É indicado para adultos e crianças com mais de 12 anos de idade.
Como funciona o Orap?
A pimozida atua como antagonista dos receptores dopaminérgicos D2, D3 e D4 no sistema nervoso central, reduzindo a neurotransmissão dopaminérgica na via mesolímbica. Também apresenta atividade antagonista nos receptores serotoninérgicos 5-HT2 e bloqueio dos canais de cálcio cardíacos. Esse mecanismo reduz os sintomas positivos da esquizofrenia e os tiques da síndrome de Tourette.
Quem pode utilizar?
Adultos e crianças com mais de 12 anos de idade que apresentem esquizofrenia crônica refratária, síndrome de Tourette com tiques graves, ou psicoses monossintomáticas. O tratamento deve ser prescrito e acompanhado por psiquiatra. Pacientes com síndrome de longo QT congênita, hipocalemia, hipomagnesemia ou uso de inibidores do CYP3A4 ou CYP2D6 não devem utilizar o medicamento.
Existem contraindicações?
Sim. O Orap é contraindicado nas seguintes condições:
- Síndrome de longo QT congênita ou QT longo adquirido
- Hipocalemia ou hipomagnesemia não corrigidas
- Uso concomitante de inibidores do CYP3A4 (claritromicina, eritromicina, cetoconazol, itraconazol)
- Uso concomitante de inibidores do CYP2D6 (fluoxetina, paroxetina)
- Uso concomitante de outros medicamentos que prolonguem o intervalo QT (tioridazina, ziprasidona, quinidina, bepridil)
- Bradicardia ou bloqueio atrioventricular
- Histórico de arritmia ventricular
- Doença de Parkinson ou discinesia tardia
- Depressão do sistema nervoso central ou estados comatosos
- Hipersensibilidade à pimozida ou a qualquer componente da formulação
Como é administrado?
O Orap é administrado por via oral, com água, com ou sem alimentos. Para a síndrome de Tourette em adultos, a dose inicial é de 1 a 2 mg ao dia, podendo ser aumentada gradualmente até 2 a 6 mg ao dia (máximo de 10 mg ao dia). Para crianças, a dose inicial é de 0,05 mg/kg ao dia, com máximo de 0,2 mg/kg ao dia ou 10 mg ao dia (o que for menor). Para transtornos psicóticos em adultos, a dose inicial é de 2 a 4 mg ao dia, com dose máxima individualizada até 20 mg ao dia. O ECG deve ser realizado antes do início do tratamento e periodicamente durante a terapia para monitorar o intervalo QT.
Necessita acompanhamento médico?
Sim. O tratamento requer acompanhamento médico contínuo, com monitoramento de ECG (intervalo QT), eletrólitos séricos (potássio e magnésio), função hepática, hemograma e avaliação de efeitos extrapiramidais. A titulação deve ser realizada exclusivamente sob orientação psiquiátrica. O ECG deve ser realizado antes do início, após cada ajuste de dose e periodicamente durante o tratamento.
É aprovado por órgãos regulatórios?
A pimozida é aprovada pela Food and Drug Administration (FDA) nos Estados Unidos desde 1984, com indicação como tratamento de reserva para a síndrome de Tourette. Está descrita na LiverTox/NCBI Bookshelf e em monografias internacionais como agente antipsicótico.
Possui alternativas terapêuticas?
Sim. Existem diversas alternativas farmacológicas para as condições tratadas. Para a síndrome de Tourette, as alternativas incluem aripiprazol, risperidona, haloperidol, guanfacina, clonidina e tetrabenazina. Para a esquizofrenia crônica, as alternativas incluem olanzapina, risperidona, aripiprazol, quetiapina, ziprasidona, clozapina e asenapina. Para as parasitoses delirantes, a risperidona e a olanzapina são frequentemente utilizadas como primeira linha. A escolha da terapia mais adequada depende do perfil clínico do paciente, das comorbidades e da avaliação do psiquiatra.
Como deve ser armazenado?
Deve ser armazenado em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C), em local seco, protegido da luz e da umidade. Deve ser mantido na embalagem original até o momento do uso e fora do alcance de crianças.
Qual o preço do medicamento Orap 1 mg?
O valor do Orap pode variar conforme a dosagem (1 mg ou 4 mg), a quantidade de comprimidos na embalagem, o fabricante, o país de origem, a disponibilidade no mercado, a tributação aplicável, a modalidade de aquisição, os custos logísticos envolvidos e a regulamentação vigente. Não é possível informar preços fixos, estimativas ou faixas de valores neste conteúdo. Recomenda-se consultar farmácias autorizadas ou a equipe médica para obter informações atualizadas sobre disponibilidade e custos.
É possível comprar Orap no Brasil?
A disponibilidade no Brasil depende de diversos fatores, incluindo o registro sanitário do produto junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a existência de prescrição médica válida, a observância da regulamentação vigente e a disponibilidade junto aos fornecedores. Em alguns casos, a aquisição pode envolver processos de importação conforme as normas aplicáveis. A compra não deve ocorrer sem orientação e acompanhamento médico adequado.
O Orap pode causar efeitos extrapiramidais?
Sim. Como antagonista dopaminérgico D2, a pimozida pode causar efeitos extrapiramidais, incluindo distonia aguda (espasmos musculares), acatisia (inquietação motora), parkinsonismo (tremores, rigidez, bradicinesia) e discinesia tardia (movimentos involuntários orofaciais e corporais). Esses efeitos são dose-dependentes e mais frequentes em doses elevadas. O tratamento com medicamentos anticolinérgicos (como biperideno) pode ser utilizado para manejar os efeitos extrapiramidais.
O Orap pode causar prolongamento do intervalo QT?
Sim. O prolongamento do intervalo QT é o efeito adverso mais grave da pimozida e pode levar a arritmias ventriculares graves, incluindo torção de pontas (torsades de pointes) e morte súbita cardíaca. Um eletrocardiograma (ECG) deve ser realizado antes do início do tratamento e periodicamente durante a terapia. A pimozida é contraindicada em pacientes com síndrome de longo QT congênita, hipocalemia, hipomagnesemia ou uso concomitante de medicamentos que prolonguem o QT.
O Orap interage com outros medicamentos?
Sim. O uso concomitante com inibidores do CYP3A4 (claritromicina, eritromicina, azitromicina, cetoconazol, itraconazol, nefazodona, proteases) e inibidores do CYP2D6 (fluoxetina, paroxetina) pode aumentar significativamente os níveis plasmáticos de pimozida, elevando o risco de prolongamento do QT e arritmias. O uso concomitante com outros medicamentos que prolonguem o QT (tioridazina, ziprasidona, quinidina, bepridil) é contraindicado. O paciente deve informar ao médico todos os medicamentos em uso antes de iniciar o tratamento.
O Orap pode ser utilizado por gestantes ou lactantes?
O uso durante a gravidez deve ser avaliado individualmente pelo médico. A pimozida é classificada como categoria C pelo FDA para uso na gravidez, o que significa que estudos em animais demonstraram efeitos adversos no feto, mas não há estudos adequados e bem controlados em gestantes. O uso durante a lactação não é recomendado, pois não se sabe se a pimozida é excretada no leite materno.
Informações importantes de segurança
O uso de pimozida exige cuidados específicos durante todo o período de tratamento. As principais informações de segurança incluem:
- Uso exclusivo sob prescrição e acompanhamento de psiquiatra habilitado
- Contraindicado em pacientes com síndrome de longo QT congênita, hipocalemia ou hipomagnesemia
- Contraindicado em uso concomitante com inibidores do CYP3A4 ou CYP2D6
- Contraindicado em uso concomitante com outros medicamentos que prolonguem o intervalo QT
- ECG obrigatório antes do início do tratamento e periodicamente durante a terapia
- Monitoramento de eletrólitos séricos (potássio e magnésio) antes e durante o tratamento
- Risco de efeitos extrapiramidais (distonia, acatisia, parkinsonismo, discinesia tardia)
- Risco de síndrome neuroléptica maligna (SNM): febre, rigidez muscular, confusão mental, disautonomia. Interromper imediatamente se suspeitar
- Risco de convulsões, especialmente em pacientes com histórico de epilepsia
- Risco de hiperprolactinemia: galactorreia, amenorreia, disfunção erétil, ginecomastia
- Risco de efeitos anticolinérgicos: boca seca, constipação, retenção urinária, visão borrada
- Pode causar sedação e comprometer a capacidade de dirigir ou operar máquinas
- Uso concomitante com álcool ou depressores do SNC pode potenciar os efeitos sedativos
- Gestantes e lactantes devem consultar o médico antes de utilizar o produto
- Não interromper abruptamente sem orientação médica, pois pode haver retorno dos sintomas
- Armazenar entre 15°C e 30°C, protegido da luz e da umidade
Qualquer sintoma atípico ou reação adversa durante o tratamento deve ser comunicada imediatamente ao médico responsável para avaliação e conduta adequada.
Fontes consultadas
- PubMed/NCBI — Tueth MJ, 1993. Usos clínicos da pimozida. Clinical Neuropharmacology
- PubMed/NCBI — Shapiro E et al., 1989. Estudo controlado de haloperidol, pimozida e placebo na síndrome de Tourette. Archives of General Psychiatry
- PubMed/NCBI — Roessner V et al., 2011. Diretrizes clínicas europeias para síndromes de tiques e Tourette. European Child and Adolescent Psychiatry
As informações apresentadas possuem caráter exclusivamente educativo e informativo. Este conteúdo não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação de profissionais de saúde. Consulte sempre um médico ou outro profissional habilitado para obter orientações individualizadas.
Conteúdo revisado pela equipe farmacêutica da Relifarm Medicamentos Informações verificadas por farmacêutico habilitado, conforme a legislação sanitária vigente. Última revisão em .
- ANVISA — Agência Nacional de Vigilância Sanitária
- Bula do fabricante — EUMEDICA
- RDC nº 96/2008 (ANVISA) — normas de divulgação e comercialização de medicamentos
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Dúvidas Frequentes
Quais são os documentos necessários para a importação?
- Prescrição (receita) e Laudo Médico, redigidos em português, contendo:
- Nome completo e endereço do paciente
- Nome comercial e/ou princípio ativo do medicamento
- Quantidade prescrita
- Posologia
- Data de emissão (validade de até 180 dias)
- Assinatura, carimbo com nome legível e número do CRM do médico responsável
- Cópia simples do documento de identidade (ou certidão de nascimento, no caso de menores de idade).
- Cópia simples do CPF do paciente.
- Comprovante de residência (em nome do paciente ou com vínculo comprovado).
- Caso o paciente não seja o responsável, também é necessário enviar cópias simples do RG e CPF do responsável legal.
- Os documentos podem ser enviados por e-mail.
Qual é o prazo de entrega do medicamento?
Durante esse período, o pedido passa por fiscalizações e liberações sanitárias no país de origem e no Brasil, garantindo que o medicamento chegue ao paciente com a devida conformidade e qualidade.
O medicamento pode ser tributado?
Valores acima desse limite estão sujeitos à tributação, que será previamente calculada e informada.
Quais são as formas de pagamento?
- PIX
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