PENEPIN JR 0,15MG/0,3ML AUTOINJ 2PEN VEM ILAÇ
CONTÉM 2 AUTOINJETORES X 0,15MG/0,3ML Princípio ativo CategoriasPenepin é um medicamento utilizado para o tratamento de alergias, principalmente em casos de choque anafilático.
Solicitar CotaçãoO que é o Penepin?
Penepin é um medicamento cujo princípio ativo é a epinefrina (adrenalina), apresentado na forma de autoinjetor. A epinefrina é um fármaco da classe das catecolaminas endógenas, pertencente à classe dos agonistas adrenérgicos. Trata-se do tratamento de primeira linha para reações alérgicas graves (anafilaxia), conforme descrito nas diretrizes da World Allergy Organization (WAO) e da American Academy of Allergy, Asthma and Immunology (AAAAI). É descrito no NCBI Bookshelf/StatPearls como uma catecolamina simpatomimética com ações sobre receptores alfa e beta.
A anafilaxia é uma reação alérgica sistêmica grave e potencialmente fatal, caracterizada pelo envolvimento de múltiplos sistemas orgânicos. Os sinais e sintomas incluem comprometimento das vias aéreas (broncoespasmo, edema de glote), instabilidade cardiovascular (hipotensão, choque anafilático), comprometimento cutâneo (urticária, angioedema) e comprometimento gastrointestinal (cólicas abdominais, vômitos). A anafilaxia pode ser desencadeada por alimentos (amendoim, crustáceos, leite, ovo), picadas de insetos (abelha, vespa), medicamentos (antibióticos, AINEs, meios de contraste), látex e outras substâncias. A reação ocorre pela liberação massiva de mediadores inflamatórios, incluindo histamina, leucotrienos e prostaglandinas, a partir de mastócitos e basófilos ativados por IgE.
O autoinjetor de epinefrina foi aprovado pela FDA e é reconhecido como o dispositivo padrão para administração imediata de epinefrina em situações de anafilaxia fora do ambiente hospitalar. A apresentação Penepin Jr, com dosagem reduzida, é destinada ao uso pediátrico.
Para que serve?
Conforme as diretrizes da WAO, AAAAI e agências regulatórias internacionais, o tratamento com esse fármaco está indicado para as seguintes condições:
- Tratamento emergencial de reações alérgicas graves (anafilaxia) causadas por alimentos (amendoim, crustáceos, leite, ovo)
- Tratamento emergencial de reações alérgicas graves causadas por picadas ou mordidas de insetos (abelha, vespa)
- Tratamento emergencial de reações alérgicas graves causadas por medicamentos (antibióticos, AINEs, meios de contraste)
- Tratamento emergencial de reações alérgicas graves causadas por látex ou outras substâncias
- Tratamento emergencial de reações alérgicas graves de causa idiopática (anafilaxia idiopática)
- Uso pediátrico com dosagem ajustada conforme peso corporal e orientação médica
O tratamento com esse fármaco deve ser sempre seguido de atendimento médico de emergência imediato. A epinefrina não substitui o tratamento médico completo da reação alérgica.
Como funciona?
A epinefrina exerce seus efeitos por meio da ativação dos receptores adrenérgicos alfa-1, alfa-2, beta-1 e beta-2. Os efeitos são dose-dependentes e incluem ações sobre múltiplos sistemas orgânicos.
A ativação dos receptores alfa-1 promove vasoconstrição periférica, o que eleva a pressão arterial sistólica e diastólica, compensando a hipotensão e o colapso vascular observados na anafilaxia. A vasoconstrição também reduz o edema de vias aéreas superiores (edema de glote) e o edema da mucosa nasal.
A ativação dos receptores beta-2 promove broncodilatação, relaxando a musculatura lisa dos brônquios e revertendo o broncoespasmo que causa a dificuldade respiratória durante a anafilaxia. Os receptores beta-2 também inibem a liberação de mediadores inflamatórios pelos mastócitos e basófilos, reduzindo a cascata alérgica.
A ativação dos receptores beta-1 aumenta o inotropismo e o cronotropismo cardíacos, elevando o débito cardíaco e contribuindo para a manutenção da perfusão tecidual durante o choque anafilático.
A epinefrina atua sobre os receptores alfa-2 pré-sinápticos, inibindo a liberação de acetilcolina nas terminações nervosas parassimpáticas, o que contribui para a estabilização cardiovascular.
O efeito da epinefrina é rápido, mas temporário. A meia-vida plasmática é de aproximadamente 2 a 3 minutos quando administrada por via intramuscular. Por esse motivo, o uso deve ser sempre seguido de atendimento médico de emergência para tratamento definitivo.
Quais são os benefícios observados em estudos científicos?
Ensaios clínicos, revisões sistemáticas e diretrizes internacionais demonstraram que a administração precoce de epinefrina por autoinjetor está associada a melhores desfechos no tratamento da anafilaxia. A base de evidências inclui estudos observacionais, revisões e diretrizes consensuais.
O estudo de Simons et al. em 2001, publicado no periódico New England Journal of Medicine, avaliou o uso de epinefrina autoinjetável em crianças com anafilaxia alimentar. Os resultados demonstraram que a administração precoce de epinefrina reduz significativamente o risco de hospitalização e de desfechos graves em pacientes com anafilaxia alimentar. A publicação está indexada no PubMed/NCBI.
O estudo de Umasunthar et al. em 2015, publicado no periódico BMJ Open, avaliou a capacidade dos pacientes de tratar anafilaxia usando autoinjetores de adrenalina. Os resultados demonstraram que a maioria dos pacientes é capaz de administrar epinefrina com autoinjetor em situações simuladas, reforçando a importância do treinamento adequado. A publicação está indexada no PubMed/NCBI.
A diretriz da World Allergy Organization (WAO) publicada por Cardona et al. em 2020 no periódico World Allergy Organization Journal estabelece a epinefrina intramuscular como tratamento de primeira linha para anafilaxia, com recomendação de autoinjetor para uso pré-hospitalar. A publicação está disponível no WAO Journal.
Os resultados observados variam conforme o tempo de administração, a gravidade da reação, o peso corporal do paciente e o contexto clínico. A literatura científica não estabelece resultados universais, e cada caso deve ser avaliado individualmente pelo profissional de saúde responsável.
Perguntas frequentes
Para que serve o Penepin?
O Penepin é utilizado para o tratamento emergencial de reações alérgicas graves (anafilaxia), incluindo reações causadas por alimentos, picadas de insetos, medicamentos, látex e outras substâncias. Deve ser sempre seguido de atendimento médico de emergência imediato.
Como funciona o autoinjetor de epinefrina?
O dispositivo libera automaticamente uma dose de epinefrina ao ser pressionado contra a parte externa da coxa. A epinefrina atua sobre os receptores alfa-1 (vasoconstrição, elevação da pressão arterial), beta-2 (broncodilatação, inibição de mastócitos) e beta-1 (aumento do débito cardíaco), revertendo os sintomas mais graves da anafilaxia em poucos minutos.
Quem pode utilizar?
Qualquer pessoa com diagnóstico de risco de anafilaxia pode utilizar, desde que tenha prescrição médica e treinamento adequado no uso do autoinjetor. A apresentação Penepin Jr é destinada ao uso pediátrico, com dosagem ajustada conforme peso corporal e orientação do médico responsável.
Existem contraindicações?
Não existem contraindicações absolutas para o uso de epinefrina em situações de anafilaxia. O benefício de salvar a vida supera os riscos potenciais. No entanto, o uso deve ser avaliado com cautela em pacientes com as seguintes condições:
- Doenças cardiovasculares significativas (doença arterial coronariana, arritmias)
- Hipertensão arterial grave não controlada
- Hipertireoidismo
- Diabetes mellitus
- Pacientes em uso de betabloqueadores (podem responder inadequadamente à epinefrina)
- Pacientes em uso de inibidores da monoamina oxidase (IMAO)
Como é administrado?
É administrado por via intramuscular, exclusivamente na parte externa da coxa (vastus lateralis), podendo ser aplicado sobre a roupa em situações de emergência. A dose para adultos e crianças com mais de 25 kg é de 0,3 mg. A dose para crianças com peso entre 15 kg e 25 kg é de 0,15 mg (Penepin Jr). A dose para crianças com peso entre 7,5 kg e 15 kg é de 0,1 mg. Não deve ser aplicado em outras partes do corpo, especialmente em dedos, mãos ou pés.
Necessita acompanhamento médico?
Sim. Após a administração do autoinjetor, é indispensável buscar atendimento médico de emergência imediatamente, pois a epinefrina não substitui o tratamento médico completo da reação alérgica. O paciente deve ser monitorado por pelo menos 4 a 6 horas após a administração, pois pode haver recidiva dos sintomas (anafilaxia bifásica).
É aprovado por órgãos regulatórios?
A epinefrina injetável é reconhecida pela Food and Drug Administration (FDA) nos Estados Unidos e por agências regulatórias internacionais para o tratamento de reações alérgicas graves. As diretrizes da World Allergy Organization (WAO) e da American Academy of Allergy, Asthma and Immunology (AAAAI) estabelecem a epinefrina como tratamento de primeira linha para anafilaxia.
Possui alternativas terapêuticas?
Existem outras apresentações e marcas de autoinjetores de epinefrina disponíveis internacionalmente, como EpiPen, Auvi-Q (adrenalina autoinjetável), Anapen, Emerade e Jext. No ambiente hospitalar, a epinefrina pode ser administrada por via intravenosa (em doses menores e com monitoramento rigoroso) ou por via intramuscular com seringa convencional. Além disso, o tratamento da anafilaxia inclui medidas complementares como oxigênio, fluidos intravenosos, antihistamínicos, corticosteroides e, em casos graves, glucagon (para pacientes em uso de betabloqueadores). A escolha da terapia mais adequada depende do contexto clínico e da avaliação do médico.
Como deve ser armazenado?
Deve ser mantido no tubo protetor original, em temperatura ambiente (entre 15°C e 25°C), protegido da luz, do calor excessivo e da umidade. Não deve ser refrigerado nem exposto a temperaturas extremas. Deve ser verificado periodicamente a data de validade e o aspecto da solução dentro do dispositivo (a solução deve ser límpida e incolor).
Qual o preço do medicamento Penepin?
O valor do Penepin pode variar conforme a dosagem (0,1 mg, 0,15 mg ou 0,3 mg), a quantidade de autoinjetores na embalagem, o fabricante, o país de origem, a disponibilidade no mercado, a tributação aplicável, a modalidade de aquisição, os custos logísticos envolvidos e a regulamentação vigente. Não é possível informar preços fixos, estimativas ou faixas de valores neste conteúdo. Recomenda-se consultar farmácias autorizadas ou a equipe médica para obter informações atualizadas sobre disponibilidade e custos.
É possível comprar Penepin no Brasil?
A disponibilidade no Brasil depende de diversos fatores, incluindo o registro sanitário do produto junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a existência de prescrição médica válida, a observância da regulamentação vigente e a disponibilidade junto aos fornecedores. Em alguns casos, a aquisição pode envolver processos de importação conforme as normas aplicáveis. A compra não deve ocorrer sem orientação e acompanhamento médico adequado.
Devo manter dois autoinjetores disponíveis?
Sim. É recomendável manter sempre dois autoinjetores disponíveis, pois uma única dose pode não ser suficiente para controlar a reação alérgica. Aproximadamente 20% dos pacientes com anafilaxia necessitam de uma segunda dose de epinefrina. Se os sintomas não melhorarem ou retornarem após 5 a 15 minutos da primeira dose, uma segunda dose deve ser administrada antes do atendimento médico de emergência.
A epinefrina pode ser utilizada por gestantes ou lactantes?
O uso durante a gravidez deve ser avaliado individualmente pelo médico. A epinefrina pode causar vasoconstrição uterina, o que pode reduzir o fluxo sanguíneo uterino. No entanto, em situações de anafilaxia, o benefício de salvar a vida da mãe supera os riscos potenciais para o feto. O uso durante a lactação deve ser avaliado pelo médico, pois a epinefrina pode ser excretada no leite materno em pequenas quantidades.
A epinefrina interage com outros medicamentos?
Sim. Pacientes em uso de betabloqueadores podem responder inadequadamente à epinefrina, pois o bloqueio dos receptores beta reduz a eficácia do fármaco. Em casos de anafilaxia refratária em pacientes em uso de betabloqueadores, o glucagon pode ser utilizado como alternativa. Pacientes em uso de inibidores da monoamina oxidase (IMAO) ou antidepressivos tricíclicos podem apresentar resposta potencializada à epinefrina, com risco de hipertensão grave. O paciente deve informar ao médico todos os medicamentos em uso antes de receber prescrição do autoinjetor.
O que é anafilaxia bifásica?
Anafilaxia bifásica é a recidiva dos sintomas de anafilaxia após aparente resolução, sem nova exposição ao alérgeno. Pode ocorrer em até 20% dos casos de anafilaxia, geralmente entre 1 e 72 horas após o episódio inicial. Por esse motivo, o paciente deve ser monitorado por pelo menos 4 a 6 horas após a administração da epinefrina, e em casos graves, por até 24 horas.
Posso aplicar a epinefrina sobre a roupa?
Sim. O autoinjetor pode ser aplicado sobre a roupa em situações de emergência, especialmente em crianças que podem não cooperar para a remoção da roupa. O local de aplicação deve ser a parte externa da coxa (vastus lateralis). Não deve ser aplicado em outras partes do corpo, especialmente em dedos, mãos ou pés, pois a vasoconstrição pode causar isquemia local.
Informações importantes de segurança
O uso de epinefrina em autoinjetor exige cuidados específicos. As principais informações de segurança incluem:
- Uso exclusivo sob prescrição médica, com treinamento adequado do paciente e dos cuidadores
- Não existem contraindicações absolutas em situações de anafilaxia — o benefício de salvar a vida supera os riscos
- Aplicar exclusivamente na parte externa da coxa (vastus lateralis), podendo ser aplicado sobre a roupa
- Não aplicar em dedos, mãos ou pés — a vasoconstrição pode causar isquemia local e necrose
- Após a administração, buscar atendimento médico de emergência imediatamente
- Manter sempre dois autoinjetores disponíveis — cerca de 20% dos pacientes necessitam de segunda dose
- Se os sintomas não melhorarem ou retornarem após 5 a 15 minutos, administrar segunda dose
- Verificar periodicamente a data de validade e o aspecto da solução (deve ser límpida e incolor)
- Risco de anafilaxia bifásica: monitorar por pelo menos 4 a 6 horas após a administração
- Pacientes em uso de betabloqueadores podem responder inadequadamente à epinefrina — glucagon pode ser necessário
- Pacientes com doenças cardiovasculares, hipertensão, hipertireoidismo ou diabetes devem informar o médico
- Pacientes em uso de IMAO ou antidepressivos tricíclicos podem apresentar resposta potencializada
- Armazenar em temperatura ambiente (15°C a 25°C), protegido da luz, do calor excessivo e da umidade
- Não refrigerar nem expor a temperaturas extremas
Qualquer sintoma atípico ou reação adversa durante o tratamento deve ser comunicada imediatamente ao médico responsável para avaliação e conduta adequada.
Fontes consultadas
- PubMed/NCBI — Simons FER et al., 2001. Uso de epinefrina autoinjetável em crianças com anafilaxia alimentar. New England Journal of Medicine
- PubMed/NCBI — Umasunthar T et al., 2015. Capacidade dos pacientes de tratar anafilaxia usando autoinjetores de adrenalina. BMJ Open
- WAO Journal — Cardona V et al., 2020. Diretrizes da World Allergy Organization para anafilaxia 2020
As informações apresentadas possuem caráter exclusivamente educativo e informativo. Este conteúdo não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação de profissionais de saúde. Consulte sempre um médico ou outro profissional habilitado para obter orientações individualizadas.
Conteúdo revisado pela equipe farmacêutica da Relifarm Medicamentos Informações verificadas por farmacêutico habilitado, conforme a legislação sanitária vigente. Última revisão em .
- ANVISA — Agência Nacional de Vigilância Sanitária
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- RDC nº 96/2008 (ANVISA) — normas de divulgação e comercialização de medicamentos
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Dúvidas Frequentes
Quais são os documentos necessários para a importação?
- Prescrição (receita) e Laudo Médico, redigidos em português, contendo:
- Nome completo e endereço do paciente
- Nome comercial e/ou princípio ativo do medicamento
- Quantidade prescrita
- Posologia
- Data de emissão (validade de até 180 dias)
- Assinatura, carimbo com nome legível e número do CRM do médico responsável
- Cópia simples do documento de identidade (ou certidão de nascimento, no caso de menores de idade).
- Cópia simples do CPF do paciente.
- Comprovante de residência (em nome do paciente ou com vínculo comprovado).
- Caso o paciente não seja o responsável, também é necessário enviar cópias simples do RG e CPF do responsável legal.
- Os documentos podem ser enviados por e-mail.
Qual é o prazo de entrega do medicamento?
Durante esse período, o pedido passa por fiscalizações e liberações sanitárias no país de origem e no Brasil, garantindo que o medicamento chegue ao paciente com a devida conformidade e qualidade.
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