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Princípio Ativo

FAMPRIDINA

Conheça os medicamentos importados pela Relifarm com este princípio ativo. Importação sob demanda mediante prescrição médica, conforme a RDC 81/2008 da ANVISA.

2 produtos disponíveis
Sobre

FAMPRIDINA

Fampridina


A fampridina, também conhecida por seu nome químico 4-aminopiridina e comercializada em uma formulação de liberação prolongada como dalfampridina, é um fármaco utilizado para a melhoria da capacidade de deambulação em pacientes com esclerose múltipla (EM)

. Este composto representa uma abordagem farmacológica para o tratamento sintomático da dificuldade de locomoção, uma das principais causas de incapacidade nesta população de pacientes

.

Mecanismo de Ação


A esclerose múltipla é uma doença desmielinizante do sistema nervoso central, na qual a perda da bainha de mielina que envolve os axônios neuronais leva a um comprometimento da condução dos impulsos nervosos. A desmielinização expõe os canais de potássio dependentes de voltagem, que normalmente se encontram cobertos pela mielina nas regiões paranodal e internodal do axônio. A exposição destes canais resulta em uma fuga de íons de potássio durante o potencial de ação, o que hiperpolariza a membrana axonal e pode levar à falha na condução do impulso nervoso

.

A fampridina atua como um bloqueador de amplo espectro dos canais de potássio dependentes de voltagem

. Ao bloquear esses canais expostos nos axônios desmielinizados, a fampridina reduz a corrente de potássio que sai do axônio, prolongando a repolarização e permitindo que o potencial de ação se propague através da região desmielinizada. Este mecanismo de ação restaura a condução axonal e, consequentemente, melhora a função neurológica

. Estudos demonstram que, embora a fampridina seja um bloqueador de amplo espectro em concentrações milimolares, a melhoria na condução do potencial de ação em axônios desmielinizados ocorre em concentrações muito mais baixas, na ordem de 1 µM, sendo que as concentrações plasmáticas terapêuticas associadas à melhora da marcha são ainda menores, em torno de 0,25 µM

.

Propriedades Farmacocinéticas


A fampridina, quando administrada oralmente em sua formulação de liberação prolongada, é absorvida de forma rápida e completa pelo trato gastrointestinal. Apresenta uma farmacocinética linear e proporcional à dose, com uma meia-vida de eliminação terminal de aproximadamente 6 horas

. A formulação de liberação prolongada foi desenvolvida para manter os níveis plasmáticos do fármaco dentro de uma janela terapêutica estreita, otimizando a eficácia e minimizando o risco de efeitos adversos


Eficácia Clínica


A eficácia da fampridina na melhoria da capacidade de deambulação em pacientes com esclerose múltipla foi demonstrada em diversos ensaios clínicos. Dois estudos de fase III, randomizados, duplo-cegos e controlados por placebo (MS-F203 e MS-F204), mostraram que o tratamento com 10 mg de fampridina de liberação prolongada, duas vezes ao dia, resultou em uma melhora estatisticamente significativa na velocidade da marcha em comparação com o placebo

.

Os pacientes que responderam ao tratamento, definidos como "Timed Walk Responders", representaram aproximadamente um terço da população estudada e apresentaram um aumento médio na velocidade de caminhada de cerca de 25% em relação ao valor basal

. Esta melhora na capacidade de deambulação foi observada independentemente do tipo de esclerose múltipla e do uso concomitante de outras terapias modificadoras da doença

. Além da melhora objetiva na velocidade da marcha, os pacientes tratados com fampridina também relataram uma melhora subjetiva em sua capacidade de caminhar


Conclusão

A fampridina representa uma importante opção terapêutica sintomática para pacientes com esclerose múltipla que apresentam dificuldade de locomoção. Seu mecanismo de ação, focado na restauração da condução nervosa em axônios desmielinizados através do bloqueio de canais de potássio, aborda diretamente uma das consequências fisiopatológicas da doença. A eficácia clínica, comprovada por ensaios clínicos robustos, demonstra uma melhora significativa na capacidade de deambulação para uma parcela considerável de pacientes, o que pode impactar positivamente a sua qualidade de vida e independência.


Referências

[1] Dunn, J., & Blight, A. (2011). Dalfampridine: a brief review of its mechanism of action and efficacy as a treatment to improve walking in patients with multiple sclerosis. Current Medical Research and Opinion, 27(7), 1415-1423.

[2] Blight, A. R., Henney, H. R., & Cohen, R. (2014). Development of dalfampridine, a novel pharmacologic approach for treating walking impairment in multiple sclerosis. Annals of the New York Academy of Sciences, 1329, 33-44.

[3] DrugBank. (s.d.). Dalfampridine. Acessado em 20 de fevereiro de 2026, de

[4] European Medicines Agency. (s.d.). Fampyra, INN-fampridine.

[5] Biogen. (s.d.). FAMPYRA - fampridina - MODELO DE BULA.

Requisitos para

Importação

Para iniciarmos o processo de importação de medicamentos,
é fundamental que você apresente a documentação completa conforme especificado abaixo:

  • Documentos de identificação do paciente (RG e CPF válidos)
  • Receita médica detalhada com nome completo do paciente
    e especificação do medicamento
  • Comprovante de endereço residencial atualizado (últimos 3 meses)
  • Relatório médico explicando a necessidade do tratamento
    e justificativa para importação
  • Documentação adicional pode ser solicitada de acordo com as normas
    da ANVISA (RDC 81/2008) e legislação vigente.
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