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Princípio Ativo

OLAPARIBE

Conheça os medicamentos importados pela Relifarm com este princípio ativo. Importação sob demanda mediante prescrição médica, conforme a RDC 81/2008 da ANVISA.

3 produtos disponíveis
Sobre

OLAPARIBE

O que é o Olaparibe?

O olaparibe (denominação comum internacional: olaparib) é um fármaco antineoplásico oral pertencente à classe dos inibidores de PARP (poli ADP-ribose polimerase). Desenvolvido originalmente pela AstraZeneca, recebeu aprovação pioneira pela EMA em dezembro de 2014 e pelo FDA dos EUA no mesmo ano, tornando-se o primeiro inibidor de PARP aprovado para uso clínico no mundo. [1][2]

Sua fórmula molecular é C24H23FN4O3, com peso molecular de 434,47 g/mol. O código ATC atribuído é L01XK01. Apresenta-se em comprimidos para administração oral, disponível em concentrações de 100 mg e 150 mg. [2]

Mecanismo de Ação: Letalidade Sintética

As enzimas PARP (especialmente PARP-1 e PARP-2) são fundamentais no reparo de quebras simples na fita de DNA. Ao inibi-las, o olaparibe impede a correção desse tipo de dano, que se converte em quebras de dupla fita durante a replicação celular. Em células normais, essas lesões são corrigidas pela via de recombinação homóloga (HR), dependente das proteínas BRCA1 e BRCA2. [1][3]

Células tumorais portadoras de mutações nos genes BRCA1 ou BRCA2 — ou com outras deficiências na via HR — não conseguem utilizar esse mecanismo de reparo alternativo. O acúmulo de danos letais no DNA induz a morte dessas células por apoptose. Esse fenômeno é denominado letalidade sintética: a combinação de duas deficiências geneticamente distintas (mutação BRCA + inibição de PARP) resulta em morte celular seletiva, com menor toxicidade para tecidos sadios. [1][2][3]

Indicações Clínicas com Aprovação Regulatória

O olaparibe possui aprovação do FDA (EUA) e da EMA (União Europeia) para as seguintes indicações em adultos [1][2]:

  • Câncer de Ovário / Tuba Uterina / Peritônio: terapia de manutenção após quimioterapia com platina (1ª linha ou recidiva); em combinação com bevacizumabe em pacientes HRD positivo. Condição molecular: mutação BRCA1/2 germinal ou somática; ou HRD positivo.
  • Câncer de Mama HER2-negativo: adjuvância em alto risco precoce e doença metastática. Condição molecular: mutação germinal BRCA1/2.
  • Adenocarcinoma de Pâncreas Metastático: manutenção após 1ª linha com platina (mínimo 16 semanas sem progressão). Condição molecular: mutação germinal BRCA1/2.
  • Câncer de Próstata Metastático Resistente à Castração (mCRPC): monoterapia após progressão a agente hormonal de nova geração; ou combinado com abiraterona + prednisona. Condição molecular: mutação BRCA1/2 germinal ou somática.
  • Câncer de Endométrio: manutenção em combinação com durvalumabe após quimioterapia + durvalumabe. Condição molecular: pMMR (mismatch repair proficient).

Evidências Clínicas: Resultados dos Estudos Pivotais

Os ensaios clínicos randomizados que embasam as aprovações regulatórias demonstraram benefício significativo em sobrevida livre de progressão (SLP) [2]:

  • SOLO2 — Ovário recidivante (n=295): SLP mediana de 19,1 meses vs. 5,5 meses (placebo) — HR 0,30; IC95% 0,22–0,41.
  • SOLO1 — Ovário avançado 1ª linha com BRCA (n=391): ausência de progressão em ~74% dos pacientes tratados por 2 anos vs. 35% no placebo.
  • OlympiAD — Mama metastática HER2- (n=302): SLP mediana de 7,0 meses vs. 4,2 meses — HR 0,58; IC95% 0,43–0,80.
  • POLO — Pâncreas metastático (n=154): SLP mediana de 7,4 meses vs. 3,8 meses — HR 0,53; IC95% 0,35–0,82.
  • PROfound — Próstata mCRPC com BRCA1/2 (n=387): SLP mediana de 9,8 meses vs. 3,0 meses — HR 0,22; IC95% 0,15–0,32.

Posologia e Administração

O olaparibe é administrado por via oral na dose padrão de 300 mg duas vezes ao dia (600 mg/dia total), com ou sem alimentos. O tratamento é mantido enquanto houver benefício clínico e ausência de toxicidade inaceitável. Em câncer de mama precoce, a duração é limitada a 12 meses. Reduções de dose para 250 mg ou 200 mg duas vezes ao dia são indicadas no manejo de eventos adversos. [2]

Perfil de Segurança e Efeitos Adversos

Os efeitos adversos mais frequentes (incidência superior a 10% dos pacientes), conforme avaliação da EMA [2]:

  • Náusea, vômitos, diarreia e dispepsia
  • Fadiga e astenia
  • Anemia, neutropenia, leucopenia e trombocitopenia
  • Diminuição do apetite, cefaleia, tontura e disgeusia (alteração do paladar)
  • Tosse e dispneia

Um risco raro, porém clinicamente relevante, é o desenvolvimento de síndrome mielodisplásica (SMD) ou leucemia mieloide aguda (LMA), observado em menos de 2% dos pacientes. Mulheres devem evitar amamentar durante o tratamento e por pelo menos 1 mês após a última dose. [2]

Testes Genéticos e Biomarcadores

Para a maioria das indicações aprovadas, é necessária a confirmação laboratorial de mutação nos genes BRCA1 ou BRCA2 (germinal e/ou somática) por testes moleculares validados. Em determinadas indicações de câncer de ovário, o critério pode ser ampliado para pacientes com HRD positivo (deficiência de recombinação homóloga), avaliado por análise de instabilidade genômica. A seleção e interpretação do biomarcador devem ser realizadas por profissional especializado. [1][2][3]

Nomes Comerciais Disponíveis

  • Lynparza® — AstraZeneca / MSD (EUA, Europa e outros mercados)
  • Bracanat® — Natco Pharma Ltd. (Índia)
  • Olanat® — Natco Pharma Ltd. (Índia)

Todos os produtos contêm o mesmo princípio ativo e devem seguir as indicações, contraindicações e precauções aprovadas pelas autoridades sanitárias competentes.

Fontes e Referências

  1. National Cancer Institute (NCI). Olaparib. U.S. Department of Health and Human Services. Atualizado em jan. 2025. Disponível em: https://www.cancer.gov/about-cancer/treatment/drugs/olaparib
  2. European Medicines Agency (EMA). Lynparza (olaparib) – EPAR (EMA/889990/2022). Atualizado em set. 2024. Disponível em: https://www.ema.europa.eu/en/medicines/human/EPAR/lynparza
  3. Farmer H, et al. Targeting the DNA repair defect in BRCA mutant cells as a therapeutic strategy. Nature. 2005;434(7035):917–921. DOI: 10.1038/nature03445

⚠️ Disclaimer: As informações contidas nesta página têm caráter exclusivamente informativo e educacional, elaboradas com base em fontes científicas e regulatórias de referência. Não substituem, em hipótese alguma, a consulta, o diagnóstico ou a prescrição de um profissional de saúde habilitado. O uso do olaparibe exige avaliação médica individualizada, testes genéticos específicos, receita médica válida e acompanhamento oncológico especializado. A Centermedh não realiza indicação terapêutica e não se responsabiliza pelo uso inadequado das informações aqui apresentadas. Em caso de dúvidas sobre seu tratamento, consulte seu médico ou equipe oncológica.

Requisitos para

Importação

Para iniciarmos o processo de importação de medicamentos,
é fundamental que você apresente a documentação completa conforme especificado abaixo:

  • Documentos de identificação do paciente (RG e CPF válidos)
  • Receita médica detalhada com nome completo do paciente
    e especificação do medicamento
  • Comprovante de endereço residencial atualizado (últimos 3 meses)
  • Relatório médico explicando a necessidade do tratamento
    e justificativa para importação
  • Documentação adicional pode ser solicitada de acordo com as normas
    da ANVISA (RDC 81/2008) e legislação vigente.
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