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Princípio Ativo

PROCARBAZINA

Conheça os medicamentos importados pela Relifarm com este princípio ativo. Importação sob demanda mediante prescrição médica, conforme a RDC 81/2008 da ANVISA.

3 produtos disponíveis
Sobre

PROCARBAZINA

O que é Procarbazina?


A procarbazina é um medicamento de quimioterapia oral, classificado como um agente alquilante, utilizado principalmente no tratamento de certos tipos de câncer. É mais conhecida por seu papel fundamental no tratamento do Linfoma de Hodgkin em estágio avançado (estágios III e IV), geralmente como parte de regimes de poliquimioterapia, como o clássico MOPP (mecloretamina, vincristina, procarbazina e prednisona).

Além do Linfoma de Hodgkin, a procarbazina também é utilizada no tratamento de tumores cerebrais, como glioblastoma multiforme e astrocitoma anaplásico, especialmente em casos de recidiva após outros tratamentos.



Mecanismo de Ação


O mecanismo de ação exato da procarbazina é complexo e não totalmente elucidado, mas acredita-se que sua atividade antineoplásica ocorra através de múltiplos processos após ser ativada metabolicamente no fígado.


1.Alquilação do DNA: A procarbazina, após sua ativação, gera um metil-diazônio, um composto altamente reativo que atua como um agente alquilante. Ele transfere grupos metil para as bases do DNA (principalmente a guanina), causando danos estruturais. Esses danos impedem a replicação e a transcrição do DNA, levando à interrupção do ciclo celular e, finalmente, à apoptose (morte celular programada) das células cancerosas.

2.Inibição da Síntese de Macromoléculas: Há evidências de que a procarbazina também inibe a síntese de DNA, RNA e proteínas, interferindo na incorporação de precursores essenciais e na metilação do RNA de transferência (tRNA). A ausência de tRNA funcional interrompe a produção de proteínas, um processo vital para o crescimento celular.

3.Geração de Radicais Livres: A auto-oxidação da procarbazina pode produzir peróxido de hidrogênio (H₂O₂), um radical livre que causa quebras nos filamentos de DNA, contribuindo para sua citotoxicidade.

A procarbazina é um pró-fármaco que requer ativação metabólica para exercer seus efeitos citotóxicos. Sua capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica a torna particularmente útil no tratamento de tumores cerebrais [1] [2].



Indicações Terapêuticas


As principais indicações para o uso da procarbazina incluem:

•Linfoma de Hodgkin: Como componente de regimes de quimioterapia combinada (ex: MOPP, BEACOPP) para estágios avançados da doença.

•Tumores Cerebrais Malignos: Utilizada no tratamento de glioblastoma multiforme e astrocitoma anaplásico, principalmente em combinação com outros agentes como lomustina e vincristina (regime PCV).

•Linfoma não Hodgkin: Em alguns casos específicos, como parte de terapias de segunda linha.



Farmacocinética e Administração


Parâmetro

Descrição

Administração

Oral, em cápsulas.

Absorção

Rápida e completamente absorvida no trato gastrointestinal.

Distribuição

Amplamente distribuída pelo corpo, atravessa eficazmente a barreira hematoencefálica.

Metabolismo

Extensivamente metabolizada no fígado e nos eritrócitos para formar seus metabólitos ativos.

Meia-vida

A meia-vida plasmática do fármaco inalterado é de aproximadamente 10 minutos, mas seus metabólitos têm meias-vidas mais longas.

Eliminação

Principalmente renal, com a maior parte da dose excretada na urina como metabólitos.




Aviso Importante: Riscos e Interações

O uso de procarbazina requer atenção a vários riscos e interações importantes:

•Interação com Alimentos (Efeito Antabuse-like e Crise Hipertensiva): A procarbazina é um inibidor fraco da monoamina oxidase (MAO). Portanto, os pacientes devem evitar o consumo de álcool (risco de reação tipo dissulfiram, com náuseas, vômitos e cefaleia) e alimentos ricos em tiramina (como queijos envelhecidos, carnes curadas, vinho tinto, fava) para prevenir crises hipertensivas graves.

•Mielossupressão: Causa supressão significativa da medula óssea, resultando em leucopenia (baixa de glóbulos brancos), trombocitopenia (baixa de plaquetas) e anemia. É necessário monitoramento rigoroso do hemograma.

•Carcinogenicidade Secundária: O tratamento com procarbazina, especialmente no regime MOPP, está associado a um risco aumentado de desenvolvimento de leucemia mieloide aguda (LMA) e síndromes mielodisplásicas anos após o tratamento.

•Infertilidade: Pode causar azoospermia permanente em homens e insuficiência ovariana prematura em mulheres.



Efeitos Adversos Comuns

Os efeitos colaterais mais frequentes incluem:

•Gastrointestinais: Náuseas e vômitos (muito comuns no início do tratamento).

•Hematológicos: Anemia, leucopenia e trombocitopenia.

•Neurológicos: Letargia, confusão, tontura e neuropatia periférica.

•Gerais: Fadiga, mialgia (dores musculares) e reações de hipersensibilidade (erupções cutâneas).



Referências

1.Índice.eu. (2024). Procarbazina - Informação Geral. https://www.indice.eu/pt/medicamentos/DCI/procarbazina/informacao-geral

2.Cancer Research UK. (2023). Procarbazine. https://www.cancerresearchuk.org/about-cancer/treatment/drugs/procarbazine

3.DrugBank Online. (2024). Procarbazine. https://go.drugbank.com/drugs/DB01168

4.Tse, J., & Bergsbaken, J. (2020). Procarbazine. StatPearls. https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK556088/

Requisitos para

Importação

Para iniciarmos o processo de importação de medicamentos,
é fundamental que você apresente a documentação completa conforme especificado abaixo:

  • Documentos de identificação do paciente (RG e CPF válidos)
  • Receita médica detalhada com nome completo do paciente
    e especificação do medicamento
  • Comprovante de endereço residencial atualizado (últimos 3 meses)
  • Relatório médico explicando a necessidade do tratamento
    e justificativa para importação
  • Documentação adicional pode ser solicitada de acordo com as normas
    da ANVISA (RDC 81/2008) e legislação vigente.
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