ELAHERE 100 MG (MIRVETUXIMABE SORAVTANSINA) 20 ML IMMUNOGEN
100 MG / 20 ML (5 MG / ML) Princípio ativo CategoriasO Elahere é um medicamento antineoplásico produzido pela ImmunoGen, cujo princípio ativo é o mirvetuximabe soravtansina. Trata-se de um conjugado anticorpo-fármaco (ADC — Antibody-Drug Conjugate) composto por um anticorpo monoclonal humanizado anti-FR? (receptor de folato alfa) ligado, por meio de um ligante clivável à…
Solicitar CotaçãoELAHERE 100 MG (MIRVETUXIMABE SORAVTANSINA)
Elahere é o nome comercial do mirvetuximabe soravtansina, medicamento antineoplásico produzido pela ImmunoGen (atualmente parte do grupo AbbVie). Pertence à classe dos conjugados anticorpo-fármaco (ADC, do inglês Antibody-Drug Conjugate), uma categoria de terapia direcionada que combina um anticorpo monoclonal com um agente citotóxico. O medicamento é apresentado em solução para infusão intravenosa, com 100 mg em frasco de 20 mL (concentração de 5 mg/mL).
A finalidade terapêutica do mirvetuximabe soravtansina é atuar em tumores que expressam o receptor de folato alfa, uma proteína frequentemente superexpressa em determinados cânceres ginecológicos. Seu uso está indicado em contexto oncológico especializado, sempre sob prescrição e acompanhamento médico.
Para que serve?
O mirvetuximabe soravtansina é indicado para o tratamento de pacientes adultas com carcinoma epitelial de ovário, carcinoma de trompa de Falópio ou carcinoma peritoneal primário, com tumores que apresentam expressão positiva do receptor de folato alfa, em contexto de doença resistente à platina, após terem recebido de um a três esquemas terapêuticos sistêmicos anteriores.
A elegibilidade ao tratamento depende da confirmação da expressão desse receptor por meio de teste diagnóstico validado, realizado em amostra do tecido tumoral, além de avaliação oncológica individualizada conduzida por médico especialista.
Como funciona?
O mirvetuximabe soravtansina é composto por três elementos que atuam de forma integrada: um anticorpo monoclonal humanizado que reconhece especificamente o receptor de folato alfa na superfície das células tumorais; um ligante clivável; e o DM4, um agente antimicrotubular derivado da maitansina.
Após a ligação do anticorpo ao receptor de folato alfa, o complexo é internalizado pela célula tumoral por meio de endocitose. No interior da célula, o ligante é clivado no compartimento lisossomal, liberando o metabólito citotóxico ativo. Esse metabólito interfere na formação dos microtúbulos, estruturas essenciais para a divisão celular, levando à interrupção do ciclo celular e à morte da célula tumoral. A literatura científica também descreve um possível efeito espectador, no qual o metabólito liberado pode afetar células tumorais vizinhas, inclusive aquelas com menor expressão do receptor-alvo.
Quais são os benefícios observados em estudos científicos?
Estudos clínicos avaliaram o uso do mirvetuximabe soravtansina em pacientes com carcinoma epitelial de ovário platina-resistente e receptor de folato alfa positivo. O estudo SORAYA, publicado no Journal of Clinical Oncology, observou taxa de resposta objetiva relevante nessa população previamente tratada. O estudo confirmatório MIRASOL, publicado no New England Journal of Medicine, comparou o mirvetuximabe soravtansina à quimioterapia padrão escolhida pelo investigador e relatou resultados favoráveis em sobrevida livre de progressão e em sobrevida global no grupo tratado com o ADC.
Esses achados fundamentaram a aprovação acelerada do medicamento pelo FDA em novembro de 2022, posteriormente convertida em aprovação regular após a confirmação dos resultados do estudo MIRASOL. Os dados científicos disponíveis não permitem afirmar resultado individual garantido, uma vez que a resposta ao tratamento varia conforme características clínicas de cada paciente.
Perguntas frequentes
Para que serve o mirvetuximabe soravtansina?
Serve para o tratamento de determinados casos de câncer epitelial de ovário, de trompa de Falópio ou peritoneal primário, em pacientes adultas com tumor positivo para o receptor de folato alfa e doença resistente à platina, após tratamentos sistêmicos anteriores.
Como funciona o tratamento?
O medicamento se liga seletivamente às células tumorais que expressam o receptor de folato alfa e libera, em seu interior, um agente que interfere na divisão celular, contribuindo para a morte da célula tumoral.
Quem pode utilizar este medicamento?
Seu uso é restrito a pacientes adultas com diagnóstico confirmado de tumor positivo para esse receptor, conforme critérios estabelecidos pelo médico oncologista responsável, sempre em ambiente clínico apropriado para terapia antineoplásica.
Existem contraindicações?
O uso é contraindicado em casos de hipersensibilidade conhecida ao princípio ativo ou a qualquer componente da formulação. Populações específicas, como gestantes e lactantes, requerem avaliação cuidadosa, pois o mecanismo de ação e dados pré-clínicos indicam potencial de risco ao feto. A decisão sobre o uso deve sempre considerar o histórico clínico completo da paciente.
Como é administrado?
A administração ocorre exclusivamente por infusão intravenosa, em ambiente hospitalar ou clínica especializada, sob supervisão de profissionais de saúde treinados no manejo de terapias oncológicas. A dose, o intervalo entre ciclos e a duração da infusão são determinados individualmente pelo médico responsável, conforme a bula do fabricante.
Necessita acompanhamento médico?
Sim. O tratamento exige acompanhamento médico contínuo, incluindo monitoramento oftalmológico regular, avaliação laboratorial periódica e observação de possíveis eventos adversos ao longo de todo o período terapêutico.
É aprovado por órgãos regulatórios?
O mirvetuximabe soravtansina recebeu aprovação do FDA (Food and Drug Administration) dos Estados Unidos, inicialmente de forma acelerada em novembro de 2022, com conversão posterior para aprovação regular após confirmação dos benefícios clínicos em estudo de fase 3. A situação regulatória pode variar conforme o país e deve ser verificada junto às autoridades sanitárias locais.
Possui alternativas terapêuticas?
Existem outras opções de tratamento para carcinoma de ovário platina-resistente, incluindo diferentes esquemas de quimioterapia e outras terapias direcionadas. A escolha entre alternativas terapêuticas depende de características individuais da doença e deve ser definida exclusivamente pelo médico oncologista responsável.
Como deve ser armazenado?
O armazenamento e a conservação devem seguir rigorosamente as instruções descritas na bula do fabricante, respeitando faixa de temperatura, proteção contra luz e demais condições especificadas. O medicamento deve permanecer sob responsabilidade de profissionais habilitados até o momento da administração.
Qual o preço do medicamento Elahere?
O valor deste medicamento pode variar conforme diversos fatores, incluindo dosagem, quantidade adquirida, fabricante, país de origem, disponibilidade junto a fornecedores, tributação aplicável, modalidade de aquisição, custos logísticos envolvidos e regulamentação vigente no momento da compra. Por isso, não é possível apresentar um valor fixo, estimativa ou faixa de preço nesta página. Para informações atualizadas, recomenda-se contato direto com fornecedores autorizados ou canais especializados.
É possível comprar Elahere no Brasil?
A disponibilidade deste medicamento no Brasil depende de fatores como registro sanitário vigente, existência de prescrição médica válida, regulamentação aplicável à importação de medicamentos e disponibilidade junto a fornecedores autorizados. A aquisição de terapias oncológicas especializadas não disponíveis comercialmente no país costuma ocorrer por meio de processos de importação conduzidos conforme as normas da ANVISA, sempre com acompanhamento médico e documentação adequada. Este conteúdo não incentiva a aquisição do medicamento sem orientação médica e regulatória apropriada.
Informações importantes de segurança
O uso do mirvetuximabe soravtansina deve ocorrer exclusivamente sob orientação e supervisão de profissional de saúde habilitado, em ambiente adequado ao manejo de terapias antineoplásicas.
- A toxicidade ocular é um dos eventos adversos de maior relevância clínica associados ao tratamento, podendo incluir visão turva, olho seco, ceratopatia e alterações da acuidade visual. O acompanhamento oftalmológico regular é parte do protocolo de segurança.
- Outros eventos adversos relatados na literatura científica incluem fadiga, náusea, diarreia, neuropatia periférica sensorial, elevação de enzimas hepáticas e reações relacionadas à infusão.
- O uso durante a gestação não é recomendado, com base no mecanismo de ação e em dados pré-clínicos que sugerem potencial de risco ao desenvolvimento fetal. Pacientes em idade fértil devem utilizar método contraceptivo eficaz durante o tratamento e por período definido pelo médico após seu término.
- Não há dados suficientes sobre o uso em pacientes com insuficiência hepática ou renal grave, tampouco em população pediátrica.
- Medicamentos que interferem em vias do citocromo P450 (CYP3A) podem alterar a exposição ao metabólito ativo, exigindo avaliação médica cuidadosa antes de qualquer associação terapêutica.
Este conteúdo não substitui a bula do fabricante nem a orientação individualizada de um profissional de saúde. Qualquer decisão sobre início, continuidade ou interrupção do tratamento deve ser tomada exclusivamente em conjunto com o médico responsável.
Fontes consultadas
- FDA (U.S. Food and Drug Administration)
- NCI (National Cancer Institute) / NIH
- MedlinePlus
- PubMed / NCBI
- Fabricante oficial (ImmunoGen, Inc., parte do grupo AbbVie)
As informações apresentadas possuem caráter exclusivamente educativo e informativo. Este conteúdo não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação de profissionais de saúde. Consulte sempre um médico ou outro profissional habilitado para obter orientações individualizadas.
Conteúdo revisado pela equipe farmacêutica da Relifarm Medicamentos Informações verificadas por farmacêutico habilitado, conforme a legislação sanitária vigente. Última revisão em .
- ANVISA — Agência Nacional de Vigilância Sanitária
- Bula do fabricante — IMMUNOGEN, INC
- RDC nº 96/2008 (ANVISA) — normas de divulgação e comercialização de medicamentos
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Dúvidas Frequentes
Quais são os documentos necessários para a importação?
- Prescrição (receita) e Laudo Médico, redigidos em português, contendo:
- Nome completo e endereço do paciente
- Nome comercial e/ou princípio ativo do medicamento
- Quantidade prescrita
- Posologia
- Data de emissão (validade de até 180 dias)
- Assinatura, carimbo com nome legível e número do CRM do médico responsável
- Cópia simples do documento de identidade (ou certidão de nascimento, no caso de menores de idade).
- Cópia simples do CPF do paciente.
- Comprovante de residência (em nome do paciente ou com vínculo comprovado).
- Caso o paciente não seja o responsável, também é necessário enviar cópias simples do RG e CPF do responsável legal.
- Os documentos podem ser enviados por e-mail.
Qual é o prazo de entrega do medicamento?
Durante esse período, o pedido passa por fiscalizações e liberações sanitárias no país de origem e no Brasil, garantindo que o medicamento chegue ao paciente com a devida conformidade e qualidade.
O medicamento pode ser tributado?
Valores acima desse limite estão sujeitos à tributação, que será previamente calculada e informada.
Quais são as formas de pagamento?
- PIX
- Depósito em conta
- Link de pagamento via cartão (sistema seguro)
Como saber o valor do medicamento e do frete?
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Importante: As legislações da Europa e dos Estados Unidos não permitem a devolução de medicamentos ao laboratório, mesmo em caso de desistência.
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