INCRELEX® 10 MG/ML (MECASERMINA) SOLUÇÃO INJETÁVEL 4 ML, ESTEVE PHARMACEUTICALS
1 frasco multidose de 4 mLIncrelex® (mecasermina) 10 mg/mL é um medicamento biológico que contém fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1) humano recombinante. É indicado na União Europeia para o tratamento prolongado do déficit de crescimento em crianças e adolescentes de 2 a 18 anos com deficiência primária grave de IGF-1. Apresentado em frasco multidose de 4 mL, para administração subcutânea sob prescrição e acompanhamento médico especializado. Deve ser conservado entre 2 °C e 8 °C. Ver descrição completa
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O que é Increlex 10 mg/mL?
Increlex 10 mg/mL é um medicamento biológico injetável que contém fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1) humano produzido por tecnologia de DNA recombinante. Ele é apresentado como solução injetável para uso subcutâneo, em frasco multidose de vidro com 4 mL de solução, o que corresponde a 40 mg da substância ativa por frasco.
Na União Europeia, o titular da autorização de comercialização é a Esteve Pharmaceuticals, S.A., com sede em Barcelona, na Espanha. A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) registra o produto como autorizado desde agosto de 2007, em regime de circunstâncias excepcionais, modalidade usada quando a doença é rara e não é possível obter todos os dados que normalmente seriam exigidos. O medicamento também está sob monitoramento adicional, o que significa que as autoridades acompanham com atenção especial as notificações de segurança.
A solução é descrita na bula como incolor a levemente amarelada, transparente a levemente opalescente. Cada embalagem contém um frasco.
A hipoglicemia foi relatada em 28% dos pacientes nos estudos clínicos. A bula orienta aplicar Increlex pouco antes ou pouco depois de uma refeição ou lanche e não aplicar a dose quando a refeição for omitida.
Princípio ativo e composição
O princípio ativo do Increlex é a mecasermina, uma forma recombinante do IGF-1 humano obtida em células de Escherichia coli. A sequência de aminoácidos da mecasermina é idêntica à do IGF-1 produzido pelo próprio organismo: a molécula tem 70 aminoácidos e peso molecular de aproximadamente 7.649 daltons.
Cada mL da solução contém 10 mg de mecasermina. Segundo o resumo das características do medicamento, os excipientes são:
- álcool benzílico (9 mg por mL), que atua como conservante da formulação multidose;
- cloreto de sódio;
- polissorbato 20;
- ácido acético glacial;
- acetato de sódio;
- água para injetáveis.
A quantidade de sódio é inferior a 1 mmol (23 mg) por frasco, por isso a bula considera o produto essencialmente isento de sódio.
Como a mecasermina age no organismo
O IGF-1 é o principal mediador hormonal do crescimento em altura. Em condições normais, o hormônio do crescimento (GH) liberado pela hipófise estimula o fígado e outros tecidos a produzirem IGF-1, e é esse fator que atua nas placas de crescimento dos ossos. Em algumas crianças, o organismo produz GH em quantidade suficiente, mas não consegue gerar IGF-1 por causa de defeitos no receptor do GH, na sinalização após o receptor ou no próprio gene do IGF-1. Esse quadro é chamado de deficiência primária de IGF-1.
A mecasermina repõe o IGF-1 diretamente. Ela se liga ao receptor de IGF-1 tipo 1 e estimula o crescimento nas placas epifisárias. A substância também tem efeito semelhante ao da insulina: reduz a produção de glicose pelo fígado e pode diminuir a glicemia, o que explica por que a hipoglicemia é uma das reações adversas mais relatadas.
No sangue, cerca de 80% do IGF-1 circula ligado à proteína IGFBP-3 e a uma subunidade ácido-lábil. Em pacientes com deficiência primária grave de IGF-1, os níveis de IGFBP-3 costumam ser baixos, e a eliminação do IGF-1 tende a ser mais rápida. A meia-vida terminal do IGF-1 total observada em crianças após a aplicação subcutânea foi de cerca de 5,8 horas. O metabolismo ocorre principalmente no fígado e nos rins.
Para que serve Increlex?
De acordo com a bula europeia, Increlex é indicado para o tratamento prolongado do déficit de crescimento em crianças e adolescentes de 2 a 18 anos com diagnóstico confirmado de deficiência primária grave de IGF-1 (IGFD primária). Essa condição inclui a síndrome de Laron, causada por alterações no receptor do hormônio do crescimento.
A bula define a deficiência primária grave de IGF-1 pelos seguintes critérios:
- escore de desvio-padrão da altura igual ou inferior a -3,0;
- níveis basais de IGF-1 abaixo do percentil 2,5 para idade e sexo;
- secreção suficiente de hormônio do crescimento;
- exclusão de causas secundárias de deficiência de IGF-1, como desnutrição, hipopituitarismo, hipotireoidismo ou uso crônico de doses farmacológicas de corticosteroides anti-inflamatórios.
Em alguns casos, o médico pode solicitar um teste de geração de IGF-1 para auxiliar no diagnóstico. A bula também ressalta que a mecasermina não substitui o tratamento com hormônio do crescimento e que não deve ser usada para promover crescimento quando as epífises já estão fechadas.
Nos estudos clínicos descritos pela EMA, 92 pacientes pediátricos com deficiência primária grave de IGF-1 foram acompanhados. A velocidade média de crescimento passou de 2,6 cm por ano antes do tratamento para 8,0 cm por ano no primeiro ano, com valores menores nos anos seguintes. A resposta variou entre os participantes e dependeu da dose.
Como Increlex é utilizado?
Increlex é aplicado por injeção subcutânea, sob a pele. A bula informa que ele não deve ser administrado por via intravenosa. O tratamento deve ser conduzido por médicos com experiência no diagnóstico e no acompanhamento de distúrbios do crescimento.
A dose é calculada pelo médico de acordo com o peso corporal e é ajustada individualmente ao longo do tratamento. A bula descreve aplicações duas vezes ao dia e estabelece uma dose máxima que não deve ser ultrapassada, porque doses acima desse limite podem aumentar o risco de neoplasias. As informações abaixo são gerais e não substituem a prescrição:
- a aplicação deve ser feita pouco antes ou pouco depois de uma refeição ou lanche, por causa do efeito sobre a glicose;
- se a criança não puder se alimentar por qualquer motivo, a bula orienta que a dose seja suspensa naquele momento;
- no início do tratamento, recomenda-se monitorar a glicemia antes das refeições até que se chegue a uma dose bem tolerada;
- os locais de aplicação devem ser alternados a cada injeção, para reduzir o risco de lipo-hipertrofia (acúmulo de gordura sob a pele);
- a solução deve estar límpida ao ser retirada da geladeira e não deve ser usada se estiver turva ou com partículas;
- devem ser usadas seringas e agulhas estéreis e descartáveis, de tamanho adequado para medir a dose com precisão.
A eficácia é avaliada principalmente pela velocidade de crescimento. Se não houver resposta após um ano de tratamento, a bula recomenda reavaliar a indicação. A dose, a frequência e a duração do uso dependem da avaliação médica e não devem ser alteradas sem orientação profissional.
Contraindicações
A bula europeia lista as seguintes contraindicações para Increlex:
- hipersensibilidade à mecasermina ou a qualquer um dos excipientes;
- crianças e adolescentes com neoplasia ativa ou suspeita, ou com qualquer condição ou histórico que aumente o risco de neoplasia benigna ou maligna;
- bebês prematuros e recém-nascidos, porque a formulação contém álcool benzílico.
Antes do início, informe ao médico qualquer alergia, doença preexistente ou histórico de tumor.
Advertências e precauções
Risco de neoplasias
Como o IGF-1 participa do crescimento de tecidos, existe aumento do risco de neoplasias benignas e malignas em crianças e adolescentes tratados com mecasermina. Após a comercialização, foram relatados casos de tumores, incluindo malignidades raras. O risco parece ser maior em usos não aprovados ou com doses acima das recomendadas. Se surgir uma neoplasia, o tratamento deve ser interrompido e o paciente deve receber atendimento especializado.
Hipoglicemia
A mecasermina pode reduzir a glicose no sangue. Crianças pequenas, pacientes com episódios anteriores de hipoglicemia e aqueles com alimentação irregular precisam de atenção especial. A bula recomenda evitar atividades de risco nas 2 a 3 horas após a aplicação, principalmente no início do tratamento. Pacientes com histórico de hipoglicemia grave devem ter glucagon disponível, e os pais ou responsáveis precisam ser orientados a reconhecer e tratar os sintomas. Em pessoas que usam insulina ou outros medicamentos que reduzem a glicose, pode ser necessário ajustar essas doses.
Avaliação cardíaca
A bula recomenda realizar ecocardiograma antes do início do tratamento e ao final dele. Pacientes com alterações no exame ou com sintomas cardiovasculares devem fazer acompanhamento ecocardiográfico regular.
Hipertrofia de tecido linfoide
Foi relatado aumento de amígdalas e de outros tecidos linfoides, às vezes associado a ronco, apneia do sono e acúmulo crônico de líquido no ouvido médio. Exames periódicos são recomendados para identificar essas alterações.
Hipertensão intracraniana
Houve casos de hipertensão intracraniana, com papiledema, alterações visuais, dor de cabeça, náuseas ou vômitos. Os casos descritos melhoraram após a interrupção do tratamento. A bula orienta exame de fundo de olho no início, periodicamente e sempre que surgirem sintomas.
Alterações ósseas
O crescimento acelerado pode estar associado a epifisiólise da cabeça do fêmur, com risco de necrose avascular, e à progressão de escoliose. Qualquer queixa de mancar ou de dor no quadril ou no joelho deve ser avaliada pelo médico.
Reações alérgicas e anticorpos
Após a comercialização, foram relatadas reações de hipersensibilidade locais e sistêmicas, incluindo urticária, coceira, vermelhidão e casos de anafilaxia que exigiram internação. Diante de uma reação alérgica sistêmica, o tratamento deve ser interrompido. O organismo também pode produzir anticorpos contra a mecasermina. Se houver reações alérgicas, níveis de IGF-1 inesperadamente altos após a aplicação ou ausência de resposta de crescimento sem causa identificada, o médico pode solicitar a pesquisa desses anticorpos.
Álcool benzílico
Cada mL contém 9 mg de álcool benzílico. Essa substância pode causar reações tóxicas e anafilactoides em bebês e crianças de até 3 anos, por isso o uso nessa faixa etária exige avaliação cuidadosa.
Rastreabilidade
Por ser um medicamento biológico, a bula recomenda registrar o nome comercial e o número do lote de cada produto utilizado.
Possíveis reações adversas
Os dados de segurança vêm de 413 pacientes acompanhados em estudos clínicos, dos quais 92 tinham deficiência primária grave de IGF-1. As reações mais frequentes foram dor de cabeça (44%), hipoglicemia (28%), vômitos (26%), hipertrofia no local da injeção (17%) e otite média (17%).
Reações muito comuns (podem afetar mais de 1 em cada 10 pacientes)
- hipoglicemia;
- dor de cabeça;
- vômitos e dor na parte superior do abdome;
- otite média;
- dor nas articulações e nos membros;
- hipertrofia e hematomas no local da injeção.
Reações comuns (podem afetar até 1 em cada 10 pacientes)
- convulsões, incluindo convulsão hipoglicêmica, tontura e tremor;
- hiperglicemia;
- papiledema;
- diminuição da audição, dor de ouvido e líquido no ouvido médio;
- sopro cardíaco e taquicardia;
- apneia do sono, ronco e aumento de adenoides, amígdalas ou timo;
- escoliose e dor muscular;
- espessamento da pele, alteração da textura do cabelo e nevos melanocíticos;
- ginecomastia;
- dor, vermelhidão, endurecimento, sangramento ou irritação no local da aplicação.
Reações incomuns (podem afetar até 1 em cada 100 pacientes)
- depressão e nervosismo;
- hipertensão intracraniana benigna;
- aumento do coração, hipertrofia ventricular e insuficiência das válvulas mitral e tricúspide;
- erupção ou inchaço no local da injeção e lipo-hipertrofia;
- aumento de peso.
Após a comercialização, também foram relatadas, com frequência desconhecida, reações alérgicas sistêmicas (anafilaxia, urticária generalizada, angioedema e falta de ar), reações alérgicas no local da aplicação, neoplasias benignas e malignas e queda de cabelo.
Sinais que exigem atenção médica
Procure atendimento médico se surgirem sinais de hipoglicemia grave (confusão, sonolência intensa, convulsão ou perda de consciência), reação alérgica com inchaço no rosto ou dificuldade para respirar, dor de cabeça persistente com alterações visuais, náuseas ou vômitos, dor no quadril ou no joelho, mancar, ronco intenso ou pausas na respiração durante o sono, e qualquer nódulo ou alteração de pele que chame atenção.
Interações com medicamentos, alimentos e suplementos
A bula informa que não foram realizados estudos formais de interação. O principal ponto descrito é que pacientes que usam insulina ou outros medicamentos para reduzir a glicose podem precisar de ajuste dessas doses. Increlex também não deve ser misturado a outros medicamentos na mesma seringa, porque não há estudos de compatibilidade.
Em relação à alimentação, a orientação é aplicar o medicamento pouco antes ou pouco depois de uma refeição ou lanche, e não aplicar quando a criança não puder comer. Informe ao médico ou farmacêutico todos os medicamentos, vitaminas, suplementos e produtos naturais utilizados.
Uso em grupos específicos
Crianças e adolescentes
A indicação aprovada na Europa abrange crianças e adolescentes de 2 a 18 anos. O uso abaixo de 2 anos não é recomendado por falta de dados de segurança e eficácia. Em recém-nascidos e prematuros, o medicamento é contraindicado por causa do álcool benzílico.
Gestantes
A bula orienta que mulheres em idade fértil façam teste de gravidez antes do início e usem método contraceptivo adequado durante o tratamento. O medicamento não deve ser usado na gravidez, pois os dados disponíveis são limitados.
Amamentação
A amamentação não é recomendada durante o uso, porque não há informações suficientes sobre a passagem da mecasermina para o leite materno.
Fertilidade
Estudos em ratos não mostraram efeito sobre a fertilidade. Não há dados equivalentes em humanos descritos na bula.
Idosos e pessoas com alterações renais ou hepáticas
A farmacocinética não foi estudada em pessoas com mais de 65 anos, nem em pacientes com insuficiência renal ou hepática. Nesses casos, os dados são limitados e a dose é individualizada pelo médico.
Direção de veículos e atividades de risco
Em caso de hipoglicemia, Increlex pode afetar de forma importante a capacidade de dirigir, andar de bicicleta ou operar máquinas. Como a hipoglicemia é muito comum, a bula recomenda evitar atividades de risco nas horas seguintes à aplicação.
Armazenamento e conservação
Segundo o resumo das características do medicamento:
- o frasco deve ser conservado em geladeira, entre 2 °C e 8 °C;
- não deve ser congelado;
- deve permanecer na embalagem externa para proteger da luz;
- depois da primeira abertura, o frasco pode ser usado por até 30 dias, mantido entre 2 °C e 8 °C;
- o prazo de validade do produto fechado é de 5 anos a partir da fabricação, conforme indicado na embalagem.
Na embalagem, confira o nome do medicamento, a concentração (10 mg/mL), o volume do frasco, o número do lote e a data de validade. Mantenha o medicamento fora do alcance das crianças e descarte frascos vencidos ou sem uso conforme a orientação do farmacêutico.
Perguntas frequentes sobre Increlex 10 mg/mL
O que é mecasermina?
Mecasermina é o nome da substância ativa do Increlex. Trata-se de IGF-1 humano recombinante, com a mesma sequência do IGF-1 produzido pelo corpo.
Qual é a diferença entre Increlex e mecasermina?
Increlex é o nome comercial do medicamento. Mecasermina é o princípio ativo, a substância responsável pela ação farmacológica.
Increlex é o mesmo que hormônio do crescimento?
Não. O hormônio do crescimento (somatropina) age estimulando a produção de IGF-1. A mecasermina já é o próprio IGF-1. Por isso, ela é usada em crianças que produzem GH, mas não conseguem gerar IGF-1. A bula informa que a mecasermina não substitui o tratamento com hormônio do crescimento.
Para quais crianças Increlex é indicado?
Para crianças e adolescentes de 2 a 18 anos com deficiência primária grave de IGF-1 confirmada, segundo os critérios de altura, nível de IGF-1, secreção de GH e exclusão de causas secundárias descritos na bula europeia.
O Increlex precisa de receita?
Sim. Trata-se de um medicamento de uso sob prescrição médica, e a bula recomenda que o tratamento seja iniciado e acompanhado por médicos com experiência em distúrbios do crescimento. O diagnóstico depende de exames específicos.
Qual é o preço do produto INCRELEX® 10 MG/ML (MECASERMINA) SOLUÇÃO INJETÁVEL 4 ML, ESTEVE PHARMACEUTICALS?
O preço pode variar conforme o país, a apresentação, a concentração, o tamanho da embalagem, o estabelecimento e as condições comerciais. Para consultar o valor vigente, verifique farmácias, distribuidores ou canais oficiais autorizados.
Como o Increlex é aplicado?
Por injeção subcutânea, duas vezes ao dia, pouco antes ou pouco depois de uma refeição ou lanche. Os locais de aplicação devem ser alternados. A dose é definida e ajustada pelo médico de acordo com o peso e a tolerância.
O que fazer se esquecer uma dose de Increlex?
A bula informa que a dose nunca deve ser aumentada para compensar uma ou mais doses esquecidas. Em caso de esquecimento, siga a orientação do médico responsável sobre como continuar o tratamento.
O que acontece se a criança não comer depois da aplicação?
Como a mecasermina pode baixar a glicose, a aplicação deve estar associada a uma refeição ou lanche. Se a criança não puder comer, a bula orienta que a dose seja suspensa naquele momento. Se surgirem sinais de hipoglicemia, é preciso oferecer alimento ou bebida com açúcar e seguir as instruções recebidas da equipe médica.
A hipoglicemia é frequente com Increlex?
Sim. Nos estudos clínicos, a hipoglicemia foi relatada em 28% dos pacientes, e a convulsão hipoglicêmica aparece entre as reações comuns. A bula orienta que pais e responsáveis sejam treinados para reconhecer esses sinais e que pacientes com histórico de hipoglicemia grave tenham glucagon disponível.
O que fazer em caso de uso de dose maior que a recomendada?
A superdosagem aguda pode causar hipoglicemia. A bula descreve o uso de glicose oral ou alimento e, se a pessoa estiver inconsciente, glicose intravenosa ou glucagon por via parenteral, sempre em atendimento médico. O uso prolongado de doses excessivas pode causar sinais de acromegalia ou gigantismo e aumentar o risco de neoplasias. Procure atendimento imediatamente.
Increlex pode causar câncer?
A bula descreve aumento do risco de neoplasias benignas e malignas em crianças e adolescentes tratados com mecasermina, com casos relatados após a comercialização. Por isso, o medicamento é contraindicado quando há neoplasia ativa ou suspeita, e a dose máxima indicada na bula não deve ser ultrapassada.
O Increlex pode ser usado na gravidez ou na amamentação?
A bula orienta não usar durante a gravidez e não recomenda o uso durante a amamentação, por falta de dados suficientes.
Como armazenar o Increlex depois de aberto?
Depois de aberto, o frasco deve continuar na geladeira, entre 2 °C e 8 °C, protegido da luz, e pode ser usado por até 30 dias. Não congele.
Existem outras concentrações de Increlex?
A bula europeia descreve uma única concentração, de 10 mg/mL, em frasco com 4 mL de solução (40 mg). A disponibilidade de apresentações pode variar conforme o país.
Quando procurar o médico durante o tratamento?
Sempre que houver sinais de hipoglicemia, reação alérgica, dor de cabeça forte ou persistente, alterações na visão, dor no quadril ou no joelho, ronco ou apneia, problemas de audição ou qualquer sintoma novo. A bula também prevê consultas e exames periódicos durante o tratamento.
Considerações finais
Increlex 10 mg/mL contém mecasermina, uma forma recombinante do IGF-1 humano, e é indicado na Europa para o tratamento prolongado do déficit de crescimento em crianças e adolescentes de 2 a 18 anos com deficiência primária grave de IGF-1 confirmada. É aplicado por via subcutânea, duas vezes ao dia, junto às refeições, com dose ajustada pelo médico.
Os cuidados descritos na bula incluem a prevenção da hipoglicemia, a vigilância de neoplasias, a avaliação cardíaca, o exame de fundo de olho, o acompanhamento de amígdalas e adenoides e a atenção a dores no quadril ou no joelho. O produto deve ser mantido em geladeira e usado em até 30 dias após a abertura.
Estas informações são gerais e não substituem a bula. Dúvidas sobre indicação, dose, contraindicações, interações ou reações adversas devem ser esclarecidas com o médico, o farmacêutico ou outro profissional de saúde habilitado.
Fontes consultadas
- European Medicines Agency (EMA) — Increlex: EPAR
- Electronic Medicines Compendium (eMC) — Increlex 10 mg/ml solution for injection: Summary of Product Characteristics
As informações apresentadas possuem caráter exclusivamente educativo e informativo. Este conteúdo não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação de profissionais de saúde. Consulte sempre um médico ou outro profissional habilitado para obter orientações individualizadas.
Conteúdo revisado pela equipe farmacêutica da Relifarm Medicamentos Informações verificadas por farmacêutico habilitado, conforme a legislação sanitária vigente. Última revisão em .
- ANVISA — Agência Nacional de Vigilância Sanitária
- Bula do fabricante — ESTEVE PHARMACEUTICALS, S.A.
- RDC nº 96/2008 (ANVISA) — normas de divulgação e comercialização de medicamentos
Como funciona a importação de INCRELEX® 10 MG/ML (MECASERMINA) SOLUÇÃO INJETÁVEL 4 ML, ESTEVE PHARMACEUTICALS
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