OSPOLOT 50MG (SULTHIAME) 200 COMPRIMIDOS
Ospolot 50 mg – Caixa com 200 comprimidos Princípio ativo CategoriasOspolot (Sultiame) 50 mg — Comprimidos | 200 comprimidos | Desitin Arzneimittel Principio ativo: Sultiame (Sulthiame) | Laboratorio: Desitin Arzneimittel GmbH (Alemanha) | Apresentacao: Comprimidos de 50 mg — frasco com 200 comprimidos | Via de administracao: Oral | Conservacao: 15°C a 30°C, ao abrigo da luz e umidade …
Solicitar CotaçãoOspolot (sultiame): o que é este medicamento?
O Ospolot é o nome comercial do sultiame, um medicamento antiepiléptico pertencente à classe das benzenossulfonamidas, com ação como inibidor da enzima anidrase carbônica. O fármaco é fabricado pelo laboratório alemão Desitin Arzneimittel GmbH e utilizado clinicamente há mais de seis décadas, principalmente na Europa e em Israel. Esta apresentação contém 50 mg de princípio ativo por comprimido, em caixa com 200 comprimidos, para uso por via oral.
O sultiame é reconhecido na literatura médica internacional principalmente pelo seu papel no tratamento da epilepsia focal autolimitada com pontas centrotemporais, também chamada de epilepsia rolândica, síndrome epiléptica benigna da infância. Este medicamento não possui registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) para comercialização no Brasil, podendo ser importado individualmente mediante prescrição médica e demais exigências regulatórias aplicáveis.
Para que serve?
De acordo com a literatura científica internacional, o sultiame é utilizado principalmente no tratamento de:
- Epilepsia focal autolimitada com pontas centrotemporais (epilepsia rolândica), indicação mais estudada e documentada para este fármaco
- Epilepsias focais, como terapia isolada ou associada a outros medicamentos antiepilépticos, em alguns protocolos clínicos
- Síndrome de West (espasmos infantis), em caráter adjuvante à terapia com piridoxina, em casos selecionados
A decisão pelo uso deste medicamento e a definição da síndrome epiléptica tratada devem ser sempre realizadas por médico neurologista ou neuropediatra, com base na avaliação clínica individual.
Como funciona?
O sultiame atua principalmente pela inibição da enzima anidrase carbônica, especialmente das isoformas presentes no sistema nervoso central. Essa inibição reduz a disponibilidade de bicarbonato no interior dos neurônios, gerando um leve estado de acidose intracelular que diminui a excitabilidade das células nervosas e contribui para elevar o limiar de disparo de crises epilépticas.
A inibição da anidrase carbônica também ocorre em outros tecidos do corpo, o que pode gerar hiperventilação compensatória e outros efeitos sistêmicos relacionados à classe farmacológica. Estudos in vitro sugerem ainda uma possível ação adicional sobre correntes de sódio persistentes em neurônios, mecanismo que pode contribuir para o efeito antiepiléptico observado nesta síndrome específica.
Quais são os benefícios observados em estudos científicos?
Um ensaio clínico randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, conduzido com crianças com epilepsia rolândica, observou maior proporção de pacientes livres de crises no grupo tratado com sultiame em comparação ao grupo placebo, além de boa tolerabilidade ao longo do estudo. Um estudo relacionado, com a mesma população, também descreveu normalização ou melhora do padrão eletroencefalográfico em parte relevante dos pacientes tratados com sultiame.
Revisões sistemáticas da Cochrane sobre o uso do sultiame em monoterapia e como terapia adjuvante concluíram que o número de estudos controlados disponíveis ainda é pequeno e que as limitações metodológicas identificadas impedem conclusões definitivas sobre a eficácia e a segurança do medicamento nessas condições. Por isso, os achados científicos existentes devem ser interpretados com cautela, e não há garantia de resultado terapêutico individual, pois a resposta ao tratamento varia conforme a síndrome epiléptica, o esquema terapêutico e as características de cada paciente.
Perguntas frequentes
Para que serve o Ospolot?
Serve principalmente para o tratamento da epilepsia focal autolimitada com pontas centrotemporais (epilepsia rolândica) em crianças, podendo também ser considerado em outras epilepsias focais e, em casos selecionados, como terapia adjuvante na síndrome de West, sempre conforme avaliação neurológica individualizada.
Como funciona o tratamento com sultiame?
O tratamento atua pela inibição da enzima anidrase carbônica nos neurônios, reduzindo a excitabilidade das células nervosas e contribuindo para diminuir a frequência das crises epilépticas na síndrome tratada.
Quem pode utilizar este medicamento?
Apenas pacientes com indicação clínica estabelecida por médico neurologista ou neuropediatra, geralmente crianças com síndromes epilépticas específicas, conforme avaliação individualizada.
Existem contraindicações?
Sim. De forma geral, o uso não é indicado em casos de hipersensibilidade conhecida ao sultiame ou a outras sulfonamidas, devendo ser utilizado com cautela em pacientes com disfunção renal ou histórico de cálculos renais. A avaliação de contraindicações deve ser sempre individualizada pelo médico responsável.
Como é administrado?
Esta apresentação é destinada ao uso por via oral, geralmente administrada junto ou após as refeições, em doses fracionadas ao longo do dia, conforme prescrição médica individualizada.
É necessário acompanhamento médico?
Sim. O acompanhamento médico contínuo é indispensável durante todo o tratamento, incluindo avaliação clínica periódica e, quando indicado pelo médico, exames laboratoriais para monitorar a função renal.
É aprovado por órgãos regulatórios?
O sultiame é comercializado e utilizado há décadas sob regulamentação sanitária de países europeus e de Israel, constando na literatura científica indexada em bases como PubMed. Este medicamento não possui registro vigente na ANVISA para comercialização no Brasil, sendo sua importação individual regida pela regulamentação sanitária brasileira aplicável a medicamentos sem registro.
Possui alternativas terapêuticas?
Existem outros medicamentos antiepilépticos que podem ser considerados pelo médico responsável, dependendo da síndrome epiléptica tratada e da resposta individual do paciente.
Como deve ser armazenado?
O armazenamento deve seguir rigorosamente as orientações da bula do fabricante, geralmente em temperatura ambiente controlada, entre 15°C e 30°C, ao abrigo de luz e umidade, mantendo a embalagem original.
Qual o preço do medicamento Ospolot?
O valor deste medicamento pode variar conforme diversos fatores, entre eles dosagem, quantidade adquirida, fabricante, país de origem, disponibilidade no mercado, tributação aplicável, modalidade de aquisição, custos logísticos envolvidos e regulamentação sanitária vigente. Por isso, não é possível informar um preço fixo ou uma estimativa de valor neste conteúdo.
É possível comprar Ospolot no Brasil?
A disponibilidade deste medicamento no Brasil depende de fatores regulatórios, como a ausência de registro sanitário vigente na ANVISA, a exigência de prescrição médica, a modalidade de importação individual aplicável e a disponibilidade junto a fornecedores autorizados. A aquisição e o uso deste medicamento nunca devem ocorrer sem orientação e acompanhamento médico adequado.
Informações importantes de segurança
Este medicamento deve ser utilizado exclusivamente sob orientação e supervisão médica. Seu uso está associado a possíveis riscos, incluindo redução do apetite e perda de peso, sensação de formigamento nas extremidades, hiperventilação, sonolência, dor de cabeça, distúrbios gastrointestinais e maior risco de formação de cálculos renais. O tratamento não deve ser interrompido de forma abrupta sem orientação médica, pois isso pode estar associado a aumento na frequência de crises.
Pacientes devem informar ao médico responsável todas as condições de saúde preexistentes, especialmente doenças renais, bem como outros medicamentos em uso, antes de iniciar a terapia, já que o sultiame pode interagir com outros fármacos antiepilépticos. O acompanhamento clínico regular é fundamental para identificar precocemente eventuais efeitos adversos e ajustar o tratamento conforme necessário.
Fontes consultadas
- PubMed (NCBI/NIH) - Rating D, Wolf C, Bast T. Sulthiame as monotherapy in children with benign childhood epilepsy with centrotemporal spikes (2000)
- PubMed (NCBI/NIH) - Bast T et al. The influence of sulthiame on EEG in children with BECTS (2003)
- PubMed (NCBI/NIH) - Cochrane Database of Systematic Reviews, Sulthiame monotherapy for epilepsy (2021)
- PubMed (NCBI/NIH) - Cochrane Database of Systematic Reviews, Sulthiame add-on therapy for epilepsy (2019)
As informações apresentadas possuem caráter exclusivamente educativo e informativo. Este conteúdo não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação de profissionais de saúde. Consulte sempre um médico ou outro profissional habilitado para obter orientações individualizadas.
Conteúdo revisado pela equipe farmacêutica da Relifarm Medicamentos Informações verificadas por farmacêutico habilitado, conforme a legislação sanitária vigente. Última revisão em .
- ANVISA — Agência Nacional de Vigilância Sanitária
- Bula do fabricante — DESITIN ARZNEIMITTEL
- RDC nº 96/2008 (ANVISA) — normas de divulgação e comercialização de medicamentos
Dúvidas Frequentes
Quais são os documentos necessários para a importação?
- Prescrição (receita) e Laudo Médico, redigidos em português, contendo:
- Nome completo e endereço do paciente
- Nome comercial e/ou princípio ativo do medicamento
- Quantidade prescrita
- Posologia
- Data de emissão (validade de até 180 dias)
- Assinatura, carimbo com nome legível e número do CRM do médico responsável
- Cópia simples do documento de identidade (ou certidão de nascimento, no caso de menores de idade).
- Cópia simples do CPF do paciente.
- Comprovante de residência (em nome do paciente ou com vínculo comprovado).
- Caso o paciente não seja o responsável, também é necessário enviar cópias simples do RG e CPF do responsável legal.
- Os documentos podem ser enviados por e-mail.
Qual é o prazo de entrega do medicamento?
Durante esse período, o pedido passa por fiscalizações e liberações sanitárias no país de origem e no Brasil, garantindo que o medicamento chegue ao paciente com a devida conformidade e qualidade.
O medicamento pode ser tributado?
Valores acima desse limite estão sujeitos à tributação, que será previamente calculada e informada.
Quais são as formas de pagamento?
- PIX
- Depósito em conta
- Link de pagamento via cartão (sistema seguro)
Como saber o valor do medicamento e do frete?
Quero acompanhar meu pedido. Como faço?
Posso cancelar um pedido?
Importante: As legislações da Europa e dos Estados Unidos não permitem a devolução de medicamentos ao laboratório, mesmo em caso de desistência.
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