PEMBROLIZUMABE
O pembrolizumabe é um agente imunoterapêutico pertencente à classe dos inibidores de checkpoint imunológico, desenvolvido pela empresa farmacêutica Merck Sharp & Dohme (MSD) e comercializado sob o nome de marca Keytruda®. Trata-se de um anticorpo monoclonal humanizado que atua de forma seletiva sobre o receptor de morte celular programada 1 (PD-1, do inglês Programmed Cell Death Protein-1), modulando a resposta imune do organismo contra células tumorais. 1
Desde sua primeira aprovação regulatória em 2014, o pembrolizumabe tornou-se um dos agentes biológicos mais amplamente estudados e aprovados na oncologia moderna, com um número crescente de indicações clínicas reconhecidas por agências regulatórias internacionais, como a FDA (Food and Drug Administration) dos Estados Unidos, a EMA (European Medicines Agency) da União Europeia e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no Brasil. 2 3
A relevância científica deste composto reside em seu mecanismo de ação inovador: ao invés de atuar diretamente sobre células tumorais, o pembrolizumabe interfere em um mecanismo de evasão imunológica explorado por diversas neoplasias, restaurando a capacidade do sistema imunológico de reconhecer e combater células malignas. 4
2. Classe Farmacológica
O pembrolizumabe é classificado como um anticorpo monoclonal humanizado da subclasse IgG4-κ (imunoglobulina G4, cadeia leve kappa), pertencente à classe farmacológica dos inibidores de checkpoint imunológico (ICI, do inglês Immune Checkpoint Inhibitors). Mais especificamente, é categorizado como um inibidor de PD-1 (anti-PD-1). 5
Na classificação terapêutica, o pembrolizumabe é enquadrado como um agente antineoplásico imunológico, com código ATC (Anatomical Therapeutic Chemical) L01FF02. Seu desenvolvimento foi baseado em tecnologia de anticorpos monoclonais humanizados, o que confere ao composto alta especificidade de ligação ao alvo molecular e reduzida imunogenicidade em comparação com anticorpos quiméricos ou murinos. 6
A tabela a seguir resume as principais características de classificação farmacológica do pembrolizumabe:
ParâmetroDescriçãoDenominação Comum Internacional (DCI)PembrolizumabeNome comercialKeytruda®Classe farmacológicaInibidor de checkpoint imunológico (anti-PD-1)Tipo molecularAnticorpo monoclonal humanizadoIsótipoIgG4-κ (com mutação S228P)Código ATCL01FF02FabricanteMerck Sharp & Dohme (MSD)Via de administraçãoIntravenosa
3. Mecanismo de Ação
3.1 O Receptor PD-1 e a Via de Checkpoint Imunológico
O receptor PD-1 (também denominado CD279) é uma proteína transmembrana expressa predominantemente em linfócitos T ativados, bem como em células B, células NK (natural killer), monócitos, macrófagos e células dendríticas. Fisiologicamente, o PD-1 atua como um regulador negativo da resposta imune, limitando a atividade das células T nos tecidos periféricos para prevenir reações autoimunes e danos teciduais excessivos. 7
A ativação do PD-1 ocorre mediante sua ligação aos ligantes PD-L1 (CD274) e PD-L2 (CD273), expressos em células apresentadoras de antígenos e em diversos tecidos normais. Quando o PD-1 se liga a esses ligantes, desencadeia-se uma cascata de sinalização intracelular que culmina na supressão da atividade efetora dos linfócitos T. Esse processo envolve dois motivos regulatórios de fosforilação: o ITIM (Immunoreceptor Tyrosine-based Inhibitory Motif) e o ITSM (Immunoreceptor Tyrosine-based Switch Motif), que, ao serem fosforilados, recrutam as fosfatases SHP-1 e SHP-2, inibindo a via PI3K/AKT e, consequentemente, a proliferação e sobrevivência das células T. 8
3.2 Exploração Tumoral da Via PD-1
Diversas neoplasias malignas desenvolveram a capacidade de explorar essa via imunossupressora como mecanismo de evasão imunológica. Células tumorais frequentemente superexpressam PD-L1 e/ou PD-L2, induzindo um estado de anergia nas células T infiltrantes do tumor (TILs, Tumor-Infiltrating Lymphocytes). Essa supressão da resposta imune antitumoral contribui para a progressão tumoral e o estabelecimento de um microambiente imunossupressor. 9
3.3 Ação Farmacológica do Pembrolizumabe
O pembrolizumabe atua como um bloqueador seletivo do receptor PD-1, ligando-se a este receptor com alta afinidade (Kd ≈ 29 pM) e impedindo sua interação com os ligantes PD-L1 e PD-L2. Ao bloquear essa interação, o pembrolizumabe restaura a ativação das células T, potencializando a resposta imune antitumoral endógena. 10
Conforme descrito pela Anvisa, o pembrolizumabe "bloqueia a interação entre PD-1 e seus ligantes PD-L1/PD-L2, restaurando a ativação das células T e potencializando a resposta imune antitumoral." 3 A EMA, por sua vez, descreve que o pembrolizumabe "potencia a resposta dos linfócitos-T, incluindo a resposta antitumoral, através do bloqueio da ligação do PD-1 ao PD-L1 e PD-L2." 11
3.4 Estrutura Molecular
Do ponto de vista estrutural, o pembrolizumabe é um anticorpo IgG4 de comprimento completo (full-length), com peso molecular de aproximadamente 146,3 kDa. Sua estrutura cristalina foi resolvida a 2,3 Å de resolução, revelando uma molécula compacta, consistente com a presença de uma região de dobradiça (hinge region) curta. O domínio Fc é glicosilado no domínio CH2 em ambas as cadeias pesadas. 12
Uma característica estrutural relevante é a mutação S228P (substituição de serina por prolina na posição 228), presente na região de dobradiça da cadeia pesada. Essa mutação estabiliza a molécula e previne o fenômeno de troca de braços Fab (Fab-arm exchange), característico de anticorpos IgG4 selvagens, conferindo maior estabilidade e homogeneidade ao produto terapêutico. 12
4. Uso Clínico
O pembrolizumabe possui um amplo espectro de indicações clínicas aprovadas por agências regulatórias internacionais. É importante ressaltar que as indicações descritas a seguir referem-se àquelas reconhecidas por órgãos regulatórios com base em evidências de ensaios clínicos, sem que isso implique qualquer promessa de eficácia individual para pacientes específicos.
4.1 Indicações Aprovadas
A tabela a seguir apresenta as principais indicações terapêuticas aprovadas para o pembrolizumabe, conforme documentação da FDA e da Anvisa:
IndicaçãoContexto ClínicoReferência RegulatóriaMelanomaNão ressecável ou metastático; adjuvante pós-ressecçãoFDA, AnvisaCâncer de pulmão de não pequenas células (CPCNP)Primeira linha, adjuvante, neoadjuvante/adjuvanteFDA, AnvisaCarcinoma urotelialLocalmente avançado ou metastáticoFDA, AnvisaLinfoma de Hodgkin clássicoRefratário ou recidivadoFDA, AnvisaCarcinoma de células escamosas de cabeça e pescoçoMetastático ou irressecável recorrenteFDA, AnvisaCarcinoma gástrico/junção gastroesofágicaCom expressão de PD-L1FDA, AnvisaCarcinoma de colo uterinoPersistente, recorrente ou metastáticoFDA, AnvisaCarcinoma hepatocelularTratamento de segunda linhaFDACarcinoma de células de MerkelRecorrente localmente avançado ou metastáticoFDACarcinoma de células renaisAdjuvante; combinação em primeira linhaFDA, AnvisaCarcinoma endometrialAvançado ou recorrenteFDA, AnvisaTumores com alta carga mutacional (TMB-H)≥10 mut/Mb, sólidos irressecáveis ou metastáticosFDACarcinoma de bexiga não músculo-invasivo (CBNMI)Alto risco, BCG-não responsivoFDACarcinoma de mama triplo-negativoLocalmente recorrente ou metastáticoFDA, AnvisaCarcinoma epitelial de ovário resistente à platinaCom expressão de PD-L1 (PPC ≥1)FDA (fev. 2026), Anvisa (fev. 2026)Carcinoma biliarLocalmente avançado ou metastáticoFDACarcinoma colorretal com dMMR/MSI-HMetastáticoFDA
4.2 Biomarcadores Preditivos
O uso do pembrolizumabe em diversas indicações está associado à avaliação de biomarcadores preditivos de resposta, como a expressão de PD-L1 (determinada por testes diagnósticos complementares aprovados), a presença de instabilidade de microssatélites de alta frequência (MSI-H), deficiência de reparo de incompatibilidade de DNA (dMMR) e a alta carga mutacional tumoral (TMB-H). A determinação desses biomarcadores é realizada por testes diagnósticos validados e aprovados pelas agências regulatórias. 2 13
5. Administração
5.1 Via e Forma de Administração
O pembrolizumabe é administrado exclusivamente por infusão intravenosa, com duração de aproximadamente 30 minutos. A solução concentrada (25 mg/mL) deve ser diluída antes da administração, conforme instruções da bula oficial. 14
Em setembro de 2025, a FDA aprovou uma formulação subcutânea do pembrolizumabe em associação com berahyaluronidase alfa-pmph (Keytruda Qlex®), ampliando as opções de via de administração para determinadas indicações. 15
5.2 Posologia
A posologia padrão do pembrolizumabe, conforme aprovada pela FDA e descrita nas bulas oficiais, é apresentada na tabela a seguir:
RegimeDoseFrequênciaDuração MáximaPadrão (IV)200 mgA cada 3 semanasAté 24 mesesAlternativo (IV)400 mgA cada 6 semanasAté 24 mesesFormulação SC (Keytruda Qlex®)395 mg/4.800 UIA cada 3 semanasAté 24 mesesFormulação SC alternativa790 mg/9.600 UIA cada 6 semanasAté 24 meses
O tratamento deve ser mantido até progressão da doença, toxicidade inaceitável ou conclusão do período máximo estabelecido para cada indicação. Ajustes de dose por redução não são recomendados; em casos de toxicidade, a conduta padrão é a interrupção temporária ou definitiva do tratamento. 14
5.3 Populações Especiais
Segundo as informações farmacológicas disponíveis nas bulas oficiais, não é necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal. Estudos formais de interação farmacocinética com outros fármacos não foram conduzidos, dado que o pembrolizumabe é eliminado da circulação por catabolismo proteico, sem envolvimento de enzimas do citocromo P450. 14
6. Possíveis Efeitos Adversos
6.1 Perfil Geral de Segurança
O perfil de segurança do pembrolizumabe é caracterizado predominantemente por reações adversas imunomediadas, decorrentes da potencialização da resposta imune. A maioria dessas reações, incluindo as graves, pode ser resolvida com a interrupção do tratamento e o início de corticoterapia sistêmica, conforme protocolo clínico estabelecido. 16
6.2 Reações Adversas Mais Frequentes
Os eventos adversos mais comuns observados nos ensaios clínicos com pembrolizumabe incluem fadiga, diarreia, erupções cutâneas, prurido, hipotireoidismo, náusea e, quando em combinação com quimioterapia, toxicidades hematológicas. 3 16
6.3 Reações Adversas Imunomediadas
As reações adversas imunomediadas representam a principal preocupação de segurança associada ao pembrolizumabe. A tabela a seguir apresenta as principais categorias dessas reações, conforme descrito nas bulas oficiais e documentos regulatórios:
Sistema/ÓrgãoReação ImunomediadaPulmonarPneumonite imunomediadaHepáticoHepatite imunomediadaGastrointestinalColite imunomediadaRenalNefrite imunomediadaEndócrinoHipofisite, hipotireoidismo, hipertireoidismo, diabetes mellitus tipo 1CutâneoDermatite grave (incluindo síndrome de Stevens-Johnson)CardiovascularMiocardite imunomediadaNeurológicoSíndrome de Guillain-Barré, miastenia gravis, encefaliteMusculoesqueléticoArtrite, miosite
6.4 Outras Advertências
As bulas oficiais e documentos regulatórios incluem advertências específicas para: reações relacionadas à infusão, complicações de transplante alogênico de células-tronco hematopoiéticas e toxicidade embrionária-fetal (contraindicando o uso durante a gestação). 2 11
O manejo das reações imunomediadas requer monitoramento clínico e laboratorial contínuo, com protocolos de suspensão do tratamento e corticoterapia escalonada conforme a gravidade da reação, seguindo as diretrizes clínicas estabelecidas. 17
7. Perguntas Frequentes
O que é o pembrolizumabe?
O pembrolizumabe é um anticorpo monoclonal humanizado da subclasse IgG4, desenvolvido para bloquear o receptor PD-1 (morte celular programada 1) presente em células do sistema imunológico. Ao bloquear esse receptor, o medicamento interfere em um mecanismo de evasão imunológica utilizado por células tumorais, permitindo que o sistema imunológico reconheça e atue contra essas células. É comercializado sob o nome de marca Keytruda® e produzido pela empresa MSD (Merck Sharp & Dohme). 1 4
Como o pembrolizumabe funciona?
O pembrolizumabe funciona bloqueando a interação entre o receptor PD-1, presente em linfócitos T, e seus ligantes PD-L1/PD-L2, frequentemente superexpressos por células tumorais. Essa interação, quando não bloqueada, suprime a atividade das células T e permite que o tumor evada a vigilância imunológica. Ao bloquear o PD-1, o pembrolizumabe restaura a capacidade das células T de reconhecer e combater as células tumorais, potencializando a resposta imune antitumoral endógena. 7 8 10
Para quais tipos de doenças o pembrolizumabe é utilizado?
O pembrolizumabe possui aprovação regulatória para diversas neoplasias malignas, incluindo melanoma, carcinoma de pulmão de não pequenas células, carcinoma urotelial, linfoma de Hodgkin clássico, carcinoma de cabeça e pescoço, carcinoma gástrico, carcinoma de colo uterino, carcinoma hepatocelular, carcinoma de células de Merkel, carcinoma de células renais, carcinoma endometrial, carcinoma de mama triplo-negativo, carcinoma de ovário resistente à platina, tumores com alta carga mutacional (TMB-H) e tumores com instabilidade de microssatélites (MSI-H/dMMR), entre outras indicações. As indicações específicas variam conforme a agência regulatória e o país. 2 3 13
Como o pembrolizumabe é administrado?
O pembrolizumabe é administrado por infusão intravenosa com duração de 30 minutos, geralmente na dose de 200 mg a cada 3 semanas ou 400 mg a cada 6 semanas, por até 24 meses, dependendo da indicação clínica. Existe também uma formulação subcutânea (Keytruda Qlex®), aprovada pela FDA em setembro de 2025, para determinadas indicações. A administração deve ser realizada em ambiente hospitalar ou clínica especializada, sob supervisão de profissional de saúde habilitado. 14 15
Quais são os possíveis efeitos adversos do pembrolizumabe?
Os efeitos adversos mais comuns incluem fadiga, diarreia, erupções cutâneas, prurido, hipotireoidismo e náusea. O perfil de segurança é caracterizado predominantemente por reações adversas imunomediadas, que podem afetar qualquer órgão ou sistema, incluindo pulmões (pneumonite), fígado (hepatite), intestino (colite), rins (nefrite), sistema endócrino (hipofisite, diabetes) e pele. A maioria dessas reações é manejável com interrupção do tratamento e corticoterapia. O monitoramento clínico regular é essencial durante o tratamento. 3 16 17
Quem pode receber o pembrolizumabe?
O pembrolizumabe é indicado para pacientes adultos com determinadas neoplasias malignas, conforme as indicações aprovadas pelas agências regulatórias. Em algumas indicações pediátricas, também há aprovação para uso em crianças e adolescentes. A elegibilidade para o tratamento é determinada pelo médico oncologista, com base no diagnóstico histológico, no perfil de biomarcadores tumorais (como expressão de PD-L1, MSI-H/dMMR ou TMB-H), no estado geral de saúde do paciente e nas indicações regulatórias vigentes. O uso é contraindicado durante a gestação devido ao risco de toxicidade embrionária-fetal. 2 14
Quanto custa o pembrolizumabe?
O custo do pembrolizumabe pode variar amplamente dependendo do país, do sistema de saúde (público ou privado), da indicação clínica, do regime terapêutico e da duração do tratamento. Portanto, o valor exato depende de diversos fatores e não é possível fornecer uma estimativa precisa. Recomenda-se consultar o serviço de saúde, o plano de saúde ou os programas de acesso disponíveis no país de residência para obter informações sobre cobertura e custos.
O pembrolizumabe é um quimioterápico?
Não. O pembrolizumabe não é um quimioterápico convencional. Trata-se de um agente de imunoterapia, mais especificamente um inibidor de checkpoint imunológico. Enquanto a quimioterapia atua diretamente sobre células de rápida proliferação (incluindo células tumorais e células normais), o pembrolizumabe atua modulando o sistema imunológico do próprio paciente, bloqueando um mecanismo de evasão imunológica explorado por células tumorais. Embora ambas as abordagens possam ser utilizadas no tratamento oncológico, seus mecanismos de ação, perfis de toxicidade e indicações são distintos. 4 7
O pembrolizumabe pode ser usado em combinação com outros medicamentos?
Sim. O pembrolizumabe possui diversas aprovações regulatórias para uso em combinação com outros agentes terapêuticos, incluindo quimioterapia (como paclitaxel, carboplatina, pemetrexede), terapias-alvo (como lenvatinibe), bevacizumabe e outros. As combinações aprovadas variam conforme a indicação clínica e são determinadas com base em evidências de ensaios clínicos randomizados. A decisão sobre o regime terapêutico mais adequado é de responsabilidade do médico oncologista. 2 3
8. Conclusão
O pembrolizumabe representa um marco significativo no desenvolvimento da imunoterapia oncológica moderna. Sua capacidade de bloquear seletivamente o receptor PD-1, restaurando a resposta imune antitumoral, fundamentou um novo paradigma terapêutico que transformou o manejo de diversas neoplasias malignas. Com um número crescente de indicações aprovadas por agências regulatórias de referência internacional — incluindo FDA, EMA e Anvisa —, o pembrolizumabe consolidou-se como um dos agentes biológicos mais amplamente estudados na oncologia contemporânea.
Do ponto de vista científico, a elucidação da estrutura cristalina do anticorpo, a caracterização detalhada de seu mecanismo de ação molecular e os dados acumulados de segurança e eficácia em múltiplos ensaios clínicos de fase III contribuíram para o estabelecimento de uma base de evidências robusta. A identificação de biomarcadores preditivos de resposta, como a expressão de PD-L1, MSI-H/dMMR e TMB-H, representa um avanço importante na medicina de precisão, permitindo uma seleção mais criteriosa dos pacientes com maior probabilidade de benefício clínico.
É fundamental destacar que o uso do pembrolizumabe requer avaliação médica especializada, monitoramento contínuo e manejo adequado de potenciais reações adversas imunomediadas. A decisão terapêutica deve ser baseada em evidências científicas atualizadas, nas indicações regulatórias vigentes e nas características individuais de cada paciente.
9. Fontes Científicas
Disclaimer
Aviso Legal e InformativoO conteúdo apresentado neste documento tem caráter exclusivamente informativo e científico, elaborado com base em fontes regulatórias e publicações científicas revisadas por pares. Este material não constitui aconselhamento médico, diagnóstico ou prescrição terapêutica, e não deve ser utilizado como substituto para a orientação de um profissional de saúde qualificado.O pembrolizumabe é um medicamento de uso restrito, sujeito à prescrição médica, e seu uso deve ser realizado exclusivamente sob supervisão de médico especialista, em conformidade com as indicações aprovadas pelas agências regulatórias competentes no país de residência do paciente.Decisões sobre tratamentos médicos devem ser tomadas pelo paciente em conjunto com seu médico, considerando o histórico clínico individual, os resultados de exames diagnósticos e as evidências científicas disponíveis. A automedicação com este ou qualquer outro medicamento é contraindicada e pode representar risco à saúde.As informações aqui apresentadas refletem o estado do conhecimento científico e regulatório disponível na data de elaboração deste documento e podem estar sujeitas a atualizações conforme o avanço da ciência e as decisões das agências regulatórias.
Documento elaborado com base em fontes científicas e regulatórias de referência internacional. Última atualização: março de 2026.
Footnotes
1.Merck Sharp & Dohme. Bula Profissional KEYTRUDA® (pembrolizumabe). MSD Saúde Brasil, 2022. Disponível em: https://saude.msd.com.br/wp-content/uploads/sites/91/2022/08/keytruda_pro_bula_tcm5069-1237938.pdf ↩ ↩2
2.U.S. Food and Drug Administration (FDA ). FDA approves pembrolizumab with paclitaxel for platinum-resistant epithelial ovarian, fallopian tube, or primary peritoneal carcinoma. FDA, 10 fev. 2026. Disponível em: https://www.fda.gov/drugs/resources-information-approved-drugs/fda-approves-pembrolizumab-paclitaxel-platinum-resistant-epithelial-ovarian-fallopian-tube-or ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6
3.Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa ). KEYTRUDA® (pembrolizumabe) — Novos medicamentos e indicações. Anvisa, 23 fev. 2026. Disponível em: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/medicamentos/novos-medicamentos-e-indicacoes/keytruda-r-pembrolizumabe ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5 ↩6
4.Banerjee A, Aluganti Narasimhulu C, Singla DK. Immune interactions in pembrolizumab (PD-1 inhibitor ) cancer therapy and cardiovascular complications. Am J Physiol Heart Circ Physiol, 2023 Aug 18;325(4):H751–H767. doi: 10.1152/ajpheart.00378.2023. PMCID: PMC10659324. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10659324/ ↩ ↩2 ↩3
5.European Medicines Agency (EMA ). Keytruda, INN-pembrolizumab — Resumo das Características do Medicamento. EMA/Comissão Europeia, 2019. Disponível em: https://ec.europa.eu/health/documents/community-register/2019/20190522144721/anx_144721_pt.pdf ↩
6.World Health Organization (WHO ). ATC/DDD Index: L01FF02 — Pembrolizumab. WHO Collaborating Centre for Drug Statistics Methodology. Disponível em: https://www.whocc.no/atc_ddd_index/ ↩
7.Banerjee A et al. Op. cit. (PMC10659324 ). Seção: "PD-1 is a 146.3-kDa IgG4 monoclonal antibody that binds with high affinity (29pM) to immune receptor PD-1." ↩ ↩2 ↩3
8.Banerjee A et al. Op. cit. (PMC10659324). Seção: "PD-1 has two important regulatory phosphorylation motifs, immunoreceptor tyrosine-based inhibitory motif (ITIM) and immunoreceptor tyrosine-based switch motif (ITSM)." ↩ ↩2
9.Banerjee A et al. Op. cit. (PMC10659324). Seção: "Tumor cells exploit this pathway by expressing high levels of PD-L1/PD-L2, leading to reduced T cell-mediated immune response." ↩
10.Banerjee A et al. Op. cit. (PMC10659324). Seção: "PEM intervenes by binding to PD-1 receptors on T cells, which eliminates association with its ligand and averts T-cell anergy." ↩ ↩2
11.European Medicines Agency (EMA). Keytruda, INN-pembrolizumab — Resumo das Características do Medicamento. EMA/Comissão Europeia, 2023. Disponível em: https://ec.europa.eu/health/documents/community-register/2023/20230823160169/anx_160169_pt.pdf ↩ ↩2
12.Scapin G, Yang X, Prosise WW, McCoy M, Reichert P, Johnston JM, Kashi RS, Strickland C. Structure of full-length human anti-PD1 therapeutic IgG4 antibody pembrolizumab. Nat Struct Mol Biol, 2015 Dec;22(12 ):953-8. doi: 10.1038/nsmb.3129. PMID: 26595420. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/26595420/ ↩ ↩2
13.Marcus L, Fashoyin-Aje LA, Donoghue M, et al. FDA Approval Summary: Pembrolizumab for the Treatment of Tumor Mutational Burden-High Solid Tumors. Clin Cancer Res, 2021 Sep 1;27(17 ):4685-4689. doi: 10.1158/1078-0432.CCR-21-0327. PMID: 34083238. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34083238/ ↩ ↩2
14.Merck Sharp & Dohme. KEYTRUDA® (pembrolizumabe ) — Bula Profissional. MSD Saúde Brasil, 2022. Disponível em: https://saude.msd.com.br/wp-content/uploads/sites/91/2022/12/keytruda_bula_pro.pdf ↩ ↩2 ↩3 ↩4 ↩5
15.U.S. Food and Drug Administration (FDA ). FDA approves pembrolizumab and berahyaluronidase alfa-pmph subcutaneous injection. FDA, 19 set. 2025. Disponível em: https://www.fda.gov/drugs/resources-information-approved-drugs/fda-approves-pembrolizumab-and-berahyaluronidase-alfa-pmph-subcutaneous-injection ↩ ↩2
16.European Medicines Agency (EMA ). Keytruda, INN-pembrolizumab — Resumo das Características do Medicamento. EMA/Comissão Europeia, 2017. Disponível em: https://ec.europa.eu/health/documents/community-register/2017/20170824138672/anx_138672_pt.pdf ↩ ↩2 ↩3
17.Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC ). Atualização das Diretrizes Brasileiras de Manejo de Toxicidades por Imunoterapia. SBOC, 2025. Disponível em: https://app.sboc.org.br/wp-content/uploads/2025/02/11.21-Guia-Imunotox-v10.2.pdf ↩ ↩2