PRASTERONA
O que é a prasterona?
A prasterona, também conhecida pela sigla DHEA (desidroepiandrosterona), é um princípio ativo hormonal com aplicação terapêutica no tratamento de sintomas relacionados à menopausa. É classificada como um esteroide, pertencente ao grupo de outros hormônios sexuais e moduladores do sistema genital. Está disponível na forma farmacêutica de óvulo (inserto) vaginal, sendo utilizada topicamente, uma vez ao dia.
Esse princípio ativo é utilizado em mulheres na pós-menopausa que apresentam sintomas moderados a graves de atrofia vulvovaginal, sendo a base de formulações aprovadas por agências regulatórias internacionais, como o medicamento de referência Intrarosa.
Para que serve?
De acordo com indicações aprovadas internacionalmente, a prasterona é utilizada para tratar sintomas moderados a graves de atrofia vulvar e vaginal em mulheres na pós-menopausa, entre eles:
- Ressecamento vaginal
- Irritação ou desconforto na região vulvovaginal
- Dor durante a relação sexual associada às alterações do tecido vaginal
Esses sintomas decorrem da redução natural dos níveis de estrogênio que ocorre durante a menopausa, capaz de alterar a espessura, a elasticidade e a lubrificação do tecido vaginal.
Como funciona?
O mecanismo de ação da prasterona está relacionado à sua conversão local, dentro das células do tecido vaginal, em hormônios como estrogênios e andrógenos. Essa conversão ocorre por meio de enzimas presentes no próprio tecido, permitindo uma ação tópica sobre as células vaginais sem elevar de forma significativa os níveis desses hormônios na circulação sanguínea.
Por atuar localmente, esse princípio ativo contribui para favorecer características do epitélio vaginal habitualmente afetadas pela queda hormonal da menopausa, auxiliando na manutenção da integridade do tecido tratado.
Quais são os benefícios observados em estudos científicos?
Estudos clínicos avaliados por agências regulatórias internacionais, como a European Medicines Agency e a Food and Drug Administration, analisaram o uso diário dessa terapia por período de doze semanas em mulheres na pós-menopausa com sintomas de atrofia vulvovaginal. Entre os achados relatados na literatura científica, destacam-se:
- Redução na proporção de células parabasais e aumento de células superficiais no epitélio vaginal, indicadores utilizados para avaliar a maturação desse tecido
- Diminuição do pH vaginal, parâmetro relacionado à saúde do ambiente vaginal
- Melhora percebida pelas participantes em relação à dor durante a relação sexual associada à atrofia vulvovaginal
Esses dados refletem observações descritas em estudos científicos e relatórios de avaliação regulatória, não devendo ser interpretados como garantia de resultado individual, já que a resposta ao tratamento pode variar entre pacientes.
Perguntas frequentes
Para que serve?
É utilizada no tratamento de sintomas moderados a graves da atrofia vulvovaginal em mulheres na pós-menopausa, incluindo ressecamento e dor durante a relação sexual.
Como funciona?
Atua localmente no tecido vaginal, sendo convertida em hormônios que auxiliam na recuperação de características do epitélio vaginal alteradas pela menopausa, sem elevar de forma relevante os níveis hormonais no sangue.
Quem pode utilizar este princípio ativo?
É indicado para mulheres que já passaram pela menopausa e apresentam sintomas de atrofia vulvovaginal. A avaliação sobre a indicação individual deve ser feita por um médico, considerando histórico de saúde, uso de outros medicamentos e possíveis contraindicações.
Existem contraindicações?
Segundo informações de bulas aprovadas internacionalmente, o uso não é recomendado em casos de sangramento vaginal não diagnosticado, histórico de câncer de mama ou hipersensibilidade à prasterona ou a outros componentes da fórmula. Mulheres que ainda podem engravidar não devem utilizar este princípio ativo. A lista completa de contraindicações deve ser verificada com um profissional de saúde antes do início do tratamento.
Como é administrado?
É apresentada como um inserto vaginal, aplicado uma vez ao dia, preferencialmente antes de dormir, com o auxílio de um aplicador específico que acompanha a embalagem. As instruções de uso fornecidas junto ao medicamento devem ser seguidas integralmente.
É necessário acompanhamento médico?
Sim. O acompanhamento médico é recomendado antes, durante e após o uso, permitindo avaliar a resposta ao tratamento, eventuais efeitos indesejados e a necessidade de exames complementares, como o exame preventivo Papanicolau.
É aprovada por órgãos regulatórios?
Sim. Formulações à base de prasterona possuem registro e aprovação por agências regulatórias internacionais, incluindo a Food and Drug Administration, nos Estados Unidos, e a European Medicines Agency, na União Europeia, para o tratamento da atrofia vulvovaginal em mulheres na pós-menopausa.
Existem alternativas terapêuticas?
Existem outras abordagens para os sintomas da atrofia vulvovaginal, como hidratantes e lubrificantes vaginais sem hormônios, além de outras terapias hormonais locais. A escolha da terapia mais adequada depende da avaliação individual realizada por um médico.
Como deve ser armazenada?
Recomenda-se manter o medicamento na embalagem original, bem fechado e fora do alcance de crianças, em temperatura ambiente ou refrigerado, protegido do calor excessivo e da umidade.
Qual o preço do medicamento Prasterona?
O valor pode variar conforme diversos fatores, como dosagem, quantidade adquirida, fabricante, país de origem, disponibilidade no mercado, tributação aplicável, modalidade de aquisição, custos logísticos envolvidos e regulamentação vigente em cada região. Por esse motivo, não é possível informar um valor fixo ou estimativa de preço, sendo recomendável consultar diretamente canais autorizados para obter informações atualizadas sobre custo e disponibilidade.
É possível comprar Prasterona no Brasil?
A disponibilidade de medicamentos à base deste princípio ativo no Brasil depende de fatores como registro sanitário vigente, exigência de prescrição médica, regulamentação aplicável à importação de medicamentos e disponibilidade junto a fornecedores autorizados. A aquisição e o uso de qualquer medicamento devem sempre ser orientados por um profissional de saúde habilitado.
Informações importantes de segurança
O uso de medicamentos à base de prasterona deve ocorrer sempre sob orientação médica. Antes de iniciar o tratamento, é importante informar ao médico sobre histórico de sangramento vaginal, câncer de mama ou outras condições de saúde relevantes.
Entre os cuidados apontados em bulas aprovadas internacionalmente, destacam-se:
- Necessidade de exames ginecológicos periódicos durante o tratamento
- Atenção a sinais de sangramento vaginal não esperado, que devem ser comunicados ao médico
- Importância de informar ao profissional de saúde sobre a realização de exames como o Papanicolau, já que o uso do medicamento pode influenciar os resultados
- Não utilizar em caso de gravidez, suspeita de gravidez ou amamentação
Este medicamento não deve ser compartilhado com outras pessoas, mesmo que apresentem sintomas semelhantes. O acompanhamento contínuo com um profissional de saúde é essencial para uso seguro e adequado.
Fontes consultadas
- MedlinePlus (National Library of Medicine, NIH), Prasterone Vaginal: medlineplus.gov/druginfo/meds/a617012.html
- European Medicines Agency (EMA), Intrarosa: ema.europa.eu/en/medicines/human/EPAR/intrarosa
- U.S. Food and Drug Administration (FDA), Drugs@FDA, NDA 208470: accessdata.fda.gov (NDA 208470)
As informações apresentadas possuem caráter exclusivamente educativo e informativo. Este conteúdo não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação de profissionais de saúde. Consulte sempre um médico ou outro profissional habilitado para obter orientações individualizadas.