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ULTOMIRIS 300MG/30ML (RAVULIZUMABE) INJ ALEXION

ULTOMIRIS 300mg/30ml Injection Alexion Princípio ativo Categoria

Princípio ativo: Ravulizumabe Nome comercial: Ultomiris® Fabricante: Alexion Pharmaceuticals, Inc. (AstraZeneca) Forma farmacêutica: Solução concentrada para infusão intravenosa Apresentação: Frasco-ampola de 300 mg/30 mL (10 mg/mL) Conservação: Refrigerado entre +2°C e +8°C. Não congelar. Uso: Adulto e pediátrico (a p…

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Descrição

ULTOMIRIS 300MG/30ML (RAVULIZUMABE)

Ultomiris é o nome comercial do ravulizumabe, um anticorpo monoclonal humanizado que pertence à classe dos inibidores do complemento terminal. Esse medicamento biológico atua sobre o sistema imunológico, mais especificamente sobre a via terminal do complemento, sendo utilizado em doenças raras de base imunológica que envolvem destruição anormal de células sanguíneas ou dano a estruturas nervosas e musculares. O tratamento com essa terapia biológica é indicado para uso hospitalar ou em clínica especializada, sempre sob acompanhamento de equipe médica qualificada.

O ravulizumabe pertence ao subtipo IgG2/4 de anticorpos monoclonais humanizados e foi desenvolvido a partir de modificações estruturais do eculizumabe, sendo produzido em células de ovário de hamster chinês (CHO) por meio de tecnologia de DNA recombinante. Esse princípio ativo está classificado sob o código ATC L04AA43.

Para que serve?

De acordo com as indicações aprovadas por agências regulatórias internacionais, como a FDA (Estados Unidos) e a EMA (Europa), o ravulizumabe é utilizado no tratamento de:

  • Hemoglobinúria paroxística noturna (HPN), doença rara caracterizada pela destruição de hemácias (hemólise), que pode causar anemia, trombose e fadiga intensa;
  • Síndrome hemolítica urêmica atípica (SHUa), condição que provoca microangiopatia trombótica e pode comprometer gravemente a função renal;
  • Miastenia gravis generalizada (gMG), doença autoimune que compromete a transmissão de sinais entre nervos e músculos, associada a anticorpos anti-receptor de acetilcolina (AChR);
  • Transtorno do espectro da neuromielite óptica (NMOSD), condição inflamatória que compromete o nervo óptico e a medula espinhal em pacientes com anticorpos anti-aquaporina-4 (AQP4).

A definição da indicação terapêutica é responsabilidade exclusiva do médico especialista, considerando o diagnóstico clínico e laboratorial de cada paciente.

Nas indicações de hemoglobinúria paroxística noturna e síndrome hemolítica urêmica atípica, a aprovação contempla pacientes com peso corporal igual ou superior a 10 kg, o que inclui crianças a partir de 1 mês de idade dentro desse critério. Já para miastenia gravis generalizada e para o transtorno do espectro da neuromielite óptica, as aprovações vigentes da FDA e da EMA restringem o uso à população adulta.

Como funciona?

O princípio ativo liga-se com alta afinidade à proteína C5 do sistema complemento, impedindo sua clivagem em C5a e C5b. Esse bloqueio evita a formação do complexo de ataque à membrana, estrutura responsável pela destruição de células sanguíneas na hemoglobinúria paroxística noturna e pelo dano vascular observado na síndrome hemolítica urêmica atípica. Em miastenia gravis generalizada e no transtorno do espectro da neuromielite óptica, o mecanismo terapêutico é presumido como relacionado à redução do depósito do complexo terminal do complemento em estruturas neuromusculares e nervosas, respectivamente. Modificações estruturais na molécula prolongam sua permanência no organismo, permitindo intervalos maiores entre as doses de manutenção em comparação a outros inibidores do complemento.

Essa meia-vida prolongada, quando comparada à do eculizumabe, decorre de duas modificações moleculares específicas: alterações na região Fc do anticorpo, que aumentam sua reciclagem pelo receptor neonatal FcRn, e uma ligação à proteína C5 dependente do pH do meio, que permite ao anticorpo se dissociar do alvo no ambiente ácido dos endossomos e retornar à circulação em vez de ser degradado. Esse conjunto de modificações amplia o intervalo de meia-vida plasmática de aproximadamente 11 dias, observado no eculizumabe, para cerca de 49 a 50 dias em pacientes adultos.

Farmacocinética

Após a administração intravenosa, o ravulizumabe atinge sua concentração plasmática máxima ao término da infusão. Sua eliminação ocorre de forma lenta, com meia-vida de aproximadamente 49 a 50 dias em adultos, característica que sustenta os intervalos de manutenção mais espaçados descritos em bula. Até o momento não foram identificadas interações medicamentosas clinicamente relevantes com terapias de uso convencional, embora a avaliação de possíveis interações deva sempre ser conduzida pelo médico responsável, considerando o quadro clínico individual de cada paciente.

Quais são os benefícios observados em estudos científicos?

Estudos clínicos de fase III documentados na bula aprovada pela FDA avaliaram a eficácia do ravulizumabe em diferentes populações de pacientes. Nos estudos conduzidos em hemoglobinúria paroxística noturna, o ravulizumabe demonstrou controle da hemólise comparável ao de outro inibidor do complemento já estabelecido, tanto em pacientes sem tratamento prévio quanto em pacientes previamente tratados. Os dados relatados incluem:

  • Inibição completa e sustentada da proteína C5 livre ao longo de todo o intervalo entre as doses de manutenção;
  • Normalização dos níveis de lactato desidrogenase (LDH), marcador laboratorial de hemólise, já nas primeiras semanas de tratamento em pacientes sem uso prévio de inibidores do complemento;
  • Resultados de eficácia também documentados nos estudos de síndrome hemolítica urêmica atípica, miastenia gravis generalizada e transtorno do espectro da neuromielite óptica;
  • Possibilidade de intervalos de manutenção mais espaçados, a cada quatro ou oito semanas conforme peso corporal e indicação, quando comparado a terapias que exigem administração mais frequente.

Esses achados constam da bula aprovada pela FDA e do parecer científico publicado pela EMA. Resultados de estudos clínicos não representam garantia de resposta individual ao tratamento, que pode variar conforme as características clínicas de cada paciente.

Pesquisas sobre uma formulação subcutânea do ravulizumabe encontram-se em desenvolvimento; até o momento, contudo, apenas a apresentação intravenosa possui aprovação regulatória para uso clínico.

Efeitos adversos mais frequentes

Nos estudos clínicos de fase III, os efeitos relatados com maior frequência incluem cefaleia, infecção do trato respiratório superior, náusea, diarreia, febre e dor abdominal, geralmente de intensidade leve a moderada. O evento adverso de maior relevância clínica é a infecção meningocócica grave, risco que motivou a FDA a emitir um alerta de tarja preta (“black box warning”) para essa classe terapêutica. Por esse motivo, recomenda-se que o paciente seja orientado a reconhecer precocemente sinais de infecção, como febre alta, rigidez de nuca ou confusão mental, buscando atendimento médico imediato caso esses sinais apareçam.

Perguntas frequentes

Para que serve o Ultomiris?

É utilizado no tratamento de hemoglobinúria paroxística noturna, síndrome hemolítica urêmica atípica, miastenia gravis generalizada e transtorno do espectro da neuromielite óptica, conforme indicações aprovadas pelas agências regulatórias internacionais.

Como funciona o ravulizumabe?

Ele inibe a proteína C5 do sistema complemento, bloqueando a formação de estruturas que danificam células sanguíneas, vasos ou estruturas neuromusculares, dependendo da condição tratada.

Quem pode utilizar esse medicamento?

O uso é restrito a pacientes com diagnóstico confirmado das condições indicadas, avaliados e acompanhados por médico especialista, considerando idade, peso corporal e histórico clínico individual.

Existem contraindicações?

Sim. O uso é contraindicado em pacientes com infecção ativa e não resolvida causada por Neisseria meningitidis. A avaliação de outras contraindicações e riscos individuais deve ser realizada pelo médico responsável antes do início do tratamento.

Como é administrado?

A administração ocorre exclusivamente por via intravenosa, em ambiente hospitalar ou clínica especializada, com doses de ataque e manutenção calculadas conforme o peso corporal do paciente e a indicação clínica.

Necessita acompanhamento médico?

Sim. O tratamento exige acompanhamento médico contínuo, com monitoramento clínico e laboratorial durante todo o período de uso, incluindo avaliação de sinais de infecção e da resposta terapêutica.

É aprovado por órgãos regulatórios?

Sim. O ravulizumabe possui aprovação da FDA (Estados Unidos) e da EMA (União Europeia), além de outras agências regulatórias internacionais, para as indicações descritas em bula.

Possui alternativas terapêuticas?

Existem outras opções de tratamento para as mesmas condições, incluindo outros inibidores do complemento e terapias específicas para cada doença. A escolha entre alternativas terapêuticas deve ser feita pelo médico, considerando o perfil clínico do paciente.

Como deve ser armazenado?

Deve ser mantido sob refrigeração, entre 2°C e 8°C, protegido da luz e sem congelamento, conforme as instruções do fabricante.

Qual o preço do medicamento Ultomiris?

O valor desse medicamento pode variar conforme fatores como dosagem prescrita, quantidade necessária para o tratamento, fabricante, país de origem, disponibilidade no mercado, tributação aplicável, modalidade de aquisição, custos logísticos envolvidos na importação e regulamentação sanitária vigente. Por se tratar de terapia biológica de alto custo e importação especializada, não é possível apresentar valores fixos, estimativas ou faixas de preço, já que o custo final depende de múltiplas variáveis comerciais e regulatórias específicas de cada caso.

É possível comprar Ultomiris no Brasil?

A disponibilidade desse medicamento no Brasil depende de fatores como registro sanitário do produto, existência de prescrição médica válida, regulamentação vigente sobre importação de medicamentos, modalidade de importação utilizada e disponibilidade junto a fornecedores autorizados. A aquisição desse tipo de terapia nunca deve ocorrer sem orientação e acompanhamento médico, considerando a complexidade do tratamento e os riscos associados ao uso inadequado.

O Ultomiris cura a HPN ou a SHUa?

Não. O ravulizumabe é uma terapia de controle contínuo, e não uma cura. Ele atua suprimindo a atividade do complemento terminal responsável pela destruição das células sanguíneas e pelos danos característicos dessas doenças; a interrupção do tratamento pode levar ao retorno dos sintomas.

Qual a diferença entre o Ultomiris e o Soliris (eculizumabe)?

Ambos inibem a proteína C5 do sistema complemento, porém o ravulizumabe apresenta modificações estruturais que prolongam sua meia-vida plasmática, permitindo intervalos de manutenção mais espaçados (geralmente a cada oito semanas em adultos) em comparação aos intervalos quinzenais associados ao eculizumabe. Estudos de fase III indicam eficácia comparável entre as duas moléculas no controle da hemólise em pacientes com hemoglobinúria paroxística noturna.

O tratamento pode ser realizado em casa?

Não, de forma geral. Por se tratar de infusão intravenosa que exige monitoramento clínico durante e após sua administração, o procedimento é realizado em ambiente hospitalar ou clínica especializada, sob supervisão de equipe médica.

O tratamento é coberto por planos de saúde ou pelo SUS?

A cobertura, quando existente, depende da indicação clínica, da documentação apresentada e das normas vigentes de cada operadora de saúde ou órgão público. Recomenda-se que o paciente consulte seu médico e sua operadora de saúde para verificar as possibilidades de cobertura aplicáveis ao seu caso.

Informações importantes de segurança

O uso desse medicamento deve ocorrer exclusivamente sob orientação e supervisão médica especializada. Por atuar na inibição do complemento terminal, o tratamento está associado a risco aumentado de infecções meningocócicas graves, que podem se tornar rapidamente fatais caso não sejam identificadas e tratadas precocemente. Por esse motivo, recomenda-se atualização do esquema vacinal contra Neisseria meningitidis antes do início da terapia, conforme diretrizes vigentes.

Outros pontos de atenção incluem:

  • Risco de outras infecções causadas por bactérias encapsuladas, especialmente em pacientes pediátricos;
  • Possibilidade de reações relacionadas à infusão, incluindo reações de hipersensibilidade;
  • Necessidade de monitoramento após a descontinuação do tratamento, devido ao risco de retorno dos sinais da doença de base;
  • Avaliação cuidadosa em situações de gravidez e amamentação, considerando a limitação de dados de segurança nessas condições;
  • Importância de não alterar esquemas de anticoagulação sem orientação médica durante o tratamento.

O acompanhamento clínico regular permite identificar precocemente eventos adversos e ajustar a conduta terapêutica conforme necessário.

Fontes consultadas

As informações apresentadas possuem caráter exclusivamente educativo e informativo. Este conteúdo não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação de profissionais de saúde. Consulte sempre um médico ou outro profissional habilitado para obter orientações individualizadas.

Conteúdo revisado pela equipe farmacêutica da Relifarm Medicamentos Informações verificadas por farmacêutico habilitado, conforme a legislação sanitária vigente. Última revisão em .

Fontes consultadas

Dúvidas Frequentes

Quais são os documentos necessários para a importação?
  • Prescrição (receita) e Laudo Médico, redigidos em português, contendo:
    • Nome completo e endereço do paciente
    • Nome comercial e/ou princípio ativo do medicamento
    • Quantidade prescrita
    • Posologia
    • Data de emissão (validade de até 180 dias)
    • Assinatura, carimbo com nome legível e número do CRM do médico responsável
  • Cópia simples do documento de identidade (ou certidão de nascimento, no caso de menores de idade).
  • Cópia simples do CPF do paciente.
  • Comprovante de residência (em nome do paciente ou com vínculo comprovado).
  • Caso o paciente não seja o responsável, também é necessário enviar cópias simples do RG e CPF do responsável legal.
  • Os documentos podem ser enviados por e-mail.
Qual é o prazo de entrega do medicamento?
O processo de importação direta para o paciente leva, em média, 15 a 25 dias úteis, contados a partir do recebimento completo da documentação.

Durante esse período, o pedido passa por fiscalizações e liberações sanitárias no país de origem e no Brasil, garantindo que o medicamento chegue ao paciente com a devida conformidade e qualidade.
O medicamento pode ser tributado?
Medicamentos destinados a pessoa física são isentos de imposto de importação e de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para valores de até US$ 10.000.

Valores acima desse limite estão sujeitos à tributação, que será previamente calculada e informada.
Quais são as formas de pagamento?
Oferecemos as seguintes opções:
  • PIX
  • Depósito em conta
  • Link de pagamento via cartão (sistema seguro)
Como saber o valor do medicamento e do frete?
Após solicitar a cotação, você receberá um e-mail com todas as informações. Para dar continuidade, basta enviar os formulários preenchidos e a documentação solicitada por e-mail.
Quero acompanhar meu pedido. Como faço?
Assim que o medicamento for despachado, você receberá um código de rastreamento, que permite o acompanhamento detalhado de todas as etapas do envio.
Posso cancelar um pedido?
O pedido pode ser cancelado somente até o momento em que for despachado pelo fornecedor no país de origem. Após o envio, não é mais possível realizar o cancelamento.

Importante: As legislações da Europa e dos Estados Unidos não permitem a devolução de medicamentos ao laboratório, mesmo em caso de desistência.

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