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Princípio Ativo

Adagrasibe

Conheça os medicamentos importados pela Relifarm com este princípio ativo. Importação sob demanda mediante prescrição médica, conforme a RDC 81/2008 da ANVISA.

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Sobre

Adagrasibe

Adagrasibe

Esta página apresenta informações gerais, neutras e educativas sobre um princípio ativo utilizado na área de oncologia. O conteúdo foi elaborado com base em documentos regulatórios internacionais e responde às dúvidas mais frequentes sobre a substância, suas indicações, cuidados e características. As informações não substituem a bula oficial nem a orientação de um médico ou farmacêutico.

O que é o adagrasibe?

O adagrasibe (em inglês, adagrasib) é um princípio ativo de terapia-alvo que inibe a proteína KRAS com a mutação G12C, uma alteração genética encontrada em alguns tipos de câncer, como parte dos casos de câncer de pulmão de células não pequenas.

A substância é comercializada sob o nome Krazati®, desenvolvido pela Mirati Therapeutics, empresa que passou a integrar a Bristol-Myers Squibb. Nos Estados Unidos, recebeu aprovação acelerada da FDA (Food and Drug Administration) em 2022. Na União Europeia, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) concedeu autorização de comercialização condicional em janeiro de 2024.

Por ser uma terapia-alvo, a utilização do adagrasibe está vinculada à confirmação da mutação KRAS G12C por exame laboratorial antes de qualquer decisão sobre o tratamento.

Mecanismo de ação e classe farmacológica

O que é a proteína KRAS?

A KRAS é uma proteína que funciona como um “interruptor” em vias de sinalização responsáveis pelo crescimento e pela divisão das células. Em condições normais, ela alterna entre um estado ativo e um estado inativo de forma controlada.

A mutação G12C é uma alteração no gene KRAS em que o aminoácido glicina, na posição 12 da proteína, é substituído por cisteína. Essa alteração favorece a permanência da KRAS em estado ativado, estimulando a proliferação das células tumorais.

Como a substância atua

Segundo a bula da FDA, o adagrasibe é um inibidor irreversível da KRAS G12C: ele se liga de forma covalente à cisteína mutante e mantém a proteína em seu estado inativo, sem atuar de forma relevante sobre a proteína KRAS normal (não mutada). Por isso, sua ação é seletiva para tumores portadores dessa mutação específica.

Características farmacocinéticas

A bula informa que a substância atinge o estado de equilíbrio em cerca de oito dias, apresenta meia-vida de aproximadamente 23 horas e é eliminada principalmente pelas fezes. A alimentação não altera de forma relevante a absorção.

Para que serve o adagrasibe?

As indicações do adagrasibe variam conforme o país e já passaram por alterações ao longo do tempo. As informações a seguir resumem o que consta nas fontes consultadas.

Câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP)

Nos Estados Unidos, o adagrasibe recebeu aprovação acelerada, como agente isolado, para adultos com câncer de pulmão de células não pequenas localmente avançado ou metastático com mutação KRAS G12C, detectada por teste aprovado, que já receberam pelo menos uma terapia sistêmica prévia. A aprovação acelerada baseou-se na taxa de resposta objetiva e na duração da resposta, e sua continuidade depende da confirmação do benefício clínico em estudos confirmatórios.

Na União Europeia, a indicação autorizada refere-se a adultos com CPCNP avançado com mutação KRAS G12C e progressão da doença após pelo menos uma terapia sistêmica prévia.

Câncer colorretal: alteração regulatória recente

Em 2024, a FDA havia concedido aprovação acelerada ao adagrasibe em combinação com cetuximabe para adultos com câncer colorretal localmente avançado ou metastático com mutação KRAS G12C, previamente tratados com quimioterapia. Em setembro de 2026, foi noticiada a retirada dessa indicação nos Estados Unidos, após o estudo confirmatório de fase 3 KRYSTAL-10 não atingir seus desfechos principais de sobrevida global e sobrevida livre de progressão em comparação com a quimioterapia.

Diante dessas mudanças, as indicações vigentes devem ser confirmadas na versão mais recente da bula do país de referência. A presença de uma indicação em fonte regulatória não significa que a substância seja adequada para todas as pessoas com o diagnóstico, e a resposta pode variar entre os pacientes.

Apresentações e formas farmacêuticas

Segundo a bula norte-americana, o adagrasibe é apresentado em comprimidos revestidos de 200 mg para uso oral. Os comprimidos são ovais, de cor branca a esbranquiçada, com a gravação “200” de um lado e um “M” estilizado do outro.

Nos Estados Unidos, os comprimidos são fornecidos em frascos de polietileno de alta densidade com 120 ou 180 unidades, contendo dessecante e tampa resistente à abertura por crianças. A diferença entre as embalagens está na quantidade de comprimidos, e não na concentração. A disponibilidade pode variar conforme o país.

Como o adagrasibe é utilizado?

O adagrasibe é administrado por via oral. Segundo a bula norte-americana, os comprimidos devem ser engolidos inteiros, podem ser tomados com ou sem alimentos e devem ser ingeridos aproximadamente nos mesmos horários todos os dias.

A bula da FDA descreve a administração duas vezes ao dia e prevê até duas reduções de dose em caso de reações adversas, além da interrupção do tratamento quando a dose mínima prevista não é tolerada. A dose, a frequência e a duração do uso são definidas exclusivamente pelo médico responsável. Essas informações gerais não substituem a bula.

Exames de acompanhamento

A bula descreve eletrocardiograma e dosagem de eletrólitos (como potássio e magnésio) em pacientes com fatores de risco para alterações do ritmo cardíaco, além de exames de função hepática antes do início e mensalmente nos primeiros três meses, ou conforme indicação clínica.

Contraindicações

A bula aprovada pela FDA não lista contraindicações absolutas para o adagrasibe. Isso não significa ausência de restrições: há advertências relevantes sobre o coração, o fígado, os pulmões e o sistema digestivo, além de interações medicamentosas importantes.

Pessoas com hipersensibilidade conhecida à substância ou aos componentes da formulação, síndrome do QT longo congênita, insuficiência cardíaca, arritmias, alterações de eletrólitos, doenças hepáticas ou pulmonares devem informar essas condições ao médico antes de qualquer decisão. A bula europeia pode apresentar redação específica sobre contraindicações.

Advertências e precauções

Reações adversas gastrointestinais

  • Náusea, diarreia e vômito foram muito frequentes nos estudos clínicos.
  • Também foram relatados eventos graves, como sangramento gastrointestinal, obstrução intestinal e colite.
  • A bula descreve cuidados de suporte, como antidiarreicos, antieméticos e reposição de líquidos, além de interrupção, redução ou suspensão conforme a gravidade.

Prolongamento do intervalo QTc

  • O adagrasibe pode prolongar o intervalo QTc no eletrocardiograma, o que aumenta o risco de arritmias ventriculares, como torsades de pointes, e de morte súbita.
  • A bula orienta evitar o uso em pacientes com síndrome do QT longo congênita e o uso concomitante com outros medicamentos que prolongam o QTc.
  • Pacientes com insuficiência cardíaca, bradiarritmias ou alterações de eletrólitos necessitam de monitoramento.

Hepatotoxicidade

  • Foram relatadas alterações de enzimas hepáticas (ALT e AST) e de bilirrubina, com início mediano em torno de três a quatro semanas.
  • A bula prevê a suspensão definitiva em casos de elevação importante das enzimas hepáticas acompanhada de aumento da bilirrubina.

Doença pulmonar intersticial e pneumonite

  • Foram relatados casos de doença pulmonar intersticial e pneumonite, incluindo caso fatal.
  • Sintomas respiratórios novos ou que pioram, como falta de ar, tosse e febre, devem ser comunicados imediatamente à equipe médica.

Possíveis reações adversas

As reações descritas a seguir foram observadas nos estudos clínicos que fundamentaram a aprovação. A frequência e a intensidade podem variar entre as pessoas.

Reações mais frequentemente relatadas (uso isolado no CPCNP)

  • náusea, diarreia e vômito;
  • fadiga;
  • dor musculoesquelética;
  • alterações hepáticas;
  • comprometimento renal;
  • edema (inchaço);
  • falta de ar (dispneia);
  • diminuição do apetite.

Outras reações relatadas

Nos dados avaliados pela EMA, também foram relatados anemia, aumento de creatinina e de enzimas hepáticas, tontura, edema periférico e redução do sódio no sangue. No uso em combinação com cetuximabe, foram frequentes erupção cutânea, pele seca, dor de cabeça e dor abdominal.

Alterações laboratoriais

  • diminuição de linfócitos e de hemoglobina;
  • aumento de ALT, AST, fosfatase alcalina e lipase;
  • diminuição de sódio e de potássio no sangue.

Reações graves e sinais de alerta

Nos estudos clínicos, reações adversas graves foram relatadas em parcela relevante dos pacientes, incluindo pneumonia, falta de ar, comprometimento renal e sepse, além de eventos fatais. Procure atendimento médico imediatamente diante de:

  • palpitações, tontura intensa, desmaio ou batimentos cardíacos irregulares;
  • pele ou olhos amarelados, urina escura, dor no lado direito do abdômen ou sangramentos incomuns;
  • falta de ar, tosse nova ou que piora e febre;
  • diarreia, náusea ou vômito intensos ou persistentes, com sinais de desidratação;
  • sangue nas fezes, fezes escuras ou dor abdominal intensa;
  • redução importante do volume de urina ou inchaço acentuado.

Interações com medicamentos, alimentos e suplementos

O adagrasibe é metabolizado principalmente pela enzima CYP3A4 e, ao mesmo tempo, inibe algumas enzimas e transportadores. A bula descreve as seguintes interações:

  • Indutores fortes da CYP3A4 (como a rifampicina): reduzem de forma acentuada a exposição ao adagrasibe e devem ser evitados.
  • Inibidores fortes da CYP3A4 (como o itraconazol): podem aumentar a exposição; a bula orienta evitar o uso concomitante até que o adagrasibe atinja o estado de equilíbrio.
  • Substratos sensíveis da CYP3A4 (como o midazolam): o adagrasibe aumenta de forma importante a exposição a esses medicamentos, e a bula recomenda evitar o uso concomitante.
  • Substratos sensíveis da CYP2C9 (como a varfarina), da CYP2D6 (como o dextrometorfano) e da glicoproteína-P (como a digoxina): o uso concomitante deve ser evitado quando pequenas alterações de concentração puderem causar reações graves.
  • Medicamentos que prolongam o intervalo QTc: a bula recomenda evitar a associação ou, se inevitável, monitorar eletrocardiograma e eletrólitos.

A EMA também chama atenção para o risco de efeitos potencialmente graves com determinados substratos da CYP3A, como amiodarona, midazolam e lovastatina.

Alimentos, bebidas e suplementos

Segundo a bula, o alimento não altera de forma relevante a absorção. Fitoterápicos que interferem na CYP3A4, como a erva-de-são-joão, podem modificar a ação de medicamentos metabolizados por essa via. Informe ao médico ou farmacêutico todos os medicamentos, vitaminas, suplementos e fitoterápicos em uso.

Uso em grupos específicos

Gestantes

Não há dados em humanos sobre o uso na gravidez. Estudos em animais mostraram malformações esqueléticas associadas à toxicidade materna. A possibilidade de gravidez deve ser discutida com o médico.

Lactantes

Não se sabe se a substância passa para o leite humano. A bula da FDA orienta não amamentar durante o tratamento e por 1 semana após a última dose.

Fertilidade

Com base em estudos em animais, a bula informa que o adagrasibe pode comprometer a fertilidade de homens e mulheres.

Crianças e adolescentes

A segurança e a eficácia não foram estabelecidas em pacientes pediátricos.

Idosos

Nos estudos clínicos, uma parcela importante dos participantes tinha 65 anos ou mais, e não foram observadas diferenças gerais de segurança ou eficácia em relação a pacientes mais jovens.

Alterações renais e hepáticas

A bula da FDA informa que não é necessário ajuste de dose para comprometimento renal leve a grave (depuração de creatinina de 15 a menos de 90 mL/min) nem para comprometimento hepático das classes A, B ou C de Child-Pugh. O acompanhamento de exames hepáticos e renais continua previsto.

Armazenamento e conservação

A bula norte-americana informa que os comprimidos devem ser armazenados em temperatura ambiente, entre 20 °C e 25 °C, sendo permitidas variações entre 15 °C e 30 °C. O frasco contém dessecante, que não deve ser ingerido. Recomenda-se manter o medicamento na embalagem original, bem fechada e fora do alcance de crianças e animais.

A validade é indicada na embalagem e pode variar conforme o lote e o mercado. O descarte deve seguir as orientações locais para medicamentos antineoplásicos.

Perguntas frequentes sobre o adagrasibe

O que é adagrasibe?

É um princípio ativo de terapia-alvo que inibe de forma seletiva a proteína KRAS com a mutação G12C presente em alguns tumores.

Para que serve o adagrasibe?

Segundo as fontes regulatórias, é utilizado em adultos com câncer de pulmão de células não pequenas avançado com mutação KRAS G12C, após pelo menos uma terapia sistêmica prévia. As indicações podem variar entre países.

Qual é o nome comercial do adagrasibe?

O nome comercial é Krazati®. O nome comercial identifica a marca, enquanto adagrasibe é o nome da substância responsável pela ação farmacológica.

O adagrasibe ainda é indicado para câncer colorretal?

Nos Estados Unidos, a indicação em combinação com cetuximabe para câncer colorretal foi retirada em setembro de 2026, segundo noticiado, após resultados do estudo KRYSTAL-10. A situação em outros países deve ser verificada junto às autoridades sanitárias locais e ao médico.

Qual é a diferença entre adagrasibe e sotorasibe?

Ambos são inibidores da KRAS G12C, mas são substâncias diferentes, com estudos, bulas, esquemas de uso e perfis de reações adversas próprios. A escolha entre terapias cabe ao médico.

O adagrasibe é quimioterapia?

Não no sentido convencional. É uma terapia-alvo, que atua sobre uma proteína mutada específica.

O adagrasibe precisa de receita?

Sim. É um medicamento antineoplásico de uso restrito, que exige prescrição e acompanhamento por médico especialista.

Qual é o preço do adagrasibe?

O preço pode variar conforme o país, a apresentação, a concentração, o tamanho da embalagem, o estabelecimento e as condições comerciais. Para consultar o valor vigente, verifique farmácias, distribuidores ou canais oficiais autorizados.

O que fazer se esquecer uma dose?

A bula norte-americana informa que, se tiverem se passado mais de 4 horas do horário previsto, a dose esquecida não deve ser tomada, retomando-se o uso no próximo horário programado. Em caso de vômito após a tomada, não se deve tomar dose adicional.

O que fazer em caso de uso de quantidade maior que a recomendada?

A bula não traz orientações específicas sobre superdosagem. Em caso de ingestão acima da prescrita, procure atendimento médico imediatamente ou contate um centro de informação toxicológica, levando a embalagem.

Quais são os efeitos colaterais mais comuns do adagrasibe?

Entre os mais relatados estão náusea, diarreia, vômito, fadiga, dor musculoesquelética, alterações hepáticas, comprometimento renal, inchaço, falta de ar e diminuição do apetite.

O adagrasibe afeta o coração?

Pode afetar. A substância pode prolongar o intervalo QTc, e a bula descreve monitoramento com eletrocardiograma e eletrólitos em pacientes com fatores de risco.

Pode ser usado na gravidez ou na amamentação?

Não há dados em humanos na gravidez, e estudos em animais mostraram efeitos sobre o desenvolvimento fetal. A bula orienta não amamentar durante o tratamento e por 1 semana após a última dose.

Pode ser usado por crianças?

A segurança e a eficácia não foram estabelecidas em crianças e adolescentes.

Quando procurar um médico ou farmacêutico?

Sempre que surgirem sintomas intensos ou persistentes, alterações nos batimentos cardíacos, sinais de problemas hepáticos ou respiratórios, dúvidas sobre o esquema de uso ou antes de iniciar qualquer outro medicamento ou suplemento.

Considerações finais

O adagrasibe é um inibidor seletivo e irreversível da proteína KRAS com a mutação G12C. As fontes regulatórias descrevem seu uso em adultos com câncer de pulmão de células não pequenas avançado com essa mutação, após tratamento sistêmico prévio, e registram mudanças recentes no cenário regulatório do câncer colorretal.

O uso envolve cuidados específicos, como atenção às reações gastrointestinais, monitoramento cardíaco e hepático, vigilância de sintomas respiratórios e avaliação cuidadosa de interações medicamentosas. As informações apresentadas são gerais e não substituem a bula. Dúvidas sobre indicação, dose, contraindicações, interações ou reações adversas devem ser esclarecidas com um médico, farmacêutico ou outro profissional habilitado.

Fontes consultadas

  1. U.S. Food and Drug Administration (FDA) — KRAZATI (adagrasib) tablets: Prescribing Information
  2. European Medicines Agency (EMA) — Krazati: EPAR

As informações apresentadas possuem caráter exclusivamente educativo e informativo. Este conteúdo não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação de profissionais de saúde. Consulte sempre um médico ou outro profissional habilitado para obter orientações individualizadas.

Requisitos para

Importação

Para iniciarmos o processo de importação de medicamentos,
é fundamental que você apresente a documentação completa conforme especificado abaixo:

  • Documentos de identificação do paciente (RG e CPF válidos)
  • Receita médica detalhada com nome completo do paciente
    e especificação do medicamento
  • Comprovante de endereço residencial atualizado (últimos 3 meses)
  • Relatório médico explicando a necessidade do tratamento
    e justificativa para importação
  • Documentação adicional pode ser solicitada de acordo com as normas
    da ANVISA (RDC 81/2008) e legislação vigente.
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