VORANIGO 40MG (VORASIDENIBE) 30TABS SERVIER
VORANIGO - 30 comprimidos de 40MG Princípio ativo CategoriasVORANIGO (Vorasidenibe) 40 mg — Comprimidos | 30 comprimidos | Servier Principio ativo: Vorasidenibe | Laboratorio: Servier (originalmente desenvolvido pela Agios Pharmaceuticals) | Apresentacao: Comprimidos revestidos de 40 mg — frasco com 30 comprimidos | Via de administracao: Oral | Conservacao: 20°C a 25°C, ao abri…
Solicitar CotaçãoVORANIGO 40MG (vorasidenibe)
Voranigo (VORASIDENIBE) é o nome comercial do vorasidenibe, um medicamento antineoplásico de administração oral pertencente à classe dos inibidores de isocitrato desidrogenase (IDH1 e IDH2). Desenvolvido pela Servier Pharmaceuticals, o fármaco é indicado para o tratamento de gliomas cerebrais de baixo grau com mutação genética confirmada nos genes IDH1 ou IDH2.
O medicamento foi aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) nos Estados Unidos em agosto de 2024 e pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA) em setembro de 2025. Recebeu designação de medicamento órfão por ambas as agências, reconhecendo tratar-se de uma condição rara e de elevada gravidade.
Para que serve?
Conforme as indicações aprovadas pelo FDA e pela EMA, o tratamento com vorasidenibe é indicado para adultos e adolescentes a partir de 12 anos de idade, com peso mínimo de 40 kg, nas seguintes situações:
- Astrocitoma grau 2 com mutação IDH1 R132 ou IDH2 R172, confirmada em espécime tumoral;
- Oligodendroglioma grau 2 com as mesmas mutações confirmadas;
- Pacientes que realizaram apenas intervenção cirúrgica (biópsia, ressecção subtotal ou total) e não necessitam de radioterapia ou quimioterapia imediata.
A confirmação laboratorial das mutações IDH é obrigatória antes do início do tratamento, por meio de teste aprovado por agência regulatória competente.
Como funciona?
O vorasidenibe inibe seletivamente as enzimas isocitrato desidrogenase 1 (IDH1) e 2 (IDH2), incluindo suas formas mutantes. Em células tumorais com mutação em IDH, essas enzimas produzem de forma anormal o oncometabólito 2-hidroxiglutarato (2-HG). O acúmulo de 2-HG interfere na diferenciação celular e promove a proliferação tumoral.
Ao bloquear essa produção anormal, o fármaco reduz os níveis de 2-HG nos tecidos e contribui para a restauração parcial do processo de diferenciação das células tumorais. Estudos por espectroscopia de ressonância magnética demonstraram redução mensurável de 2-HG intratumoral em pacientes tratados.
O medicamento apresenta razão tumor/plasma de 1,6, indicando capacidade de penetração no sistema nervoso central, o que é relevante dado o sítio da doença.
Quais são os benefícios observados em estudos científicos?
O vorasidenibe foi avaliado em ensaio clínico de fase 3 (estudo INDIGO), cujos resultados embasaram as aprovações regulatórias nos EUA e na União Europeia. Os principais achados relatados na literatura incluem:
- Redução significativa dos níveis de 2-hidroxiglutarato intratumoral, documentada por espectroscopia de ressonância magnética;
- Possibilidade de diferir o início de radioterapia e quimioterapia em pacientes com glioma IDH-mutante grau 2 submetidos apenas a cirurgia;
- Atividade documentada no sistema nervoso central, confirmada pela penetração tumoral do fármaco.
Os resultados descritos referem-se a achados clínicos e de pesquisa publicados na literatura científica e não constituem promessa de resultado terapêutico individual.
Perguntas frequentes
Para que serve o Voranigo?
O medicamento é indicado para o tratamento de astrocitoma ou oligodendroglioma grau 2 com mutação IDH1 ou IDH2, em adultos e adolescentes a partir de 12 anos que realizaram apenas cirurgia e não necessitam de outro tratamento imediato.
Como o vorasidenibe atua no tumor?
O princípio ativo inibe as enzimas IDH1 e IDH2 mutantes, reduzindo a produção anormal do oncometabólito 2-hidroxiglutarato (2-HG). Essa redução contribui para limitar a proliferação das células tumorais.
Quem pode utilizar este medicamento?
O tratamento é indicado para adultos e adolescentes com 12 anos ou mais, pesando ao menos 40 kg, com diagnóstico confirmado de glioma grau 2 IDH-mutante. A prescrição é obrigatória e deve ser feita por médico especialista em oncologia.
Existem contraindicações?
O medicamento não deve ser utilizado em pacientes com hipersensibilidade ao vorasidenibe ou a qualquer componente da formulação. O uso durante a gravidez é contraindicado com base em estudos pré-clínicos. Pacientes com insuficiência hepática grave e interações com inibidores ou indutores fortes de CYP1A2 exigem avaliação médica criteriosa.
Como é administrado?
O medicamento é administrado por via oral, uma vez ao dia, com ou sem alimentos. A dose padrão para pacientes com 40 kg ou mais é de 40 mg diários. O comprimido deve ser engolido inteiro, sem partir, esmagar ou mastigar, sempre no mesmo horário. Em caso de dose esquecida, tomar somente se dentro de 6 horas da hora habitual.
Necessita de acompanhamento médico?
Sim. O uso do vorasidenibe exige acompanhamento médico especializado em oncologia durante todo o tratamento. Monitoramento periódico da função hepática é obrigatório: a cada 2 semanas nos primeiros 2 meses e mensalmente nos 2 anos subsequentes.
É aprovado por órgãos regulatórios?
Sim. O vorasidenibe foi aprovado pelo FDA (EUA) em agosto de 2024 e pela EMA (União Europeia) em setembro de 2025. Ambas as agências o designaram como medicamento órfão para o tratamento de glioma. Na União Europeia, o medicamento está sujeito a monitoramento adicional de segurança pós-comercialização.
Possui alternativas terapêuticas?
O manejo de gliomas de baixo grau pode envolver vigilância ativa, radioterapia e quimioterapia (como temozolomida e PCV), a depender do perfil clínico e molecular de cada paciente. A escolha da estratégia terapêutica deve ser definida pela equipe de neuro-oncologia.
Como deve ser armazenado?
Armazenar em temperatura ambiente entre 20°C e 25°C, com excursões permitidas entre 15°C e 30°C. Manter na embalagem original, protegido da umidade e fora do alcance de crianças. Não utilizar após o prazo de validade indicado na embalagem.
Qual o preço do medicamento Voranigo?
O valor do Voranigo pode variar em função de múltiplos fatores, incluindo dosagem, quantidade de comprimidos por embalagem, país de origem, condições logísticas de importação, tributação aplicável, regulamentação sanitária vigente e modalidade de aquisição. Não é possível estabelecer um valor fixo ou estimativa sem considerar todas essas variáveis.
É possível comprar Voranigo no Brasil?
A disponibilidade do Voranigo no Brasil está condicionada à regulamentação sanitária vigente, incluindo eventual registro ou autorização da ANVISA, ou às normas aplicáveis à importação de medicamentos para uso próprio. A aquisição requer prescrição médica válida e deve ocorrer por meio de fornecedores autorizados. Consulte um médico especialista antes de qualquer iniciativa de obtenção do produto.
O Voranigo é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS)?
A disponibilização de qualquer medicamento pelo SUS depende de avaliação e decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC), vinculada ao Ministério da Saúde, além do registro sanitário do produto junto à ANVISA. Até o momento desta publicação, não há registro público de incorporação do vorasidenibe ao SUS. Recomenda-se consultar os canais oficiais do Ministério da Saúde e da CONITEC para informações atualizadas sobre eventual cobertura pelo sistema público de saúde.
Onde posso consultar a bula oficial do Voranigo?
A bula oficial aprovada pela FDA (Estados Unidos) e as informações de prescrição publicadas pela EMA (União Europeia) estão disponíveis nos sites oficiais dessas agências regulatórias, contendo dados completos sobre posologia, contraindicações, advertências e reações adversas. Os links diretos para esses documentos estão disponíveis na seção de fontes ao final deste conteúdo.
Voranigo é o mesmo medicamento que Imbruvica?
Não. Voranigo (vorasidenibe) e Imbruvica (ibrutinibe) são medicamentos distintos, com princípios ativos, mecanismos de ação e indicações diferentes. O Voranigo é um inibidor das enzimas IDH1 e IDH2, indicado para determinados gliomas cerebrais. O Imbruvica é um inibidor da tirosina quinase de Bruton (BTK), aprovado para leucemia linfocítica crônica, linfoma linfocítico de pequenas células e macroglobulinemia de Waldenström. Os dois medicamentos não devem ser considerados equivalentes ou intercambiáveis.
Informações importantes de segurança
O uso do vorasidenibe deve ocorrer exclusivamente sob prescrição e acompanhamento de médico especialista em oncologia.
O medicamento pode causar elevação de enzimas hepáticas (ALT, AST, GGT, bilirrubina e fosfatase alcalina), que em casos graves pode evoluir para insuficiência hepática ou hepatite autoimune. Informe o médico imediatamente caso apresente icterícia, urina escura ou dor abdominal.
Outros cuidados importantes incluem:
- Mulheres em idade fértil devem utilizar método contraceptivo não hormonal durante o tratamento e por 3 meses após a última dose;
- Não amamentar durante o tratamento e por 2 meses após a última dose;
- Informar ao médico todos os medicamentos em uso, incluindo suplementos e fitoterápicos;
- Não interromper o tratamento por conta própria;
- Em caso de convulsão, buscar atendimento médico de urgência.
O vorasidenibe está sujeito a monitoramento adicional pela EMA, o que garante acompanhamento rigoroso de seu perfil de segurança pós-comercialização.
Fontes consultadas
- FDA - Food and Drug Administration (EUA): aprovação e informações de prescrição do Voranigo (vorasidenibe)
- EMA - European Medicines Agency: EPAR de Voranigo (vorasidenibe), autorização de setembro de 2025
- NIH / NCI - National Cancer Institute: informações sobre gliomas e terapias alvo-dirigidas IDH
- NCBI / PubMed: literatura científica sobre o estudo INDIGO e mecanismo de ação do vorasidenibe
As informações apresentadas possuem caráter exclusivamente educativo e informativo. Este conteúdo não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação de profissionais de saúde. Consulte sempre um médico ou outro profissional habilitado para obter orientações individualizadas.
Links de fontes internacionais consultadas
- FDA — Prescribing Information (bula oficial do Voranigo)
- EMA — European Public Assessment Report (EPAR) do Voranigo
- National Cancer Institute (NIH) — Vorasidenib Citrate
- National Cancer Institute (NIH) — Vorasidenib Is Effective against Low-Grade Gliomas
- PubMed/NCBI — Estudo INDIGO, Lancet Oncology (2025)
Conteúdo revisado pela equipe farmacêutica da Relifarm Medicamentos Informações verificadas por farmacêutico habilitado, conforme a legislação sanitária vigente. Última revisão em .
- ANVISA — Agência Nacional de Vigilância Sanitária
- Bula do fabricante — FARMANOVA
- RDC nº 96/2008 (ANVISA) — normas de divulgação e comercialização de medicamentos
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Dúvidas Frequentes
Quais são os documentos necessários para a importação?
- Prescrição (receita) e Laudo Médico, redigidos em português, contendo:
- Nome completo e endereço do paciente
- Nome comercial e/ou princípio ativo do medicamento
- Quantidade prescrita
- Posologia
- Data de emissão (validade de até 180 dias)
- Assinatura, carimbo com nome legível e número do CRM do médico responsável
- Cópia simples do documento de identidade (ou certidão de nascimento, no caso de menores de idade).
- Cópia simples do CPF do paciente.
- Comprovante de residência (em nome do paciente ou com vínculo comprovado).
- Caso o paciente não seja o responsável, também é necessário enviar cópias simples do RG e CPF do responsável legal.
- Os documentos podem ser enviados por e-mail.
Qual é o prazo de entrega do medicamento?
Durante esse período, o pedido passa por fiscalizações e liberações sanitárias no país de origem e no Brasil, garantindo que o medicamento chegue ao paciente com a devida conformidade e qualidade.
O medicamento pode ser tributado?
Valores acima desse limite estão sujeitos à tributação, que será previamente calculada e informada.
Quais são as formas de pagamento?
- PIX
- Depósito em conta
- Link de pagamento via cartão (sistema seguro)
Como saber o valor do medicamento e do frete?
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Importante: As legislações da Europa e dos Estados Unidos não permitem a devolução de medicamentos ao laboratório, mesmo em caso de desistência.
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