GLOBUCEL- IMUNOGLOBULINA 10MG/100ML FRASCO
FRASCO Princípio ativoGLOBUCEL- IMUNOGLOBULINA 10MG/100ML FRASCO O que é Globucel Imunoglobulina? Globucel é o nome comercial de uma solução injetável de imunoglobulina humana normal destinada à administração intravenosa. Trata-se de um medicamento biológico derivado do plasma humano, obtido a partir de doadores selecionados e submetido a e…
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O que é Globucel Imunoglobulina?
Globucel é o nome comercial de uma solução injetável de imunoglobulina humana normal destinada à administração intravenosa. Trata-se de um medicamento biológico derivado do plasma humano, obtido a partir de doadores selecionados e submetido a etapas de purificação e de inativação ou remoção viral durante a fabricação.
A apresentação descrita nesta página corresponde à linha Globucel 10, solução a 10%, o que significa 10 g de imunoglobulina em cada 100 mL de solução, acondicionada em frasco de dose única. Embora o nome cadastrado do produto mencione "10mg/100ml", a concentração informada para Globucel 10 nas especificações da linha é de 10 g em 100 mL. Recomenda-se sempre conferir a concentração impressa no rótulo e na bula que acompanham o frasco.
Globucel é um produto de origem internacional, comercializado na Índia por empresa do grupo Intas. No Brasil, por se tratar de um medicamento importado, o acesso costuma ocorrer mediante prescrição médica e procedimentos específicos de importação, de acordo com as normas sanitárias vigentes.
Medicamentos desse grupo são conhecidos internacionalmente pela sigla IVIG (do inglês intravenous immunoglobulin) ou IgIV, em português. A administração é realizada por profissionais de saúde em ambiente hospitalar, clínico ou em centros de infusão, com monitoramento durante e após a aplicação.
Princípio ativo e composição
O princípio ativo de Globucel é a imunoglobulina humana normal, composta predominantemente por imunoglobulina G (IgG). A IgG é a principal classe de anticorpos presente no sangue e participa da defesa do organismo contra bactérias, vírus e outros agentes.
Por ser obtida de um grande número de doadores, a imunoglobulina presente em produtos como Globucel contém um amplo espectro de anticorpos contra agentes infecciosos com os quais a população em geral teve contato. A documentação do fabricante para a linha Globucel descreve a distribuição das subclasses de IgG (IgG1, IgG2, IgG3 e IgG4) em proporções próximas às observadas no plasma humano.
Como a imunoglobulina atua no organismo
De acordo com as fontes regulatórias internacionais, a imunoglobulina intravenosa possui dois modos principais de utilização:
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Terapia de reposição: fornece anticorpos a pessoas cujo organismo não produz quantidade suficiente de IgG ou produz anticorpos que não funcionam adequadamente.
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Imunomodulação: em doses mais elevadas, a imunoglobulina interfere em diferentes etapas da resposta imune, o que explica seu uso em determinadas doenças autoimunes e inflamatórias. Os mecanismos envolvidos nesse efeito ainda são objeto de estudo e não estão completamente esclarecidos.
Outros componentes
Os excipientes (componentes inativos, como estabilizantes) podem variar entre as diferentes apresentações e versões da linha Globucel. Algumas formulações de imunoglobulina utilizam açúcares, como maltose ou sacarose, ou aminoácidos como estabilizantes. A composição completa da apresentação adquirida deve ser verificada na bula e no rótulo do frasco, especialmente por pessoas com alergias, intolerâncias ou condições metabólicas específicas.
Para que serve Globucel Imunoglobulina?
As indicações de medicamentos à base de imunoglobulina humana normal intravenosa são definidas pelas agências regulatórias de cada país e descritas na bula do produto. De forma geral, as diretrizes da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e a documentação do fabricante descrevem as seguintes situações:
Terapia de reposição
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Imunodeficiências primárias com comprometimento da produção de anticorpos, como agamaglobulinemia, imunodeficiência comum variável e outras síndromes congênitas.
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Imunodeficiências secundárias, em pessoas com infecções graves ou recorrentes, quando há falha comprovada na produção de anticorpos específicos ou níveis baixos de IgG, como pode ocorrer em alguns casos de leucemia linfocítica crônica ou mieloma múltiplo.
Imunomodulação
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Trombocitopenia imune primária (anteriormente chamada de púrpura trombocitopênica idiopática).
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Síndrome de Guillain-Barré.
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Doença de Kawasaki, em associação com ácido acetilsalicílico, conforme critério médico.
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Polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica (PDIC ou CIDP).
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Neuropatia motora multifocal.
A documentação do fabricante também menciona o uso em transplante alogênico de medula óssea e em crianças com infecção pelo HIV e hipogamaglobulinemia. As indicações aprovadas podem variar entre países e entre versões da bula. A decisão sobre o uso em cada situação clínica cabe exclusivamente ao médico responsável, e a resposta ao tratamento pode variar entre as pessoas.
Como Globucel Imunoglobulina é utilizado?
Globucel é administrado exclusivamente por via intravenosa, por meio de infusão lenta realizada por médico ou enfermeiro em serviço de saúde. Não se trata de um medicamento para uso domiciliar sem supervisão.
Segundo as informações da bula do fabricante e das diretrizes internacionais, alguns cuidados gerais costumam fazer parte do procedimento:
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Avaliação prévia da função renal e do estado de hidratação do paciente.
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Inspeção visual da solução antes do uso: ela deve estar límpida ou levemente opalescente, incolor ou amarelo-pálida, sem partículas ou turvação.
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Uso do produto em temperatura ambiente ou corporal no momento da aplicação.
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Início da infusão em velocidade baixa, com aumento gradual conforme a tolerância.
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Não misturar com outros medicamentos ou com outras marcas de imunoglobulina na mesma linha de infusão, salvo quando a compatibilidade estiver estabelecida.
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Observação do paciente durante a infusão e por um período após o término.
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Registro do nome do produto e do número do lote aplicado, prática recomendada para rastreabilidade de medicamentos derivados de plasma.
A dose de imunoglobulina é calculada pelo profissional de saúde com base no peso corporal, na indicação, na resposta clínica e, na terapia de reposição, nos níveis de IgG medidos no sangue. Na reposição, as aplicações costumam ser repetidas em intervalos de algumas semanas; na imunomodulação, os esquemas costumam concentrar doses mais altas em poucos dias. A dose, a frequência e a duração do tratamento dependem da avaliação individual e da orientação médica, e não devem ser definidas a partir de informações gerais.
Contraindicações
De acordo com as fontes regulatórias e a documentação do fabricante, o uso de imunoglobulina humana normal intravenosa é contraindicado nas seguintes situações:
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Hipersensibilidade (alergia) à imunoglobulina humana ou a qualquer componente da formulação.
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Deficiência seletiva de IgA em pessoas que possuem anticorpos contra IgA, devido ao risco de reação alérgica grave.
Para formulações que contêm determinados excipientes, a bula pode trazer contraindicações adicionais relacionadas a esses componentes. Pessoas com histórico de alergias, doenças preexistentes ou reações anteriores a hemoderivados devem informar o médico antes do uso.
Advertências e precauções
A bula do fabricante e as diretrizes internacionais descrevem diversos cuidados relacionados ao uso de imunoglobulina intravenosa. Os principais são:
Trombose
Eventos tromboembólicos, como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, embolia pulmonar e trombose venosa profunda, foram relatados com produtos de imunoglobulina. O risco é maior em pessoas com fatores predisponentes, como idade avançada, hipertensão, diabetes, histórico de trombose, obesidade, imobilização prolongada, uso de estrogênios, cateteres vasculares ou condições que aumentam a viscosidade do sangue. Nos Estados Unidos, essa advertência consta como alerta em destaque nas bulas de produtos de imunoglobulina intravenosa.
Função renal
Disfunção renal e insuficiência renal aguda foram relatadas, especialmente em pessoas com doença renal prévia, diabetes, desidratação, infecção generalizada, idade acima de 65 anos ou uso de medicamentos nefrotóxicos. Por isso, a função renal costuma ser avaliada antes e, quando indicado, durante o tratamento.
Reações relacionadas à infusão e hipersensibilidade
Febre, calafrios, náusea, rubor, aperto no peito e alterações da pressão arterial podem ocorrer, principalmente na primeira infusão, quando há troca de marca ou após longo intervalo sem tratamento. Reações alérgicas graves, incluindo anafilaxia, são raras, mas exigem interrupção imediata da infusão e atendimento médico.
Meningite asséptica
Quadro de inflamação das meninges não causado por infecção, com dor de cabeça intensa, rigidez de nuca, febre e sensibilidade à luz. Costuma surgir de horas a dois dias após o tratamento e é mais frequente com doses elevadas.
Hemólise
A imunoglobulina pode conter anticorpos contra grupos sanguíneos, o que, em alguns casos, leva à destruição de glóbulos vermelhos (hemólise), sobretudo em pessoas dos grupos sanguíneos A, B e AB.
Lesão pulmonar aguda relacionada à transfusão (TRALI)
Complicação respiratória rara, com falta de ar e edema pulmonar não cardiogênico, geralmente nas primeiras horas após a infusão.
Agentes transmissíveis
Como todo produto derivado de plasma humano, existe um risco teórico de transmissão de agentes infecciosos. As etapas de triagem de doadores e de inativação viral reduzem esse risco, mas não o eliminam completamente.
Interferência em exames
Anticorpos presentes na imunoglobulina podem alterar resultados de exames sorológicos, como o teste de Coombs direto. Formulações que contêm maltose podem interferir em alguns métodos de medição de glicose no sangue, o que deve ser considerado por pessoas com diabetes e pela equipe de saúde.
Possíveis reações adversas
Assim como outros medicamentos, Globucel pode causar reações adversas. Elas não ocorrem em todas as pessoas e sua intensidade pode variar.
Reações relatadas com maior frequência
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Dor de cabeça.
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Calafrios e febre.
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Náusea, vômito e diarreia.
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Cansaço ou fraqueza.
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Dor nas costas, dor nas articulações e dor abdominal.
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Tontura, rubor e sudorese.
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Queda ou aumento da pressão arterial.
Reações menos frequentes ou raras
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Reações alérgicas, incluindo reações de pele como urticária e erupções.
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Hemólise reversível.
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Aumento da creatinina e insuficiência renal aguda.
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Meningite asséptica.
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Eventos tromboembólicos.
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Queda súbita da pressão arterial e choque anafilático.
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Lesão pulmonar aguda relacionada à transfusão.
Sinais de alerta que exigem atendimento médico
Fontes como a MedlinePlus, da Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, orientam procurar atendimento médico imediatamente diante de sinais como:
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Dor, inchaço, calor ou alteração de cor em braço ou perna.
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Falta de ar ou dor no peito sem explicação.
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Batimentos cardíacos acelerados, dormência ou fraqueza em um lado do corpo.
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Dor de cabeça intensa com rigidez de nuca, sonolência, febre ou sensibilidade à luz.
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Pele ou olhos amarelados, urina escura ou cansaço incomum.
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Dificuldade para respirar ou lábios e extremidades arroxeados.
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Diminuição do volume de urina, ganho de peso súbito ou inchaço no rosto, pernas ou tornozelos.
Interações com medicamentos, vacinas, alimentos e suplementos
Vacinas de vírus vivos atenuados
A imunoglobulina pode reduzir a resposta a vacinas de vírus vivos atenuados, como sarampo, caxumba, rubéola e varicela, por um período de três meses ou mais após a aplicação. No caso da vacina contra o sarampo, essa interferência pode durar até um ano. O calendário vacinal deve ser discutido com o médico.
Diuréticos de alça
As diretrizes da EMA recomendam evitar o uso concomitante de diuréticos de alça, devido ao risco renal associado.
Medicamentos nefrotóxicos
O uso conjunto com medicamentos que podem prejudicar os rins aumenta o risco de disfunção renal, segundo a bula do fabricante.
Alimentos, bebidas e suplementos
As fontes consultadas não descrevem interações específicas da imunoglobulina com alimentos, bebidas ou suplementos. Ainda assim, a hidratação adequada antes da infusão costuma ser orientada pela equipe de saúde. É importante informar ao médico ou farmacêutico todos os medicamentos, vitaminas, fitoterápicos e suplementos em uso.
Uso em grupos específicos
Gestantes
A segurança do uso durante a gravidez não foi estabelecida em estudos clínicos controlados, e as diretrizes recomendam cautela. A IgG atravessa a placenta, principalmente no terceiro trimestre. Segundo a EMA, a experiência clínica sugere que não são esperados efeitos prejudiciais na gestação, no feto ou no recém-nascido. A decisão de uso deve ser tomada pelo médico, considerando riscos e benefícios.
Lactantes
As imunoglobulinas são excretadas no leite humano. De acordo com a EMA, não são esperados efeitos negativos em recém-nascidos ou lactentes amamentados. A bula do fabricante informa que o uso não foi avaliado especificamente em lactantes.
Crianças e adolescentes
As diretrizes europeias indicam que a imunoglobulina intravenosa pode ser utilizada em crianças e adolescentes, com dose calculada pelo peso corporal, da mesma forma que em adultos. A bula do fabricante informa que a segurança e a eficácia não foram estabelecidas em menores de dois anos para a formulação avaliada. O uso pediátrico depende de avaliação especializada.
Idosos
Pessoas com mais de 65 anos podem ter risco aumentado de insuficiência renal aguda e eventos tromboembólicos, o que exige monitoramento cuidadoso.
Pessoas com alterações renais ou hepáticas
Em geral, não é necessário ajuste de dose, salvo quando clinicamente justificado. No entanto, a presença de doença renal é fator de risco para complicações, e a avaliação da função renal faz parte dos cuidados recomendados.
Armazenamento e conservação
Segundo as especificações da linha Globucel, o produto deve ser mantido sob refrigeração, entre 2 °C e 8 °C, protegido da luz e sem congelar. Deve ser conservado na embalagem original e fora do alcance de crianças.
A bula do fabricante orienta não utilizar a solução se estiver turva ou com partículas e descartar qualquer porção não utilizada após a abertura do frasco. O prazo de validade está impresso na embalagem e não deve ser ultrapassado. O transporte deve respeitar a cadeia de frio.
Perguntas frequentes sobre Globucel Imunoglobulina
O que é Globucel?
Globucel é o nome comercial de uma solução injetável de imunoglobulina humana normal para uso intravenoso, derivada do plasma humano e utilizada em terapias de reposição de anticorpos e de imunomodulação.
Para que serve Globucel Imunoglobulina?
Conforme as fontes regulatórias, medicamentos desse grupo são indicados em imunodeficiências primárias e secundárias e em algumas doenças autoimunes e inflamatórias, como trombocitopenia imune, síndrome de Guillain-Barré, doença de Kawasaki e polineuropatia desmielinizante inflamatória crônica. A indicação deve ser confirmada por um médico.
Qual é a diferença entre Globucel e imunoglobulina?
Globucel é a marca comercial. Imunoglobulina humana normal é o princípio ativo, presente também em produtos de outros fabricantes. Produtos de marcas diferentes podem ter concentrações, excipientes e processos de fabricação distintos e não devem ser trocados sem orientação médica.
Globucel precisa de receita?
Sim. Trata-se de um medicamento biológico de uso hospitalar, administrado por profissionais de saúde mediante prescrição médica. Por ser importado, o acesso no Brasil também segue as exigências sanitárias aplicáveis à importação de medicamentos.
Como Globucel é aplicado?
Por infusão intravenosa lenta, realizada em serviço de saúde por médico ou enfermeiro, com monitoramento durante e após a aplicação.
Quanto tempo dura uma infusão de imunoglobulina?
A duração depende da dose, do volume, da velocidade tolerada e do protocolo do serviço de saúde. A infusão costuma começar em velocidade baixa e é aumentada gradualmente, o que pode levar algumas horas.
Quais são os efeitos colaterais mais comuns da imunoglobulina?
Dor de cabeça, calafrios, febre, náusea, cansaço, dor nas costas e alterações da pressão arterial estão entre as reações relatadas com maior frequência, geralmente durante ou logo após a infusão.
Quem não pode usar Globucel?
Pessoas com alergia à imunoglobulina humana ou aos componentes da fórmula e pessoas com deficiência de IgA que tenham anticorpos contra IgA, conforme as contraindicações descritas nas fontes regulatórias.
Globucel pode ser usado na gravidez?
A segurança na gravidez não foi estabelecida em estudos controlados. O uso deve ser avaliado pelo médico, com cautela, considerando riscos e benefícios.
Globucel pode ser usado durante a amamentação?
As imunoglobulinas passam para o leite materno. As diretrizes europeias não preveem efeitos negativos para o lactente, mas a decisão deve ser tomada com orientação médica.
Globucel pode ser usado em crianças?
A imunoglobulina intravenosa é utilizada em crianças em diversas indicações, com dose calculada pelo peso. A bula do fabricante informa limitações de dados em menores de dois anos. O uso depende de avaliação especializada.
Posso tomar vacinas durante o tratamento com imunoglobulina?
Vacinas de vírus vivos atenuados podem ter a resposta reduzida após o uso de imunoglobulina. Qualquer vacinação deve ser discutida previamente com o médico.
O que fazer se uma aplicação agendada for perdida?
Como Globucel é aplicado em serviço de saúde segundo um cronograma definido pelo médico, a recomendação é entrar em contato com a equipe responsável para reorganizar o esquema. Não se deve compensar a aplicação perdida por conta própria.
O que acontece em caso de dose maior que a indicada?
Segundo as fontes regulatórias, a superdosagem pode causar sobrecarga de líquidos e aumento da viscosidade do sangue, com risco maior em bebês, idosos e pessoas com problemas cardíacos ou renais. A conduta cabe à equipe médica.
Como Globucel deve ser armazenado?
Sob refrigeração, entre 2 °C e 8 °C, protegido da luz, sem congelar e na embalagem original, conforme as especificações da linha Globucel.
Existem outras apresentações de Globucel?
A linha Globucel inclui soluções em diferentes concentrações, como 5% e 10%, e diferentes volumes de frasco. Há também versões identificadas por siglas adicionais. A apresentação, a concentração e os excipientes devem ser conferidos no rótulo e na bula.
Qual é o preço do produto Globucel Imunoglobulina 10mg/100ml Frasco?
O preço pode variar conforme o país, a apresentação, a concentração, o tamanho da embalagem, o estabelecimento e as condições comerciais. Para consultar o valor vigente, verifique farmácias, distribuidores ou canais oficiais autorizados.
Quais informações devem ser conferidas na embalagem?
Nome do produto, princípio ativo, concentração, volume, número do lote, data de fabricação, prazo de validade, condições de armazenamento, fabricante e integridade do lacre. Essas informações são importantes para a segurança e a rastreabilidade.
Quando procurar um médico ou farmacêutico?
Sempre que houver dúvidas sobre indicação, dose, contraindicações, interações ou reações adversas, e imediatamente diante de sinais de alerta como falta de ar, dor no peito, inchaço em pernas, dor de cabeça intensa com rigidez de nuca ou redução do volume de urina.
Considerações finais
Globucel é uma solução de imunoglobulina humana normal para uso intravenoso, apresentada a 10% em frasco de 100 mL, utilizada em terapias de reposição de anticorpos e de imunomodulação, conforme as indicações descritas em fontes regulatórias. Por ser um medicamento biológico derivado do plasma, sua aplicação ocorre em serviço de saúde, com avaliação prévia e monitoramento.
O uso envolve cuidados relacionados a trombose, função renal, reações à infusão, meningite asséptica e hemólise, além de interações com vacinas de vírus vivos. As informações desta página são gerais e não substituem a bula. Dúvidas sobre indicação, dose, contraindicações, interações ou reações adversas devem ser esclarecidas com um médico, farmacêutico ou outro profissional habilitado.
Fontes consultadas
- European Medicines Agency (EMA) — Guideline on core SmPC for human normal immunoglobulin for intravenous administration (IVIg), Rev. 6
- MedlinePlus (U.S. National Library of Medicine) — Immune Globulin Intravenous (Human) (IVIG)
As informações apresentadas possuem caráter exclusivamente educativo e informativo. Este conteúdo não substitui avaliação, diagnóstico ou orientação de profissionais de saúde. Consulte sempre um médico ou outro profissional habilitado para obter orientações individualizadas.
Conteúdo revisado pela equipe farmacêutica da Relifarm Medicamentos Informações verificadas por farmacêutico habilitado, conforme a legislação sanitária vigente. Última revisão em .
- ANVISA — Agência Nacional de Vigilância Sanitária
- Bula do fabricante
- RDC nº 96/2008 (ANVISA) — normas de divulgação e comercialização de medicamentos
Dúvidas Frequentes
Quais são os documentos necessários para a importação?
- Prescrição (receita) e Laudo Médico, redigidos em português, contendo:
- Nome completo e endereço do paciente
- Nome comercial e/ou princípio ativo do medicamento
- Quantidade prescrita
- Posologia
- Data de emissão (validade de até 180 dias)
- Assinatura, carimbo com nome legível e número do CRM do médico responsável
- Cópia simples do documento de identidade (ou certidão de nascimento, no caso de menores de idade).
- Cópia simples do CPF do paciente.
- Comprovante de residência (em nome do paciente ou com vínculo comprovado).
- Caso o paciente não seja o responsável, também é necessário enviar cópias simples do RG e CPF do responsável legal.
- Os documentos podem ser enviados por e-mail.
Qual é o prazo de entrega do medicamento?
Durante esse período, o pedido passa por fiscalizações e liberações sanitárias no país de origem e no Brasil, garantindo que o medicamento chegue ao paciente com a devida conformidade e qualidade.
O medicamento pode ser tributado?
Valores acima desse limite estão sujeitos à tributação, que será previamente calculada e informada.
Quais são as formas de pagamento?
- PIX
- Depósito em conta
- Link de pagamento via cartão (sistema seguro)
Como saber o valor do medicamento e do frete?
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